Um pouco de humor para combater a falta de amor

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Tenho pensado nessa tirinha do Laerte há dias por causa daquele crime de ódio falta de amor cometido por um arcebispo lá, ainda mais depois que a Telinha comentou sobre os pesos e medidas no julgamento final.

É do Laerte, que o Emerson avisou que está com um blog de tiras diárias [senquiu, maninho!], e pode ser lido na coletânea Deus – em algum dos três volumes, depois desenterro os meus pra ver em qual.

E para combater esse travo amargo que o assunto provocou, também.

Zoião

Mais vale um gosto na vida...

Mais vale um gosto na vida...

Estava a ler em dois blogues amigos [Luma Grãos de Areia e Santa Maria de Belém do Grão-Pará] sobre memórias afetivas relacionadas a alimentos.

A minha primeira lembrança é de ovo frito bem mole, molhado em shoyu e comido com pão dormido. Minha obachan fazia isso toda tarde – me leva de volta pras férias que passava na granja, o ovo praticamente saindo direto da galinha pra frigideira.

Se eu fizer isso hoje em dia… “Olha o carboidrato!”, “Olha o colesterol!”, “Olha o sódio! A pressão!”, “Olha a salmonela!”.

Tá, esse último alerta não é tão frequente por aqui, com tanta boa oferta de ovos frescos – a gente não chega a pegar o que sai direto da galinha, mas do granjeiro três ruas pra trás de casa.

No entanto, vivo com vontade de gritar de volta “Olha a ortorexia!”, se pelo menos esse povo soubesse do que se trata, e eu não tenho paciência.

Em todo caso, ovo frito com pão só uma ou duas vezes por ano e nem tem mais o mesmo gosto. Será que este é o momento em que a infância termina definitivamente e começa a vida adulta?