Dois infantis

Nesta semana vi dois filmes infantis que eu tinha interesse de assistir mas não o bastante para alugar/baixar. Sênquis, sinal aberto Telecine! 😉

Acabou que achei os dois muito parecidos e, passados já 2 ou 3 dias, quase esqueci do que vi, também. Será Alzheimer?

Ponte Para Terabítia

Ponte Para Terabítia

Muita gente me indicou Ponte Para Terabítia [Bridge to Terabithia, EUA/2007], e eu evitei ler spoliers e resenhas antes de assistir, o que foi bom porque assim não soube que muitos o compararam a Crônicas de Nárnia. É injusto.

Os protagonistas são dois atores talentosos e carismáticos: um é Josh Hutcherson, que dublou Markl na versão norte-americana de O Castelo Animado [e aqui vou repetir o comentário que fiz sobre o Freddie Highmore: a dublagem é uma medida do talento do ator quando ele consegue interpretar um personagem apenas com a voz] e que também fez Viagem ao Centro da Terra, no papel de um garoto retraído, ignorado pela família e atazanado pelos valentões da escola.


AnnaSophia Robb, a Violet de A Fantástica Fábrica de Chocolate 2005 e a garota das maldições de A Colheita do Mal, me conquistou inteiramente. São três papéis tão diferentes e ela convence em todos eles sem soar tatibitati nem criança-prodígio. Virei fã.

A história foi adaptada do livro de Katherine Paterson, que ela escreveu em 1977 para o filho David. Ele tinha acabado de perder a melhor amiga num acidente com um raio na praia. David foi o co-roteirista do filme, trinta anos depois. A magia do faz-de-conta é incrível, a trama não é engolida pelos efeitos especiais, a imaginação é estimulada e é fácil mergulhar na história, criar um vínculo emocional com os personagens – mesmo com o pai de Jess, um tipo seco interpretado pelo Exterminador do Futuro Robert Patrick.

A única parte que me desapontou foram os 10 ou 15 minutos finais, que achei piegas demais. Ou talvez tenha sido a atuação de Bailee Madison como May Belle, meio forçadinha. No mesmo ano ela fez um episódio de House [Act Your Age] mas não me lembro da menina, não me chamou a atenção.

Mesmo assim o filme vale uma olhada, sim, de preferência com uma caixa de lenço ao lado. Nível de fofura: 3.9/5.

O livro faz parte do currículo escolar da quarta à sexta série lá nos EUA, mas também é alvo dos censuralistas por conter palavrões [“hell” e “damn”], tratar de temas como magia, retratar uma personagem não-crente [“non-believer”] e, principalmente, falar de morte. Bridge to Terabithia está na lista dos 100 livros mais contestados. Pra mim, isso é quase um selo de qualidade.

A Loja Mágica de Brinquedos

A Loja Mágica de Brinquedos

A Loja Mágica de Brinquedos [Mr. Magorium’s Wonder Emporium, EUA/2007] não lembro de alguém ter me recomendado ou mesmo comentado a respeito. Estranho.

Em todo caso, o tema é muito parecido com o de Ponte…, principalmente a questão de como lidar com a morte através da magia e do faz-de-conta. O roteiro é original e foi escrito pelo diretor Zach Helm quando trabalhava numa loja de brinquedos. Os protagonistas são atores adultos: Dustin Hoffman, que ressucitou as sobrancelhas de Hook – A Volta do Capitão Gancho e a atitude condescendente. Natalie Portman, não lembro onde foi que li, tinha acabado de filmar V de Vingança, por isso estava de cabelo curtinho.

Mas quem realmente me cativou foi o Zach Mills, o ator que interpreta Eric, um garoto tímido com dificuldades pra fazer amigos e que só consegue se relacionar com os adultos infantilizados que o rodeiam. Eu jurava que já tinha visto um monde trabalho dele de tão familiar que me pareceu, só que essa foi a primeira vez que o vi. Ele tem várias participações em séries que não assisto ou que vejo esporadicamente.

O filme foi interessante até ali pela metade, depois me peguei olhando pro relógio a cada cinco minutos. Pensando bem, depois que apareceu a maçaneta mágica… A maçaneta do castelo do Howl. A partir daí acabou a magia pra mim. Acho que esse é um dos casos em que os efeitos especiais são maiores do que a história, que até começou interessante e virou fogos de artifício. Comé que o Simon Cowell diz?

Auto-indulgente.

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8 comentários sobre “Dois infantis

  1. Sinal aberto da Telecine é uma boa!
    😉

    Degustação televisiva!

    Uma amiga me sugeriu o pacote da Band ao invés do pacote da Globo.
    HBO ao invés de Telecine.

    Acho que não!
    Só não fico mesmo é sem internet.
    E sem a grade das televisões abertas.

  2. De “Ponte para Terabítia”, gostei muito. Tem um outro filme (anterior a Terabítia) do Josh que eu também gosto muito, chama-se “ABC do amor”. Você já viu, Naomi?
    Já de “A loja mágica de brinquedos”, não gostei de jeito nenhum. Também fiquei olhando para o relógio o tempo todo.
    Abração

  3. Eu já tinha visto “Terabitia” quando saiu em DVD. As meninas choraram baldes no fim. Quanto à “Loja de brinquedos” o filme acaba e a gente fica com aquela coisa de “como assim”? Passou a metade e todo mundo fica esperando, esperando, esperando… e aí acaba. No fim. Sem graça, meu.

  4. Eu amo de coração o filme “Pote para terabitia” acho a histiria linda, o lado imaginario imfantil tam bem é inportante pos é isso que une os perssonagens principais e quando jess percebe que gosta da leslie é muito fofo.
    sou fã dos dois atores lembro dela do seriado taken (seriado de alienigenas muito famoso quando eu era criancinha). Colheita do mal e o proprio Ponte para terabitia só assisti porque ela estava no elenco.

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