The Celebrity Apprentice – ep 04

Piers Morgan

Piers Morgan

O episódio começou com um Momento Awww: Tito Ortiz, aquele cara enorme lutador de vale-tudo, recebeu um representante do Hospital Pediátrico na academia para entregar o cheque da doação, mas quem apareceu foi uma garotinha de nove anos. Ela é pequenininha porque sofre de ossos frágeis e fez um desenho para agradecer ao Tito. Ele se ajoelha no chão e abraça a menina com todo cuidado do mundo.

*Snifs*

Findo o Momento Awww, o resto do episódio foi um tédio. Seria efeito apenas da saída do Gene Simmons? Tá certo que a tarefa não foi um desafio criativo, de gerenciamento ou de logística tão grande assim, também: cada equipe devia vender o máximo de ingressos em duas horas, de quatro espetáculos da Broadway.

Pela Hydra o gerente de projetos foi Vincent Pastore, que estava para estrear em Chicago – a peça, não a cidade. Donald Trump também se embananou. A briga começou já na hora da leitura do dosiê [lembra que numa prova do Aprendiz brasileiro do ano passado uma equipe pulou essa fase e se lascou?]: Vinny incumbiu Piers Morgan da leitura e Stephen Baldwin o interrompia a todo momento.

Depois foi a vez de decidir quem seria o tenente de Vinny na negociação de escolha com o time oponente: é óbvio que Stephen Baldwin pulou na jugular da oportunidade. No entanto, Piers o segurou e disse que ele seria mais útil pedindo ajuda a seus contatos no mundo artístico, no que Baldwin pirou e se recusou, dizendo que era em retribuição ao que Piers falou na prova anterior [que ia responsabilizá-lo se perdessem].

Piers Morgan: If you are now going to deliberately not hit your high-rollers for the money as some form of proving me wrong, you are a shallow little man.
Stephen Baldwin: Boomerang. When you’re full of it, and you spew that stuff out, it’s probably just going to come back and hit you right in the face.

Na equipe Empresario a liderança ficou com Marilu Henner, que atuou em seis peças na Broadway, e a tenência com Omarosa. A reunião foi um exemplo de trabalho em equipe, motivação e organização. Nely Galán usou enfim seu caderninho de contatos, dizendo que Gene a ensinou bem. Ela estava picada porque os caras da Hydra a puseram a par do que viram na prova anterior, ou seja, de que Trump queria demiti-la e ela só escapou porque Gene não a levou de volta.

Com esse cenário, é fácil apostar que a equipe feminina finalmente ganhou, né?

Nhé.

Isso só acontece em dinâmica de grupo, em condições controladas de temperatura e pressão.

É verdade que perderam por muito pouca diferença e por muito azar, porque um dos contatos de Nely chegou com o cheque minutos após o prazo e a vitória seria delas. Empresario vendeu 31mil dólares e trocados e Hydra, 33mil e trocados. Se fosse o inverso, os contatos que Baldwin *não* fez seriam a diferença.

Na mesa da diretoria, Marilu indicou Carol Alt e Jennie Finch para voltarem com ela. O conselheiro Vince McMahon indicou Jennie para a demissão e Ivanka disse que se demitisse Marilu poderia até pular a próxima semana, porque ela era a única que apresentava as grandes idéias.

Roberto Justus disse que não planejava uma edição de O Aprendiz – Celebridades nacional porque não se imaginava demitindo, bem, celebridades [não reencontrei o link da notícia na Folha, então vai essa meio parecida]. Decerto não estudou a Tática Morde e Assopra do mestre Trump, pequeno gafanhoto, e nem a sua variante Assopra e Morde, que ele empregou ontem para dispensar a jogadora de softball Jennie Flinch.

É eficaz na preservação de egos. Ele disse que queria preservá-la do ambiente sujo [não exatamente essas palavras] do mundo corporativo, tão diferente da competição saudável do esporte.

“I really didn’t think I got a chance or opportunity to show my leadership skills. It was interesting to see the differences between The Apprentice business world and the softball field. I look forward to getting back on the playing field.”
Jennie Flinch

Melhor momento
Piers Morgan vestido de Rei Arthur, de Spamalot, nas ruas da Broadway. Ele conseguiu a melhor venda [10mil dólares para Richard Branson, da Virgin] mas, como é o menos conhecido do grupo nos EUA, topou a fantasia para vender mais ingressos na abordagem direta também – e ficou fulo com a frieza dos passantes, que não o olhavam, não falavam com ele nem paravam para ouvi-lo. Foi salvo pelos turistas ingleses. Omarosa disse que ele se fantasiou de palhaço e todos os companheiros saltaram em sua defesa, com um belo discurso de Vinny, cujo pai trabalhou como homem-placa [ou homem-sanduíche].

A partir deste episódio tou torcendo abertamente pelo Piers, por isso que a foto dele ilustra o post. 🙂

Notas
Dos quase 65mil arrecadados, 50 foram para o Lustgarten Foundation for Pancreatic Cancer Research e o resto para uma escola mantida na Broadway.
Hydra conseguiu a presença de Bob Saget e Empresario, de David Hyde Pierce.
No intervalo, Trump diz que se enganou com Baldwin, que achou que ele seria fraco. Eu tenho medo do Stephen Baldwin não por causa de uma suposta força, mas pelo comportamento maníaco.
Oh, Piers e Baldwin se mataram de rir depois da discussão.
Não foi um episódio digno de ser estudado em cursos de gerenciamento ou dinâmicas de grupo. Talvez num de gestão de pessoas.
Finalmente alguém vocalizou qual o problema da equipe feminina: deficiência de celebridade.

Eu brigo com a minha namorada porque ela demora pra se arrumar.
Vincent Pastore

Nós sabemos.

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