Cada vez menos fé

Atenção: Este post contém fatos deprimentes incondizentes com o espírito festivo da sexta-feira. Incondizentes até do espírito menos soturno que tento dar a este blog.

Esteja avisado.

Bão, olha lá, hein.

OK, a escolha foi sua. Obrigada pelo interesse.

Lembra que resmunguei sobre um religioso, coordenador pedagógico, que incentivou publicamente atitude antidesportiva?

Pois o diretor do mesmo colégio nonde aquele padre é coordenador está sendo processado por pedofilia, com nome divulgado e tudo.

Pode ser um novo Escola Base? Sim, mas a polícia encontrou evidências de atividade pedofílica nos computadores do religioso.

Claro que essa doença não é exclusiva dessa denominação religiosa, infelizmente, mas não consigo evitar de pensar naquela excomunhão recente… A comunidade religiosa está apoiando o diretor acusado com manifestação pública de solidariedade. Deve ser obediência à máxima “sem caridade não há salvação” num viés corporativista.

Só queria saber em que ponto do caminho abandonaram todos os outros ensinamentos, a começar do “amar ao próximo como a si mesmo”.

Oh, e é claro, tive que ler a notícia na Folha e no Estadão, porque os veículos de comunicação locais não divulgaram nada.

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4 comentários sobre “Cada vez menos fé

  1. É!
    Andam divulgando mesmo, Lu!
    Nessa semana, aqui, em terras capixabas não se fala noutro coisa senão no monstro capixaba que engravidou a filha adolescente.
    Quando perguntaram porque, ele disse que desde os 4 anos de idade ela o seduzia.
    Estão trancafiando o cidadão numa cela especial.
    Ele corre risco sério!
    Esse tema é recorrente para nós, agora, amplamente divulgado pela mídia.
    Dantes, ficava mais restrito.
    Chocante!
    Seja no caso da famíla, ou no caso religioso, ou qualquer outro que o seja…
    Embrulha mesmo o estomago delicado de todos nós.

  2. Lu, não sei se já disse, mas eu trabalhei por 1 ano e meio (entre 2006 e 2008) em um centro de atendimento a vítimas de violência sexual, mais precisamente crianças e adolescentes. Nada disso que tem passado na mídia é novidade pra mim, infelizmente. Já vi e ouvi coisas absurdas. Quando comecei no trabalho tive que tomar ansiolíticos porque fiquei muito abalada. A minha vida mudou completamente após escutar aquelas histórias.
    A pedofilia (que é atração sexual por crianças pré-púberes) e o abuso sexual, tanto incestuoso quanto por terceiros, é uma realidade muito bem escondida pela sociedade. Para você ter uma idéia, dos muitos casos que atendíamos, só me lembro de 1 menina de classe média; todos os outros eram pobres. Sabe porque? Porque os mais abastados tendem a esconder, a resolver em casa, a pagar por abortos em clínicas caras e confortáveis. Os pobres não tem como esconder a barriga, os vizinhos denunciam ao Conselho Tutelar, a família chama a polícia.
    É uma realidade nojenta, e sinceramente espero que a mídia exponha esses monstros com a devida atenção. Pelo menos vai tornar a sensação de impunidade menor. Em tanto tempo de trabalho árduo e esforçado, com o apoio de uma ótima equipe, só consegui ver 1 bandido desses preso. Só 1. Todavia, tenho esperanças que isso mude. Se eu não tiver essa esperança, vou ficar um pouco mais desacreditada das pessoas.

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