Raisu karê

Karakuchi: curry picante

Karakuchi: curry picante

O curry tem origem indiana, mas japonês foi lá e inventou o Rice Curry [ou Curry Rice, tanto faz], um prato ótimo para esse frio que finalmente chegou em SP. Com laquiô ou takuwan, então, hmmm…

Tem bastante marca de curry no mercado atualmente: em casa usamos o India [nacional] ou o Golden Curry S&B [importado], quando achamos. Eu gosto desse tarja preta da figura ao lado, que é o mais picante. Tem o de embalagem verde que é meio picante [chuukara] e o da vermelha é ideal para crianças pequenas porque não tem nada de ardume [amakuchi]. O site Mercado Oriental de Presidente Prudente/SP vende esses três e o nacional da marca Kenko, que não experimentei ainda.

Deve ter outros sites/lojas especializadas/mercadinhos que vendem também, mais perto de sua moradia. :) A vantagem do curry em pó é que dá pra usar também na massa de tempura, e aí nem precisa de shoyu.

O curry em pó utilizado para preparar o karê é uma mistura de várias especiarias, com significativas propriedades medicinais. Dentre elas, segundo um estudo desenvolvido pela Universidade da Califórnia, a cúrcuma, pigmento amarelo presente no curry, possui propriedades capazes de prevenir o mal de Alzheimer, doença degenerativa que provoca sérios prejuízos à memória. [NippoBrasil]

Curry Rice

Ingredientes:
. 1 litro de água fervente
. 400 g de carne em cubos [frango ou boi ou porco ou camarões - gambas em português de Portugal]
. 2 cenouras em rodelas de 0,5 cm
. 2 batatas grandes em pedaços
. 2 cebolas em lascas grossas
. 1 colher [sopa] de sal
. 1 colher [sopa] de curry
. 3 colheres [sopa] de farinha de trigo
. 1 copo [200ml] de água fria ou leite
. 2 colheres [sopa] de óleo

Modo de preparo:
Numa panela com um fundo de óleo refogue a carne. Depois de dourada junte os legumes e tempere com o sal. Junte a água fervente e deixe cozinhando uns 15 minutos em fogo baixo. Numa vasilha dissolva o curry e a farinha na água fria ou leite. Misture à panela e deixe no fogo até engrossar o caldo.

Essa é a receita básica que dá pra incrementar com outras verduras e legumes, um pouquinho de shoyu, um tico de saquê, etc. Só tem que cuidar do curry: aquele nacional de vidro é fraquinho, sem problema, mas tem uns importados em pasta ou tablete que são carregados no ardume. Os japoneses costumam dividir o grau de ardidez pela cor: embalagem tarja azul ou amarela fraco; vermelha é médio e preta é fogo.

Acompanha arroz branco, tskumenono e chá.

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10 comentários sobre “Raisu karê

  1. Eu já estive com essas caixinhas de curry em mãos, mas nunca tive coragem de pegar porque o rótulo não tem informações sobre os graus de ‘ardeza’ do produto rssss

    Batata-também-é-cultura lá vou eu na importadora aqui perto comprar o meu amarelinho rsss

    Beijos

  2. Marvada, vim correndo. O cheirinho chegou até aquí! O curry é que nem camarão frito. A gente já sente a 3 quarteirões de casa(rs)!

    Será que é por causa dessas propriedades medicinais que Harvard, Stanford e MIT tá chapado de indianos? :)

    Eu encho a mala de curry também, qdo vou a São Paulo. Qdo é nacional, eu uso a marca Maruiti “Bom Curry”, que não perde para as importadas. Hummm…acompanhada por cebolinha lakyô agridoce,hummmm….

    Além dos ingredientes que vc propôs, acrescento o alho porró(que eu chamo de Cebolinhão) para dar um toque verdinho no visual. Há japoneses que colocam alguns cubos de maçã tbém. Sem falar que é um prato muito, mas muito econômico, que serve uma família inteira, amigos e anexos num dia frio.

  3. Naomi,
    quando morava na quente Goiânia, não dava para fazer tanto (quanto gostaria), mas depois que me mudei para Sampa, com sua temperatura bem mais amena, o ‘Curry Rice’ virou “arroz de festa” na minha mesa. Adoro. E encontro com facilidade em lojinhas japonesas da Av. Jabaquara (altura Saúde/São Judas) e no Sacolão da Ricardo Jafet.
    Abraçaõ

      • Naomi,
        estou morando em Sampa há pouco mais de dois anos. A adaptação foi tranquila e rápida. Claro que algumas coisas – como a lentidão/volume de trânsito e a poluição – me ainda me incomodam. Por outro lado, a diversidade cultural, a gastronomia e o carisma dos paulistanos me conquistaram de pronto. Com algumas amizades feitas, o sentimento de “pertencer”, de fazer parte de São Paulo, é mais forte a cada dia.

        Abração

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