Vertigo / Um Corpo Que Cai

Pôster fo filme

Pôster do filme

Semanas atrás consegui finalmente assistir a um pouco de TV em casa e tive a sorte de pegar Um Corpo Que Cai [Vertigo, EUA/1958] logo no começo no TCM. Com isso, é menos um na minha lista de pendências cinematográficas, iei! Agora só faltam, xeu ver… err… ah, uns vários aí, o que inclui quase toda a filmografia de Alfred Hitchcock. Como virei fã do James Stewart depois de Meu Amigo Harvey, fiquei foi bem contente por ver justamente um com o ator no papel de um policial aposentado depois de desenvolver acrofobia, pavor de altura. A pessoa que sofre deste mal psicológico sente tonturas ou vertigem em lugares altos – daí o título original, Vertigo.

Em um dos sites que pesquisei, dizem que um cameramen de Hitchcock foi quem inventou aquele efeito de aproximação da câmera que simula o efeito da vertigem quando o personagem de Stewart sobe as escadas e olha pra baixo, tecnicamente chamado de “trombone shot” ou “contra-zoom”.

O suspense se passa em San Francisco. Muitas vezes li em resenhas de outros filmes ambientados em Nova Iorque o seguinte lugar-comum: “a cidade é personagem do filme”. Esta foi a primeira vez em que pensei em usar esse clichezão, porque as ruas tipicamente íngremes de SF foram indispensáveis para criar o efeito labiríntico da primeira metade do filme.

DVD Universal

DVD Universal

Nesta primeira hora eu cheguei a ficar um pouco impaciente, mas depois entendi que a intenção de tantas idas e vindas era criar a sensação de déjá vu que seria importante mais à frente e, quando vi, estava totalmente fisgada pela trama. Sim, quase desisti no meio do caminho.

Além de James Stewart, a atriz Kim Novak me ganhou neste filme. É bem verdade que é um estilo de interpretação que seria considerado exagerado num filme moderno, mas cria todo o clima certo aqui. O final me surpreendeu – e olhe que sou leitora de romances policiais e de mistério!

E, por falar em final, descobri depois que existe uma versão deste filme que foi lançado com um epílogo de pouco mais de um minuto. Nesta versão, a pessoa culpada é punida. Em DVD é a que foi lançada pela Sony e tem a capa parecida com a primeira imagem deste post, lá em cima. Não foi essa a que assisti.

A que passou no TCM foi a versão restaurada da Universal, que também tem em DVD – a capa é a segunda imagem deste post. Essa mesma versão está disponível no Youtube em 12 partes [link] [em inglês sem legendas].

Curiosidade
Na série House tinha um pôster de Vertigo no consultório do Wilson, junto com um de Touch of Evil [A Marca da Maldade, um dos meus Top Favoritos Foréva]. Conforme o Marcus percebeu, o pôster de Vertigo foi substituído pelo de Ordinary People [Gente Como A Gente] na temporada atual.

Atualização
Não foi substituído, apenas trocou de lugar.

House S05E24: Both sides now

House S05E24: Both sides now

Serviço
Ficha no iMDB
Resenha no Filmsite
Verbete no Wikipedia

Dissertação Vertigo e Psycho, Hitchcock e a Psicanálise de Sara Bizarro, em português de Portugal e com spoilers dos filmes Um corpo que cai e Psicose. Este ensaio está hospedado no Geocities, então, se tiver interesse, leia ou salve o conteúdo antes que o Yahoo o tire do ar depois de encerrar o serviço de hospedagem de páginas.

Por falar em spoiler desses dois filmes, tape os olhos se não quiser saber.

Pronto?

Bamos lá.

Um tempão atrás rolou uma história de que Psycho tinha sido traduzido em Portugal como “O Filho Que Era A Mãe”. Lenda urbana, claro, né nada disso: Psycho em Portugal é Psico mesmo. Já Vertigo virou “A Mulher Que Viveu Duas Vezes”, título que ajudou a batizar um blog bem joiado de cinema, O Homem Que Viveu Duas Vezes.

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14 comentários sobre “Vertigo / Um Corpo Que Cai

  1. Bata, perdoa a minha memória fraquinha, que se perde aquí, alí, acolá e mais pra lá, nas aparições de Seu Alfredo nas cenas. Como ou onde ele aparece mesmo, no Vertigo? Não é neste filme que ele aparece apenas como sombra, de perfil?

    Assisto sempre ao programa “Quem quer ser milionário” italiano, e sempre cai alguma pergunta do gênero. Vc se lembra onde ele aparece no “O Homem que sabia demais”, naquele filme que a Doris Day canta repetidamente “Que sera, sera” que nem disco furado? Valendo 500 mil euros! Tic, tac, tic, tac, tic….

    • luma, ni vertigo ele apareceu numa esquina mas não foi só a sombra não.

      mas o engraçado é o m. night shamamalalaiman fazer a mesma coisa, né? adoro!!

      quanto ao homem que sabia demais, apresento-lhe a mulher que sabe de menos 😆 está na lista dos que ainda não vi…

  2. Eu sempre assisto os filmes de hitchie duas vezes, uma pra absorver o enredo, outra pra encontrar a cena em que ele aparece (quando não encontro na primeira vez).
    Na locadora da esquina de casa tinha a coleção completa do cara, o meu preferido continua sendo Festim Diabólico, principalmente por ter sido um filme “sem cortes”.

    Obs. A piada com Psycho era: “O filho que matou a mãe”

  3. Adoro os personagens cidade, os personagens paisagens…
    A gente viaja!
    Me deu saudades de São Francisco, pelas lentes de um bom diretor.
    Quem sabe uma boa comédia antiguinha?

    Naomi, cê acredita que nos bairros, os cinemas só tem Star Trek dublado?!

    Já viu, né?!
    Nada de tensão, ao menos por enquanto…
    A palavra de ordem é distração leve!
    Se bem que Alfred é magistral!
    hmmmm
    Até que é uma boa idéia: locadora!

  4. Oi Naomi!

    Adooooro Um Corpo que cai, não deixe de ver os principais filmes do Hitchcock: Os Pássaros, Janela indiscreta, Psicose, Festim Diabólico,Rebecca, Disque M para Matar, O Homem que sabia demais e Intriga internacional, eses são os indispensáveis, além de Vertigo. Depois me diga de qual gostou mais! 😉

    Também gosto de achar o Hitch nos filmes, é mesmo uma distração a mais (mas só na segunda vez que se assiste!)

    Beijos!

  5. Preciso rever o ” Homem que sabia demais” para ver onde o ” Tio Hitch” aparece. E o ” Cortina Rasgada” (Torn Curtain), com Paul Newman e Julie Andrews? Tambem gosto desse.

    ieu.

  6. P.S. Esqueci de comentar sobre o Shyamalan. Parece-me que a obra desse diretor é tipo gostar de charuto ou das óperas de Wagner. Não tem meio termo. Ou se gosta muito ou se detesta (para mim, charuto não, Wagner sim).

    Gosto dos filmes do Shyamalan. Aliás, no último filme, Fim dos Tempos, ele também aparece, mas não o vi ainda. Vou rever o dvd para procurá-lo.

  7. Pingback: Touch of Evil / A Marca da Maldade « Batata Transgênica

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