Dois atores, dois métodos

Em inglês mesmo, para não perder nada na tradução.

Michael Gambon sobre Dumbledore, da série Harry Potter.

Michael Gambon has played Hogwarts headmaster Albus Dumbledore for five years but he hasn’t been setting a good example for his students when it comes to finishing their homework: The beloved old wizard hasn’t cracked a single one of J.K. Rowling’s “Harry Potter” novels.

The choice not to read Rowling’s book series, he explains, is deliberate and he points out that costars Ralph Fiennes and Alan Rickman haven’t taken up the books either.

“No point in reading the books because you’re playing with [screenwriter] Steve Kloves’ words.”
[…]
In fact, many riled-up muggles also took to the Internet after the third film to complain that Gambon didn’t have the same kindly grandfather aura that they came to expect in the books and in the first two films when the role was portrayed by the late Richard Harris. [Los Angeles Times, 13/07/09]

David Suchet sobre Hercule Poirot, de Agatha Christie.

To prepare himself for the role, Suchet actually read every Poirot novel and short story by Agatha Christie. Said he on The Strand Magazine online: “What I did was, I had my file on one side of me and a pile of stories on the other side and day after day, week after week, I plowed through most of Agatha Christie’s novels about Hercule Poirot and wrote down characteristics until I had a file full of documentation of the character. And then it was my business not only to know what he was like, but to gradually become him. I had to become him before we started shooting.”
[…]
David Suchet is careful in his performance as Poirot. He knows that fans are aware of the oddities and mannerisms that are Poirot’s. Suchet says this on his accuracy of Poirot: “I always carry around a list of ninety-three things to remember about him. As mundane as how many lumps of sugar he puts in his tea, and how many in his coffee. Because, you know, people WILL notice these things if you make a mistake. And they do write in about my accuracy. One of the nicest descriptions of him is that ‘his eyes twinkle’ and I’ve had some lovely fan mail in from some ladies who love him purely because of that. I wanted him to have . . . charm.” [Hercule Poirot Central]

Adivinhe de qual interpretação eu gosto e de qual não.

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11 comentários sobre “Dois atores, dois métodos

  1. Acho que já sei… sua interpretação preferida é a do Suchet (eu também acho). Concordo que os atores de HP têm que interpretar o roteiro de S. Kloves, o que não é lá essas coisas, mas acredito que ler os livros os deixaria mais próximos do espírito do personagem, coisa que David Suchet fez com perfeição!

    Para mim, ele é o melhor Poirot (Peter Ustinov é simpático, mas não é Poirot; e Albert Finney está exagerado demais, quase caricato).

    Ainda assim, estranho que Alan Rickman também não tenha lido os livros, o Snape está *perfeito* nos filmes, é o que a gente imaginava mesmo! Competência é tudo!

    Ah, as filhotas já viram HP na pré-estréia, mas eu e o maridão só vamos semana que vem (vamos comprar os ingressos com antecedência, talvez amanhã, senão não tem mesmo…)

    Beijocas!

      • Ela contou para ele!? Homem de sorte…
        Embora eu sempre soubesse que o Snape não era o monstro que o Harry fazia dele, eu sinceramente não imaginava que fosse aquela a sua história.

        O Gambon me tira do sério. É difícil simpatizar com o Dumbledore com ele o interpretando. Custava pelo meno pegar o espírito do personagem? Se não quisesse ler todos os livros tudo bem, mas custava ler pelo menos um para ver como Dumbledore realmente é? Pq se o Richard Harris tinha feito um Dumbledore à altura com o mesmo roteirista, não mataria o Gambon pegar o mesmo espírito do personagem e dar vida a ele, não é?

      • mica, contou sim! pro robbie coltrane [hagrid] também. quanto ao fiennes, podemos creditar o voldemort dele ao talento puro do ator, ne?

        ah, o tim roth tinha sido convidado para fazer o tio voldie mas declinou pra participar do planeta dos macacos do tim burton.

  2. Achei este post fantástico principalmente porque não entendi uma palavra, rá rá, rá, mal consigo entender o português, inglês então…..batata quente na boca, é o que mais gosto do inglês britânico. bjs

  3. Eu não sou fã assídua do HP, até não me sinto à vontade para comentar, mas que, a diferença entre o Richard Harris e o Michael Gambon é gritante, ah é.
    Eu acho que o Gambon traz vitalidade para Dubledore, ao passo que Harris era mais ‘lento’, mas, pelo que lembro dos livros, ele é assim, não?

    beijos

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