Ser diferente é normal

Tem dois comerciais de TV que meio que tratam do tema, de uma forma ou de outra.

Um é tão recente que só vi uma vez até agora e não encontrei o vídeo online, ainda. Na verdade, tá tão difícil de encontrar que começo a duvidar até se eu vi mesmo ou se alucinei.

Se vi mesmo, é da Petrobras e mostra, por um micronésimo de segundo, um frentista cadeirante. Na pesquisa que fiz, só apareceu esse vídeo. Não é o que eu quero, o que eu procuro e que acho que vi mostra um frentista com o uniforme da bandeira BR, cadeirante, a atender um cliente.

O segundo comercial já é bem antigo, mas ainda passa na TV e eu sorrio toda vez que vejo: aquele do chocolate Twix em que três caras com Síndrome de Tourette se unem e ganham dinheiro inventando a barra de “biscoito! caramelo! chocolaaate!”.


Link http://www.youtube.com/watch?v=z7S2qs5I73A

A propósito, o goleiro da seleção dos USA tem Tourette e levou a taça de melhor goleiro da Copda das Confederações da África do Sul. Esse é campeão.

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12 comentários sobre “Ser diferente é normal

  1. Tem um filme de tiração de sarro com Bruxa de Blair com um personagem que tem Tourette. Eu não lembro do nome do filme, mas não vale a pena ver, é terrível.

    Acho que essa é uma das doenças da lista de pretensamente ‘engraçadas’ e que as pessoas acabam entendendo meio mal. Existem várias ‘tonalidades’ dessa síndrome, e só em alguns casos mais graves as pessoas apresentam os sintomas parecidos com esses que normalmente se divulgam.

    Enfim, estou soando meio chato, PC, mas acho a propaganda do twix meio boba. O que você citou de mostrar de relance um cadeirante atendendo em meio a outros funcionários me parece muito menos estereotipada, sei lá. Mas estou sendo chato _mesmo_.

    Talvez fosse interessante fazer uma propaganda envolvendo uma pessoa deficiente e um produto que se dirige exatamente ao que o deficiente não tem. Sei lá, um cego comprando uma TV com zilhões de cores; poderia ser mostrado o olhar espantado do vendedor ao vender a TV e etc. Na cena seguinte, o cego traz uma garota super bonita pra assistir TV na casa dele.

    Exemplo machista, ruim, mas acho que dá pra desenvolver a ideia :) (pensei agora em um cadeirante comprando uma bola de futebol pro filho, brincando com ele, etc, dá pra fazer coisas bem melosas)

  2. Falando em Tourette, quem não viu TEM que ver: “Amores obsessivos” (Dirty Filthy Love), com o Michael Sheen. Numa cena ele descreve a um casal de amigos o que, para ele, é o ato de sentar. É absurdamente aflitivo.
    Bjs

  3. Faz muitos e muitos anos uma amiga minha me contava essa história, passada com ela e o marido. A filhinha deles (então com seis anos) pediu pro pai, cego, fazer um periscópio. Ele fez o dito com uns espelhinhos e cartolina, e a menina ficou feliz. Um tempo depois ele ouviu a filha conversando com uma amiguinha, a voz cheia de orgulho:
    - Foi meu pai quem fez pra mim.
    - Mas ele não é cego??!?
    - Ele é cego dos olhos, não das mãos.

  4. Eu só lembro da do Twix, realmente não lembro da petrobras com o frentista cadeirante, mas achei super legal as chamadas da camada pré-sal, com pessoas de várias etnias, um cadeirante, uma gordinha (pada padrões televisivos), uma negra… é interessante, mas apenas uma gotícula do que poderia ser.

    Beijos

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