Domingueiras

Cidadãozinho, 2 anos, preocupadíssimo porque o dragão da sorte [oi, Bruna!] não tem boca:

– Tia, ele não consegue comer!

Falando em comer, o Stiksy da Elma Chips voltou, né? Tá mais macio. Eu gostava dele antes, fortalecia o caráter.

Corte jilós em pétalas, o mais fino que conseguir. Tempre com sal e açúcar e deixe em paz por uns 20~30min. Escorra bem e frite em óleo quente até dourar.

Comecei a comer jiló no ano passado, desse jeito.

Para fazer com que a Luciana sofra o acidente e isso cause um grande impacto emocional, não apenas nas personagens, mas no público, considerei de grande importância explorar a ambição dela em ser uma estrela das passarelas, concorrendo com a Helena (Taís Araújo). Que ela desse demonstrações de valorizar o corpo antes de qualquer coisa. E que o público, sabendo que tudo isso vai se perder, com a tetraplegia, passasse a lamentar e a sofrer com a paralisia e a perda de função das pernas. Ela diz, por exemplo, que quer voltar a fazer ballet. Faz exercicios de barra em seu quarto. É vaidosa. Isso tudo precisava ficar sedimentado para que a perda fosse muito grande e dolorosa. [Manoel Carlos no blog de Daniel Castro, 14/10/09]

Gente, jura que é isso que te deixa comovido? Então eu sou mesmo uma pessoa fria de coração duro e seco, porque nem me umedeceu os olhos.

Não acompanho essa novela pela TV, só pelo Twitter – aliás, adoro os comentários da @dehcapella, da @brunaguerrier e de alguns comentários esporádicos aqui e ali. É a melhor coisa.

Lembra da Pod, a gatinha do Neil Gaiman que faleceu há alguns meses? Agora a Hermoinie foi fazer-lhe companhia. *Snifs*

Acordei com a Veja semanal na porta de casa, ação promocional para vender assinatura. Demorei mais para ultrapassar todas as propagandas de automóvel do que pra “ler” a revista.

Por “ler” entenda-se dar uma rápida vista d’olhos no banheiro.

Por um lado, Igreja Luterana da Suécia aprova o casamento gay. Por outro lado, um juiz de paz da Louisiana/EUA se recusa a casar um casal interracial. Esse é o Estado nonde se ambienta True Blood/Southern Vampires Mysteries.

Por um terceiro lado, o Vaticano diz que acolherá “de braços abertos” os anglicanos conservadors que se opõem á ordenação de homossexuais e mulheres.

E por um quarto lado, uma igreja batista na Carolina do Norte/EUA promoverá uma grande fogueira no próximo Halloween para queimar livros e discos satânicos, dentre os quais o escritos de Madre Teresa, do Papa e todas as bíblias que não se baseiem na versão do Rei James, além dos clássicos livros de bruxaria [oi, Harry Potter]. Acompanha churrasco de frango.

Karê e a filosofia, por Kenji Shikida

Scott Fujita é alto, louro, olhos claros, tem bacharelado em Ciências Políticas, joga na posição de linebacker pelo New Orleans Saints [Louisiana/EUA]. O sobrenome japonês é do pai adotivo. Fujita apoia a igualdade de direitos para os gays. Ele passou a defender essa questão quando soube que alguns Estados pretendiam limitar a adoção para casais hetero, apenas.

Aliás, nesta semana que passou aprendi outra coisa sobre a NFL: para um cara ser dono/ter cotas de sociedade de um time ele precisa ser aprovado pela maioria dos outros donos/sócios de todos os outros times [não apenas daquele que ele pretende comprar]. Um pretendente a comprar o Saint Louis Rams [16 derrotas em sequência] está tentando vencer a rejeição da liga de donos, de árbitros e de jogadores por conta de seu racismo aberto.

Uniforme de basquete deixa qualquer jogador feio, disforme. Saudade dos shortinhos curtos e justos.

Por um lado, o braço de telecomunicações da ONU sugere o padrão único e universal para os carregadores de celular.

Por outro lado, o Brasil impõe um padrão único de plugues e tomadas – único no sentido de que só existirá no Brasil.

Em 2016 tem Olimpíada no Rio; em 2010 tem F-Indy.

O Japão quer sediar solo a Copa de 2018 ou 2022. Hiroshima e Nagasaki querem sediar a Olimpíada de 2020.

Aaah! Comãssim Black Eyed Peas foi no SMAP X SMAP? Eu preciso achar isso em algum lugar.

SMAP X Black Eyed Peas

Link http://www.youtube.com/watch?v=T8Zb0rM-A7g

E, para não perder o costume: luv you, Kimutaku!

Sérgio Mendes no SMAP X SMAP

Link http://www.youtube.com/watch?v=gsU3jVNzgsk

Vem dormir em casa, Kimutaku!

Tá bom, parei.

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14 comentários sobre “Domingueiras

  1. Uau, que bacana que o Sérgio Mendes saiba um pouco de japonês 🙂 ! Tá repaginadão o menino, hein! Qtos anos terá hoje? Qdo eu era criança ele já morava nos EUA. Pra quem tá com mais de 60, tá pra lá de enxuto, né 🙂

    Ah, o jiló…minha verdura preferida. Morro de inveja dos mineiros…os danados podem comer todos os dias. Pena que a biotecnologia andou tirando o bom do amarguinho nos últimos anos.

    Não entendo o que acontece com o mundo. Qdo a gente pensa que tá evoluindo, tem lugares que dão três passos para trás. Não é incrível que ainda há quem limite a adoção de criança apenas aos héteros? E esse papo de fogueira de livros!!!!

  2. Jiló cortado fino e demolhado por 1 hora, depois refogado com alho, muita cebola fatiada, sal e pimenta, e abafado em fogo baixo para cozinhar. Acompanha angú, arroz e um ovo frito. Ai, socorro, não emagreço jamais assim.
    Quando era criança chamava o Stisky de dedo de caveira. Acho que acompanha bem uma cerva gelada.
    Preconceito de qualquer tipo, seja religioso, racial ou sexual, é a coisa mais nojenta que existe.
    Em 2016 terá Olimpíada no Rio se o tráfico deixar.

  3. Adrina, gosto muito de ti – sério, mesmo; você é daquelas de quem eu só sinto energia boa chegando – e por isso eu peço de coração: não reverbere essa de “em 2016 terá Olimpíada no Rio se o tráfico deixar.” O tráfico está reagindo assim porque a polícia do Rio está fazendo o que deve fazer: usando a P2 – que é o serviço de inteligência da PM – para deter a ação nas favelas. Quando ninguém mexe com o tráfico, o tráfico só mexe com ele mesmo, e da maneira mais silenciosa possível, que é pra não chamar a atenção. A PM só chega depois para limpar a sujeira que o tráfico esquecei pra trás. E não é isso o que está acontecendo. A polícia está chegando ANTES e ocupando espaço.

    O que está se vendo é, graças a Deus, um esforço conjunto para que em sete anos a situação realmente mude. O Dona Marta, que era um dos piores pontos de tráfico da cidade (e, vergonhosamente, o morro fica do outro lado da rua onde se instala o 2º BPM) foi ocupado há meses e não há mais conflitos lá. O mesmo aconteceu ao longo dos últimos dois anos com outras favelas do Rio. Ou seja, ali aconteceu o que o carioca pede há séculos: ocupação dos morros pelo poder público.

    Como carioca, muitíssimo me chateia quando ouço frases como “em 2016 terá Olimpíada no Rio se o tráfico deixar.”´É como me chamassem de idiota por eu “compactuar” com a situação de violência do Rio. “Coitadinha, ela deve sair de colete a prova de balas para ir trabalhar”. Minha irmã mora em Salvador e eu já contei quatro vezes em que ela ficou no fogo cruzado entre polícia e bandido. E ela mora no Caminho das Árvores, um dos melhores bairros da cidade. Como se em outras cidades não houvesse tráfico de drogas, favelas, violência. Nunca se disse que as provas de Fórmula 1 só acontecem em São Paulo porque o PCC permite. É completo nonsense.

    Essa conversa todo mundo conheceu quando houve a ECO 92 no Rio. E não aconteceu nada. E a situação era muitíssimo pior que é hoje, porque tínhamos como governador o ilustríssimo Leonel Brizola, que incentivou a ocupação irregular dos morros e fez vista grossa para o tráfico.

    Espero que não se chateie com meu comentário [e aproveito para pedir desculpas à Naomi por uma resposta tão off topic].
    Bjs nas duas
    Suzana

    • Suzana, não me chateio, espero que a Lu também não. Minha mãe trabalhou por 20 anos indo ao Rio a cada 2 meses. Cresci pegando ônibus na minha cidade às 10 da manhã para desembarcar na rodoviária Novo Rio às 3 da tarde. Ia até sozinha, com 15 anos, muitas vezes, e depois pegava um circular (esqueci um número) até Copacabana onde a minha tia mora e mamãe ficava hospedada.
      Amo o Rio. Há 10 anos atrás, quando mudei para Minas Gerais, na verdade eu queria ir pra lá; hoje, essa vontade passou. Sinto medo, e olha que violência tem em qualquer lugar. Se você leu no meu blog, furtaram o carro de trabalho do meu marido na porta da minha casa, e nós moramos em um bairro muito tranquilo de BH, que é uma cidade relativamente segura. A sensação que tenho é que o Rio está entregue às baratas, e que perdeu-se totalmente o controle.
      Enfim, Suzana, também gosto de você, adoro o seu blog, e espero, do fundo do coração, que eu esteja errada.

  4. Adrina, a cidade não está entregue às baratas. As pessoas têm a certeza que a situação não tem mais como ficar assim. E estão cobrando. Muito. E conversando com o pessoal que cobre polícia o que eu vi é que o sentimento é de não se permitir mais empurrar nada com a barriga. Por isso essa guerra com o tráfico: eles não vão sair sem fazer barulho.
    Bjs

  5. Quérida, Jiló não desce… não adianta, mas não desce. Nem ‘fantasiado’ de abobrinha… =(

    Putz, lí o cidadãozinho preocupado com o dragão da sorte não ter boca, lá em casa é a mesma coisa com a Hello Kitty, só que do ponto de vista 100% peruinha: como ela vai passar batom?

    rssss

    beijocas

  6. Jiló? Não sei não, hein. Sou bem enjoada pra comer. Esses dias eu redescobri o sabor do morango. Quando pequena peguei trama do sujeito e agora somos melhores amigos. Momento piração, acabou.

    E então Naomi, como é ter nome de personagem de novela? Eu sempre quis ter meu nome – Eunice- em algum lugar e eis que surge a vilã de “Vende-se um véu de noiva”.

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