Mimimi de diretor de cinema

Há poucos minutos comentei que “nunca é tarde para assistir Os Sete Samurais”, mas na hora não percebi o quanto foi literal: passou ontem na sessão The Essentials do TCM que começa às 22h, um horário bem razoável. O problema é que a versão integral do filme dura quase três horas e meia, mais os comentários no início e no fim da sessão.

Segundo o Robert Osborne, a versão para o exterior durava apenas duas horas e pouquinho. Mas foi um comentário da Rose McGowan no fim da sessão que me irritou [quase] a ponto de me tirar o sono: primeiro, ela disse que preferia “Sete Homens e Um Destino” porque [1] ela viu antes, [2] se passa no Velho Oeste e [3] é “mais ágil”.

McGowan disse que ela cortaria diversas sequências do filme de Kurosawa e que diretor que reclama das edições dos estúdios faz é mimimi porque acha que os filmes são como filhos; disse ainda que filmes longos, de mais de uma hora e meia, são pouco rentáveis porque as salas exibem menos sessões, além de “menos ágeis”. É, de novo.

Eu só digo que senquisgóde essa moça é apenas atriz.

Mas não, não perdi o sono po causa dela. Uma porque depois de desligar a tv, ir ao banheiro, checar e-mails e fazer festa na Tutu já passava das 2h20, e outra porque, né? Tem coisa pior.

Agora tou à procura do DVD duplo que tem a versão integral mais entrevista do diretor de quase duas horas mais making of de 50 minutos.

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3 comentários sobre “Mimimi de diretor de cinema

  1. Sim, a versao ianque eh mais agil. colorida e tem astros a dar com pau.

    Mas nao eh Akira. (明).

    eu acho que toda a obra dele ele tirou do proprio nome, levando nossos olhos entre a tenue luz da lua e a explosao solar. Eu sei que Akira nao significa nada disso (akarui, acho), mas me passa isso.

    Alias, Mifune em 7人 esta pra la de akarui.

    Dizer que Kurosawa eh lento eh nao assistir seus filmes com o respeito historico.
    Soa como
    “Oh, mas Chaplin sempre usa esse chapeu e bengala e anda assim?”
    Vade retro, gente besta.

    Besos!

  2. Naomi;

    Eu me lembro de priscas eras, e nenhum dos seus leitores ainda tinha nascido, quando vi “O baile” de Ettore Scola, e um ator desses numa sessão de cinema dessas questionou o diretor (ao vivo, minha gente; na barba do hômi e com a cara maaaaais séria do mundo) da razão de o filme não ter legendas. Porque, você sabe, cinema mudo já era.

    Pelo jeito, filmes longos também: olha a lista desses filmes com mais de 3 horas que foram fracasso de bilheteria:

    E O VENTO LEVOU (1939)
    Duração: 3h42
    LAWRENCE DA ARÁBIA (1962)
    Duração: 3h42
    OS DEZ MANDAMENTOS (1956)
    Duração: 3h40
    BEN-HUR (1959)
    O SENHOR DOS ANÉIS – O RETORNO DO REI (2003)
    Duração: 3h30
    SPARTACUS (1960)
    Duração: 3h18
    A LISTA DE SCHINDLER (1993)
    Duração: 3h17
    TITANIC (1997)
    Duração: 3h15

    Daí a gente conclui que, sério, o que Rose McGowan está fazendo desperdiçando seu talento em clássicos como “Charmed” e “Nip/Tuck”?

    E Naomi, flor do meu Pomar de Pêssegos (lembra desse episódio?), o que você está fazendo desperdiçando segundos de vida ouvindo isso? A gente só tem que ter pena de quem contratou a peça para fazer crítica a Kurosawa numa sessão de cinema, né?

  3. Havia um site, apoderosa.com se não me engano, que tinha o vhs com tudo. Kurosawa está além dos comentários de qualquer pessoa. É assistir, colocar no contexto do momento e entender o cara que dav vida a uma história, mesmo que fosse estória. Rhan , se você não viu, não perca. Não encontrei mais. Vi 12 vezes. Se viu, pode morrer em paz. Tudo já foi visto !

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