Um grito na telona

O filme que passou na sessão The Essentials de domingo passado foi o King Kong de 1933. A comentarista que fazia companhia a Robert Osborne dessa vez era a Princesa Lea – perdão: Carrie Fisher, que comentou que conheceu a atriz Fay Wray já bem velhinha e pequenininha mas ainda ativa, dirigindo seu próprio carro.

O diretor Peter Jackson iria colocar Wray para dizer a última fala do remake de 2005 se ela não tivesse falecido antes de poder gravar, mas na verdade comecei este post por outro motivo: Fisher disse que Wray era a Scream Queen, a rainha do grito – quem assistiu ao filme sabe o motivo.

E a legenda do canal TCM traduziu como “rainha da telona” – ou screen queen. Aí bateu-se-me a dúvida: o tradutor recebe um script ou tem de traduzir de ouvido?

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6 comentários sobre “Um grito na telona

  1. Não sei responder! Este filme está repetindo e, quem não conhece esse grito? Este e o do Tarzan.

    Naomi, seu feed parou de ser enviado para mim. O último data Posted on: Fri, Oct 16 2009 5:00 PM

    Beijus,

  2. Numa empresa do ramo que trabalhei, a gente repassava para os tradutores a legenda com timecode para os tradutores.

    Mesmo assim direto chegavam aberrações deste tipo.

    Acho que os caras devem pensar assim: “Se os caras podem destruir o nome original de um filme, pq eu não posso fazer o mesmo com a tradução?”

  3. Dizem que tradutor é traidor, mas não sacrifiquem o pobre tradutor de tacada, amigos. Há tradutores e tradutores (ou traidores). A maioria dos filmes/séries possui script, apenas o pessoalzinho gente boa e esforçado que vira a noite traduzindo o episódio da noite passada downloadeado durante a madrugada é que tira o texto de ouvido. Mas, na tradução profissional, há vários fatores que podem resultar numa legenda ou fala dublada absurda: pressa no processo (que sempre é feito ´para ontem´), opção por empresas tradutoras e/ou tradutores que cobram mais barato e não garantem qualidade, revisão inexistente (que deveria haver, mas onera o produto final) e, por fim, a falta de cultura mesmo do tradutor, que é a pior coisa. Traduzir não é apenas saber inglês, é entender a cultura do idioma, é principalmente saber português, é ter conhecimento geral erudito e pop para não falar besteira etc etc etc. Nisso, muitos tradutores pecam, o que é uma pena, mas, se vocês prestarem atenção, a qualidade está melhorando bastante de uns tempos para cá. Parabéns pelo blog, sou viciada nele.

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