Hotel Paradise

Capa do livro

Capa do livro

Emma Graham está entediada. Ela tem 12 anos e mora com a mãe e a tia-avó no hotel da família numa cidade pequena que já viu dias melhores. Seus melhores amigos são o xerife e a garçonete da lanchonete para onde ela escapa nas horas vagas, depois da escola e de ajudar a servir as saladas no restaurante do hotel.

Ela é uma garota inteligente que se sente deslocada nesse mundo de fronteiras e mentalidades limitadas e estagnadas, então, quando descobre que uma outra garota foi encontrada afogada no lago de uma família singular há quarenta anos, Emma começa a fazer perguntas.

Do lote de livros que meu pai mandou no fim do ano passado, Hotel Paradise é o que gostei mais até o momento. É um suspense, o primeiro de uma trilogia da escritora norte-americana Martha Grimes protagonizado pela personagem: o segundo, Cold Flat Junction [2000] aparentemente não foi traduzido no Brasil, mas o terceiro, Belle Ruin [2005] deve ser o A Casa em Ruínas publicado pela Record.

É um Kazuharu – perdão, um caso raro em que a sinopse da contracapa corresponde ao conteúdo do livro:

Perto de um hotel de veraneio decadente às margens de um lago esquecido coberto por nenúfares, há 40 anos, uma menina morreu afogada. Décadas depois, a tragédia atordoa outra garota da mesma idade. Com uma grande habilidade para fazer com que os adultos contem suas reminiscências, ela começa a juntar as peças de um quebra-cabeças do passado que ainda produz efeitos no presente.

Hotel Paradise é uma visão angustiante – e, ao mesmo tempo, delicada – das decisões que uma menina deve tomar no processo de aproximação da maturidade: as opções que precisa assumir entre o que é certo e o errado, o amor e a verdade, a vida e a morte. Com narrativa graciosa, personagens fascinantes e boa dose de suspense, é um romance ao mesmo tempo de grande profundidade e leitura empolgante. Um clássico moderno de suspense psicológico.

A autora leva seu tempo construindo as personagens, pintando o ambiente de tal forma que consegui sentir o clima, a atmosfera do lugar. Também criei empatia pela personagem principal, sentindo ao mesmo tempo que ela era real e que gostaria de conhecê-la e fazer amizade com a Emma. Senti que é alguém interessante para conversar e trocar ideias porque ela tem ideias, tem valores e objetivos na vida.

A coisa toda foi tão bem-feita que o suspense em questão ficou em segundo plano, pra mim. Vale totalmente uma lida.

Hotel Paradise [idem, EUA/1996]
Autor: Martha Grimes
Editora: Record
ISBN: 8501050091
Tradução: Pinheiro de Lemos
Ano: 1999
Edição: 1
Número de páginas: 416

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9 comentários sobre “Hotel Paradise

  1. Fofura, sobre livros, a minha amiga Sueli recomendou o canal GloboNews com entrevistas direcionadas ao mundo da literatura.
    Vamos ter que pesquisar, porque ela jurava que não se lembrava do nome do programa, nem tampouco do horário, nem do dia da semana.
    Como ela adora eventos ligados à literatura, tô apostando na dica da Suely.
    “Como diz o Pedro Bial todo livro é auto-ajuda. Quem é o mesmo, depois de ler um livro, qualquer livro?!”
    Ameeeeeeeeeeei!
    Paxonada pelo Mial, né?!
    😆

  2. Na verdade o “Cold Flat Junction” é o segundo livro que foi publicado no Brasil com o título de “Casa em Ruínas”. O terceiro, porém, nunca foi piblicado por aqui, mas dá para comprar no Amazon USA por mais ou menos 15 dólares.

  3. Pingback: Retrospectiva Literária 2010, Top 5, Bottom 3 « Pensamentos de Uma Batata Transgênica

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