Minha Vida Como Gueixa: A verdadeira história de Mineko Iwasaki

Capa do livro

Capa da edição brasileira

Em 2006, comprei dois livros que contavam a mesma história com pontos de vista diferentes: Memórias de Uma Gueixa, do norte-americano Arthur Golden, e Minha Vida Como Gueixa, da japonesa Mineko Iwasaki. Digo que “eu comprei” mas na verdade foi uma aquisição conjunta, eu e uma colega de trabalho: cada uma ficaria com um e depois emprestaríamos uma pra outra. Eu fiquei com a versão americana e ela com a japonesa, só que por uma coisa e outra acabei não lendo a versão dela até recentemente, quando recebi o livro da editora como crédito pelo cancelamento da assinatura de uma revista.

O motivo de existirem essas duas versões é conhecida, mas vamos lá: o autor Arthur Golden entrevistou diversas gueixas para conseguir detalhes que tornassem seu romance mais verossímil. Mineko era a mais famosa, seu rosto simbolizava a cultura das gueixas em revistas, outdoors e peças promocionais e exigiu sigilo para conceder as entrevistas, já que este é um mundo regido pela lei do silêncio.

Quando o livro de Golden foi lançado, em 1997, Mineko teve não uma, mas três surpresas desagradáveis: ele quebrou o acordo de confidencialidade, copiou praticamente sua vida inteira para compor a personagem principal e desviou-se muito do modo de vida e cultura dos japoneses, especialmente da vida das gueixas.

Q: Why did you decide to write your book?

A: There were a number of reasons why I wanted to write this book. The two probably strongest reasons are because I believe there was a lot of misunderstandings about what it means to be a geiko or a geisha, both in Japan and in the West, and I felt honor bound to do what I could to correct those misunderstandings.

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