Carisma desliga cérebro

Nããão, estão roubando meu cérebro!

Nããão, estão roubando meu cérebro!

“Quando caímos sob os encantos de uma figura carismática, as áreas do cérebro responsáveis pelo ceticismo e atenção tornam-se menos ativas. Usando imagens de ressonância magnética, cientistas escanearam os cérebros de vinte pessoas neopentecostais e de vinte não-evangélicos enquanto ouviam orações gravadas. Disseram aos voluntários que seis orações foram lidas por um não cristão, seis por um cristão comum e seis por um “curador” [pessoa que acredita-se ter poderes de cura, sabedoria e de profetizar]. Na verdade, todas foram lidas por um cristão comum.

Apenas os cérebros das pessoas devotas apresentaram alteração em resposta às orações. Partes dos córtex que têm papel chave na vigilância e ceticismo ao julgar a veracidade e a importância do que as pessos dizem foram desativados quando o sujeito ouvia o suposto curador. As atividades [cerebrais] diminuíam menos quando o orador era supostamente um cristão comum.

O pesquisador Uffe Schjødt diz que isso explica porque determinados indivíduos conseguem obter influência sobre outras pessoas, e conclui que sua habilidade para fazer isso [influenciar pessoas] depende massivamente das noções preconcebidas da sua autoridade e do quanto é digno de confiança.

Não está claro se os resultados podem se estender além da liderança religiosa, mas o pesquisador se pergunta se aquelas regiões cerebrais podem ser desativadas do mesmo modo em resposta a médicos, pais e políticos.” [New Scientist, 27/04/10, tradução livre]

Eu acredito que sim, os resultados da pesquisa podem ser extrapolados tanto para outras religiões quanto para [e principalmente] a política. Claro que essa minha opinião não tem nenhum fundamento científico, é baseada apenas na observação empírica da minha timeline do Twitter e na nota da profa cãpanheira, tão fácil de manipular… 😆

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6 comentários sobre “Carisma desliga cérebro

  1. Talvez isso explique o suicídio coletivo dos seguidores do Jim Jones, o comportamento da família do Charles Manson, ou o fanatismo dos eleitores (ou torcedores?) de um determinado partido… aham.

    É o efeito placebo dos relacionamentos: conteúdo zero, e eficácia 100%.

    Beijocas!

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