Domingueiras

O 12º Doutor: Nunca é cedo demais para o teste de elenco, não é?

Imagem: ROFLRazzi

Sobrinho curioso com a bolsa que ganhei poucas horas antes me questiona: “Tia, por que a sua bolsa tá vazia? Você tem que encher de coisas!” Coisas, assim, no plural.

Para ele, o Venom é o “Homem-Alanha que morde”.

O maior super da cidade fez uma reforma nas instalações físicas que quase duplicou o espaço disponível e trocou quase todos os funcionários por “jovens bem-apessoados” trazidos de Marília: bonitos, sim, mas antipáticos e descorteses, que nunca sabem responder às dúvidas e sequer saem do caminho dos clientes, obrigando-os a desviar com o  carrinho. E o espaço foi tomado por marcas de segunda ou terceira linha, frutas e hortaliças podres, carnes cheias de nervo e sebo, sem contar a inexistência de produtos novos.

Com isso, um outro super investiu num novo gerente que realizou um trabalho interessante de capacitação e motivação profissional, logística, CRM e envolvimento com a comunidade que aumentou o faturamento da loja em 350% em 18 meses. Só não aumentou mais porque o espaço físico ficou limitado e ele não consegue expor toda a variedade de produtos que deseja. Curiosamente, ambos supermercados são do mesmo dono.

Essa eu esqueço de comentar toda semana: cê viu que a União reeditou o livro de receitas e colocou à venda no catálogo da Avon? Com dois códigos de barras de produtos diferentes sai por dérreal [nove e noventa e nove, na verdade], mas dá pra comprar sem os códigos de barra – daí sai por R$16,00. Dona mãe tinha um, acho que se perdeu numa das mudanças…

Oh, e eu contei que finalmente ganhei a caixa Agatha Christie da Avon de natal? :) Água mole em pedra dura.

Outdoor desenhado a mão em Dubai [agência: Leo Burnett]

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Heathcliff 2011

James Howson

Graças a um comentário de Aibell [brigadê!] fiquei sabendo que o próximo Heathcliff não será aquele ator de Gossip Girl. Ufa,hein? O escolhido da diretora Andrea Arnold é o iniciante James Howson, o primeiro ator negro a interpretar o nosso atormentado favorito.

The casting is in line with Brontë’s conception of the character – “lascar” is a 19th-century term for sailors from India. Arnold reportedly sought out actors from the Romany community for the role but was unable to find an appropriate candidate. Producers also held open auditions and even walked the streets of Leeds looking for their Heathcliff. In the novel, the character is found abandoned as a baby at the slave port of Liverpool by Mr Earnshaw, who adopts him, so his ethnicity is uncertain. [The Guardian, 23/11/2010]

A maior parte do elenco, aliás, é desconhecida e/ou inexperiente. A roteirista tem poucos trabalhos [o mais conhecido é Moça Com Brinco de Pérola], assim como a própria diretora. A mais experiente e conhecida é a atriz que interpreta Cathy, Kaya Scodelario [Skins, Fúria de Titãs]. Tenho a impressão que será interessante.

No iMDB.

Adicionei vídeos de diversas versões para cinema e TV neste post, acho que só faltaram as de 1920, 1948 e 1962. Alguns são trailers, outros são trechos curtos e alguns são fanvids, cenas do filme com a música da Kate Bush por cima.

Versão de 1939 com Laurence Olivier


Link http://www.youtube.com/watch?v=Ob_WMxEhSHs

Abismos de Pasión, adaptação mexicana de 1954 [do espanhol Buñuel] com Jorge Mstral
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Desafio de Férias 2010/2011 | Nanny Ogg’s Cookbook

INCLUDING RECIPES, ITEMS of Antiquarian Lore, Improving Observations of Life, Good Advice for Young People on the Threshold of the Adventure That is Marriage, Notes on Etiquette & Many Other Helpful Observations that will Not Offend the Most Delicate Sensibilities.

Capa

Pense numa pessoa que chegou a ficar com soluço de tanto rir ao ler um livro. Mais ainda, um livro de receitas!

Agora pense numa pessoa inchada de orgulho ao perceber que tenta descrever receitas no mesmo estilo da Tia Ogg de Terry Pratchett e você chegará à mesma pessoa: Titia Batata.

Gytha Ogg é uma das bruxas de Lancre, reino localizado nas montanhas Ramtops no Discworld. Ela representa a face da Mãe* no coven que inclui Esmerelda Weatherwax e Magrat Garlick – se bem que Magrat Spoiler –> tirou um sabático pra ser rainha <– Fim do spoiler. Este livro foi escrito depois dos eventos de Lords and Ladies. Na verdade, Nanny Ogg’s Cookbook é posterior a Maskerade, que inda não li.

* Além de Mãe, Tia Ogg também é Sogra. ;)

O livro reúne algumas receitas mencionadas nos livros regulares da série Discworld, como a sopa primordial [A Cor da Magia], o molho Wow-Wow [O Senhor da Foice], o gumbo clarividente da Senhora Gogol [Quando as Bruxas Viajam], o pão com água de Lord Vetinari [Guardas! Guardas!] e receitas que não foram mencionadas, como as da Sargento Angua, de Lady Sybill Vimes [kedgeree, que aproveitarei numa próxima coluna do TeleSéries], etc., comentadas por Tia Ogg.

Todas são exequíveis e comestíveis, graças ao trabalho dos editores. Eles retiraram os ingredientes potencialmente perigosos [baiacu, arsênico, sapo desidratado], afinal não é boa propaganda se as pessoas começam a morrer depois de provar suas receitas. Além disso, pessoas mortas não costumam comprar mais livros.

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Fazer fusquinha

mas a gente sabe que capellas e barianis só ficam “fazendo fusquinha”, como dizia minha avó (trad.: brinks) [@ratobiblioteca]

Foi a Cristine Martin tuitar isso e uma luzinha acendeu nas minhas ideias. “Fazer fusquinha” é uma expressão que a gente usa tão amiúde em casa que nunca parei pra pensar nela.

Pra começar, usamos com outro sentido, o de tripudiar. Se está um calorão e alguém diz que está tomando um sorvete em outro lugar eu xingo muito e respondo que ele está fazendo fusquinha pra mim.

Daí você para e pensa “ma que cazzo o carrinho da Folksfagen tem a ver com o pato?”

Apois! Fui procurar e, de fato, não tem nada! O certo é fosquinha, com o  O aberto, assim óóóó. Quanto ao significado da expressão, ambos estão certos.

Fosquinha
Acepções
■ substantivo feminino
1 ato de aparecer e desaparecer subitamente
Ex.: a lua fazia fosquinhas por entre as nuvens
2 ato de disfarçar, dissimular algo; disfarce, fingimento
Ex.: fazia fosquinhas ao amado, parecendo dócil
3 gesto, trejeito, careta; troça
4 provocação, acinte
5 intriga, mexerico, disse-me-disse
Fonte: Dicionário eletrônico Houaiss

Segundo o Dicionário de Gírias de JB Serra e Gurgel, a expressão data de 1890. Quanto ao fosquinha virar fusquinha, só posso conjecturar que foi o mesmo caminho da batatinha que quando nasce esparrama pelo chão em vez de espalhar a rama pelo chão: a língua popular. ;)

Da coluna do Prof. Ivo

A Língua Nossa de Cada Dia
1. Desvirgulando: Seu ex-presidente disse… não pode haver vírgula de maneira alguma após a palavra presidente (sujeito) e antes do verbo (disse): regra fundamental de concordância verbal (não há vírgula entre o tema e a informação).
Em tempo: Seu Hilário Juliano Ruiz de Oliveira ainda é o atual presidente da Câmara;

2. À medida que = à proporção que; Na medida em que = tendo em vista que; use tais expressões corretamente: À medida que conquistava poder, tornava-se mais autoritário. É preciso, na medida em que existem as leis, respeitá-las.

3. Diga e escreva: Reside na (e não à) Rua Olavo Bilac; Residente na Rua Valentina Toazza; Morador no Largo da Paz; Reside na Praça da Árvore, Situado (ou sito) na Rua das Acácias;

4. O Verbo vazar está em alta: As informações sigilosas vazaram da área oficial para a imprensa; é incorreto dizer a área oficial vazou as informações para a imprensa;

5. A semana em que estamos é esta; O lugar em que alguém está é este ou esta: Esta casa (a casa em que se está), esta vila, este bairro, esta cidade, este país, este mercado;
O período (ou a vigência de alguma coisa) em que estamos é este ou esta: Este ano (o ano de 2010), este dia (sábado, hoje), esta tarde, esta semana, este século (XXI), este momento, este governo (o do sr. Lula), esta administração (do sr. Geninho), etc.

6. Empregue ESSE para referir-se pela segunda vez à pessoa ou coisa: Anos depois de ter-se mudado, percebeu que ESSE havia sido o dia mais importante de sua vida. Chegou a Olímpia em 1950; nesse ano, conheceu Maria, com quem se casou!
Indica tempo passado: Esse tempo que não volta mais, foi um tempo feliz; Esses anos, o de seus estudos, foram os que formaram a base de seus conhecimentos profissionais; Esse período, amigos, passou, não haverá outro igual ou parecido.

7. Onde e Aonde: Este é o edifício onde ela mora; Esta é a escola onde ele estuda;
Não sei aonde ele vai com tamanha pressa (emprega-se aonde com verbos de movimento, deslocamento); Aonde ele quer chegar?; Aonde essa atitude a levará. E estamos conversados. Fonte: “Com Todas as Letras”, do saudoso Eduardo Martins, foi jornalista de O Estado de S. Paulo por muitos anos.

Professor Ivo de Souza, Olímpia/SP [iFolha, 05/12/2010].

Desafio Literário 2011 | Agenda

Esta é a minha agenda de leitura definitiva por enquanto para o Desafio Literário 2011. A proposta do DL é sair da nossa zona de conforto, ler gêneros diversificados, ler os livros que compramos/ganhamos e nunca saíram da estante [não vale releitura], ler mais e com método.

Eis.

Janeiro – Literatura Infanto-Juvenil
Titular: Os Pequenos Homens Livres, Terry Pratchett [post]
Reserva 1: Meu Pé de Laranja Lima, José Mauro de Vasconcelos [posst]
Reserva 2: Por enquanto eu sou pequeno, Pedro Bandeira [post]

Eu tinha selecionado a edição em inglês do Pratchett, aí a Conrad colocou a brasileira na promoção. O Vasconcelos eu assisti à novela em mil novecentos e avião a lenha, quando vi no folheto da Avon já encomendei o meu exemplar. Pedro Bandeira porque sou fã.

Fevereiro – Biografia e/ou Memórias
Titular: Renato Russo – O trovador solitário, Arthur Dapieve [post]
Reserva 1: Cittá di Roma, Zélia Gattai [post]
Reserva 2: Olhinhos de gato, Cecília Meirelles substituído por Agatha Christie’s Secret Notebooks: Fifty Years of Mysteries in the Making, John Curran [post]

Não curto memórias e autobios, mas em 2010 li vários. Não doeu nada. O segredo é escolher alguém de quem a gente já goste.

Março – Romance épico
Titular: Grandes Esperanças, Charles Dickens [post]
Reserva 1: Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, Ariano Suassuna
Reserva 2: Eneida, Virgílio

O único problema dos épicos é a extensão dos livros, mas tentarei ler pelo menos dois. O gênero está na minha zona de conforto [Harry Potter, O Senhor dos Aneis, oi?].

Abril – Ficção científica
Titular: O caçador de androides, Philip K. Dick
Reserva 1: A laranja mecânica, Anthony Burgess [post]
Reserva 2: A revolução dos bichos, George Orwell [post]

Tinha selecionado outro título do Philip K Dick, mas comprei o filme numa promoção e troquei o livro também. Do Burgess também já vi o filme e do Orwell tava na mão.

Maio – Livro-reportagem
Titular: À margem da história, Euclides da Cunha
Reserva 1: Shindo Renmei – Terrorismo e repressão, Rogério Dezem [post]
Reserva 2: A sangue frio, Truman Capote

Aqui inverti a ordem da primeira lista, jogando o [óbvio e escolha de muitos] Capote pro fim. Já tinha ouvido falar da faceta jornalística do Euclides da Cunha, e Shindo-Renmei será um tema da moda quando sair o filme adaptado de Corações Sujos do Fernando Moraes [que já li].

Junho – Peças teatrais
Titular: Muito barulho por nada, William Shakespeare [post]
Reserva 1: Seis personagens à procura de um autor, Luigi Pirandello substituído por The Importance of Being Earnest, Oscar Wilde [post]
Reserva 2: Peer Gynt substituído por Casa de Bonecas, Henrik Ibsen [post]

O filme do Kenneth Branagh é um dos meus TFF, mas só agora lerei a peça do tio Shakes. O Pirandello tá em casa faz uns anos juntando poeira, e Ibsen veio da tia Agatha Christie, que o citava amiúde.

Julho – Novos autores
Titular: Dez [quase] amores, Cláudia Tajes [post]
Reserva 1: Sétimo, André Vianco [post]
Reserva 2: A batalha do Apocalipse, Eduardo Spohr substituído por Toda terça, Carola Saavedra [post]

Um bem fininho, um médio e um catatau, percebeu?

Agosto – Clássico da literatura brasileira
Titular: Infância, Graciliano Ramos [post]
Reserva 1: Reflexos do baile, Antônio Callado [post]
Reserva 2: Triste fim de Policarpo Quaresma, Lima Barreto [post]

Comecei a me reconciliar com eles em 2009. Os estragos que maus profs de literatura provocam ficam para a vida.

Setembro – Autores regionais
Titular: As caçadas de Pedrinho, Monteiro Lobato
Reserva 1: Os 13 do Orkut, Henderson Bariani
Reserva 2: Magia cigana, Ryoki Inoue

Eu já te contei que nunca li Lobato? Pois vou começar com o pivô da polêmica literária do ano, ora pois, a obra acusada de racismo. Até pensei em colocar na lista de janeiro [infantis], mas estava bem satisfeita com as escolhas daquele mês, enquanto penava nos regionais. O do Bariani, até onde eu saiba, é regionalista [alguma coisa a respeito do Acre...]. Inoue entrou porque tou querendo ampliar as opções nos japoneses também. Todos são paulistas.

Outubro – Nobel de literatura
Titular: O velho e o mar, Ernest Hemingway
Reserva 1: O Evangelho Segundo Jesus Cristo, José Saramago
Reserva 2: Nuvem de pássaros brancos [Mil Tsurus], Yasunari Kawabata

Hemingway estará em promo no catálogo 2/2011 ou 3/2011 da Avon, Saramago é a segunda tentativa [não o li no DL 2010, autores portugueses], Kawabata entrou na cota dos japoneses.

Novembro – Contos
Titular: Os contos da Cantuária, Geoffrey Chaucer
Reserva 1: Contos de amor, de loucura e de morte, Horácio Quiroga
Reserva 2: A bruxa de abril e outros contos, Ray Bradbury

Faz um tempão que comecei a ler o do Chaucer, preciso dum estímulo pra prosseguir. Do Quiroga comprei na banca, daquela coleção da Abril. Bradbury não precisa de justificativa. Cogitei escolher outro livro censurado em 2010 [Os cem melhores contos brasileiros] mas é elorme e tenho pouco tempo no final do ano.

Dezembro – Lançamentos do ano
Serão escolhidos no decorrer do ano.
Titular:
Reserva 1:
Reserva 2:

Os, Senhor, eu rogo para que não seja algo no estilo do diário da Bruna Surfistinha ou autobiografias de subfamosidades…

Apresentação e regulamento

Temas e agenda

Dicas de leitura para DL2011

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Post relacionado
Desafio Literário 2010

Domingueiras

Não, a ressaca não está tão ruim. Este é o meu café? Poderia pegar meus óculos de sol? E será que poderia não respirar tão alto?

Sobrinho com sanduíche numa mão e toddynho na outra olha para a mesa, intrigado. Pergunto o que está procurando e ele responde que era o toddynho. Aponto para a mão dele: “Ah, fui eu que peguei. Esqueci”. Ocupar as duas mãos parece embaralhar mesmo a cabeça, ontem ele jogou o dvd no lixo e vinha trazendo o sachê vazio de catchup pra assistir…

Vira e mexe ele dá bronca nos gatinhos quando estão no jardim em dia de vento: “Vai pra dentro! Você não tá vendo que vai chover?” – e ontem choveu mesmo. Nestor entrou, abraçou o chinelinho de sobrinho e ficou um tempão fazendo carinho.

O menino não gosta quando “trovaja [sic] no meu ouvido”, então eu disse pra ele que não precisava ficar com medo porque eu ia protegê-lo. A resposta: “E a vovó também, né?”

Meu ventilador de 10 anos morreu. O de 15 anos é musical, faz tum-dum-dum tiss DUM, tum-dum-dum tiss DUM, tum-dum-dum tiss DUM, tum-dum-dum tiss DUM.

Harry Potter 2 em 1

[Via Lord_Anderson] Todas as varinhas dos bruxos de Harry Potter [Blog do Neco].

Artigo O fantasma Orwelliano no universo de Harry Potter.

O Portal da Legislação da Presidência da República agora tem sistema de busca, ó que moderno.

Um site que localiza o filme a partir de uma citação [em inglês]: Subzin.

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Super Bowl XLV | Black Eyed Peas: Pump It [& Misirlou]

A banda Black Eyed Peas confirmou que se apresentará no show do intervalo do próximo Super Bowl naquele estádio bilionário do Dallas Cowboys, no dia 6 de fevereiro de 2011. Eu aposto que na playlist terá uma música do novo álbum que saiu dias atrás [The Beginning] e I Gotta Feelin’. Dez centavos. Tudo bem, I Gotta Feelin’ tem tudo a ver com o clima do evento, mas gostaria que incluíssem Pump It [Monkey Business, 2006] também [problema é que ficaria ficaria quase um revival da abertura da Copa da África 2010 - v. no Youtube].

A lista dos artistas que se apresentaram no halftime show dos 44 Super Bowls.

Primeiro porque will.i.am disse que teve a ideia da música quando esteve no Brasil e comprou um CD-compilação com a gravação do Dick Dale; segundo porque meio que tem a ver com futebol [soccer, mas vá lá] e com esporte de modo geral: a canção original foi uma das apresentadas nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004 [caminhos tortuosos de pensamento: I has it].

E a canção original [Misirlou] tem história, viu. Ninguém sabe quem é seu autor, apenas quem foi o primeiro artista a gravá-la [Michalis Patrinos, 1927] e a letra fala sobre o amor de um grego por uma garota muçulmana egípcia, algo que não era muito politicamente e religiosamente fácil naquela época:

“Minha MISIRLOU, a doçura de teus olhos acendeu uma chama no meu coração; Oh, meu amor, Oh, minha noite, teus lábios gotejam mel; Oh MISIRLOU, mágica, exótica beleza enlouquecido de amor, não suporto mais, vou roubar-te da terra árabe; Minha MISIRLOU de olhos negros, teu beijo mudou minha vida; Ah, amada, um pequeno beijo de teus lábios tão doces.” [Whiplash]

“Misirlou” vem do turco e significa “garota egípcia”. Dick Dale, inventor da surf music, tinha um tio libanês que tocava essa música e ele acabou adaptando-a, sem letra, para o ritmo dos anos 1960. É essa versão que Quentin Tarantino usou na abertura do filme Pulp Fiction – Tempo de Violência; Luc Besson usou em Taxi; a Pepsi num comercial; etc.

Uma versão em íidiche é cantada em casamentos judeus, tem versão em jazz, para dança do ventre, a capella… acho que ainda não fizeram versão sertanejo universitário e axé, mas nunca se sabe.

Incluí alguns vídeos neste post: Pump It do BEP [letra ao final], uma gravação que é o mais perto do original grego, a versão do Dick Dale, a apresentação na Olimpíada, Pulp Fiction [só o áudio] e Taxi, além do link pro comercial da Pepsi.

Manda ver!

Pump It – Black Eyed Peas


Link http://www.dailymotion.com/video/x2psfu_black-eyed-peas-pump-it_music

Misirlou – [o mais próximo do] original
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