Pequenas atitudes

Três quadrados, amigo, três quadrados! (Novo dispenser "verde" de papel higiênico garante menos desperdício)

Imagem: I Can Has Cheezburger

Roubei a “pauta” deste post da Sam Shiraishi, mas tenho a impressão que ela não vai ficar brava.😉 A ideia é compartilhar atitudes sustentáveis que podemos adotar em casa no dia a dia, praticamente indolores. A Sam fotografou três que a família dela adota lá em SP/Capital:

1. carregar sacolas retornáveis [as ecobags];

2. não descartar óleo de cozinha usado na pia;

3. reduzir o consumo de descartáveis.

Os detalhes estão lá no post dela, valem uma lida.

Aqui em casa usamos as três dicas já faz um tempinho: além de ecobags e furoshikis, sempre que possível usamos o serviço de entrega a domicílio dos supermercados, isso diminui a quantidade de sacolas plásticas. As sacolas destinadas ao acondicionamento de alimento são obrigatoriamente feitas a partir de matéria-prima virgem, não podem ser feitas a partir de reciclagem, então quanto mais se evitar melhor.

O óleo eu já comentei, né, que vira sabão caseiro, mas além disso a prefeitura recolhe junto com o lixo reciclável. Quanto ao uso de descartáveis, dona mãe nunca apreciou-os muito mesmo…

E para compartilhar aqui vão minhas três contribuições ao debate:

1. sempre que possível, optar por produtos que tenham refil: em cosméticos, higiene e limpeza está ficando mais fácil achar produtos com embalagem refil, que usam menos matéria-prima e são recicláveis [além de baratear o orçamento, hehehe];

2. reusar: um dos três Rs [reduzir, reutilizar e reciclar] da sustentabilidade. Uma parte do lixo reciclável de casa vai pra oficina de artesanato do Centro de Assistência Psico-Social da cidade [e depois a gente ainda compra o artesanato deles, hahahaah!], uma parte da sacolas plásticas vai pra horta do Centro Espírita [por mais que economizemos, ainda sobra mais sacolas do que usamos para descartar o lixo];

3. evitar imprimir documentos: o provedor de inFernet que uso passou a emitir fatura eletrônica [assim como a SKY já faz], o que permite pagar online sem usar nenhum pedaço de papel. [Tá certo que quem for imprimir vai gastar duas folhas de papel por causa da configuração comercial do boleto, mas já dei a dica lá e parece que vão corrigir pro próximo mês]. E quando faço o pagamento online salvo o comprovante em PDF ao invés de imprimir.

É pouco? É. Vai resolver o problema do mundo? Nem de longe, mas fico com as palavras de Ryan Hreljac [grifo meu]:

“Eu adoro ouvir mais exemplos de pessoas que apenas fizeram o que elas queriam fazer e não ligaram se não iriam resolver o problema todo ou não iriam fazer o maior impacto sobre o mundo, mas foram ingênuas o suficiente para fazer o que eu fiz quando eu tinha seis anos. E é incrível o que pode acontecer ao longo do tempo.” [Ryan Hreljac, via Papo de Homem]

9 comentários sobre “Pequenas atitudes

  1. Vou contar uma história de família que explica porque eu jamais cogito fazer sabão. Minha bisavó se casou 4 vezes e no último casamento teve uma única filha com o marido, Miguel, um viuvo que já tinha uns 10 filhos (e minha bisa terminou de criar com carinho). A filha em comum morreu tragicamente num acidente doméstico, minha bisavó fazia sabão caseiro num tacho enorme (no sítio, sabe, tipo no quintal) e a menina, de uns 3 a 5 anos, quis colocar lá umas folhas para imitar a mãe. Só que o sabão, gosmento, a puxou e ela foi queimada, num acidente tão grave que lhe minou a resistência e tirou a vida em poucas horas.

  2. Pingback: Três pequenas ações sustentáveis para o cotidiano | @avidaquer | A Vida Como A Vida Quer by @samegui

  3. Post legal!
    Semana passada comecei a levar bento pro trabalho, em uma bentobox megalinda com furoshiki combinando. Ecológico, saudável e bonito.
    Em 2007 comecei com zero tolerância à sacola plástica.
    Em 2009 foi a vez dos copinhos descartáveis.
    2010 foi a vez de abolir guardanapos de papel.
    2011 não fiz nada ainda, mas estou querendo começar compostagem.
    E pra 2012 quero estar completamente paperless!

  4. quem já teve de limpar uma caixa de gordura nunca mais joga óleo na pia… ( e mesmo assim de vez em quando é preciso limpá-la, mas pra quê reduzir os intervalos, né?

    Já separamos o lixo reciclável (e encaminhamos pra reciclagem) há vários anos; aproveito papéis usados para rasculho e depois de usados, reciclagem! ainda usamos as sacolinhas de plástico como sacos de lixo, pois elas realmente se decompõem em alguns meses (comprovado aqui em casa!), e não precisamos comprar os sacos, que não são ecobiodegradáveis ainda.

    E sim, é melhor fazer a nossa parte, mesmo que pareça não fazer diferença no momento.

    Ah, que triste a história da Sam!😦

    • Cristine, obrigada por se solidarizar. De fato, é triste, mas passou, fazer o quê né? Antigamente as pessoas tinham pouca informação e morando no sítio, no interior, as coisas eram ainda mais difíceis em meados de 1950, quando isso aconteceu. Mas minha bisavó ficou muito marcada por esta tragédia, coitadinha!
      Você tem razão sobre a caixa de gordura, só quem já teve que cuidar destes detalhes de uma moradia entende os motivos “práticos” para ser mais sustentável. A gente tb reusa papeis, até esqueço de comentar de tão automático que já ficou!🙂
      Beijos meninas!

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