Domingueiras

Heeth Kwiff! Heeth Kwiff! *suspiro* Você deixou o gato assistir O Morro dos Ventos Uivantes de novo, não deixou?

Imagem: I can has cheezburger

Avó reclamando que sobrinho é igual a tia, tudo o que aparece na TV quer comer. Ontem foi pipoca, melancia, cookie Bauducco e “frangooo! frangooo!’ da Subway.

Aliás, não deu pra assistir ao Miss RJ, que foi só online, caus que ele foi embora à meia-noite. [Depois mergulhei no Harry & Seus fãs até 4h30.]

Semana cheia de leituras, nos intervalos tou bisolhando artigos apresentados no II Congresso Internacional de Leitura e Literatura Infanto-Juvenil da PUC-RS 2010 [no link Trabalhos apresentados]. Bruna, Jess, Erika, acho que vocês vão gostar de alguns.

Certa vez, em Monte Carmelo, Minas Gerais, ao visitar a biblioteca na hora do almoço, encontrei-a sob os cuidados de uma faxineira, que nada sabia da localização dos livros, de autores ou de quantos volumes havia. Fiquei desanimado, pô, uma faxineira? Que descaso! Arrependi-me de meu preconceito ao conversar com ela:

– E a senhora gosta da biblioteca?

– Adoro esta hora. Todo mundo sai para comer, fico sozinha, quietinha, não preciso lavar banheiros e salas. Apanho um livro, outro, acostumei a ler. É gostoso, saio voando, esqueço o mundo. Que nunca percebam que leio os livros, se não me tiram daqui. [Ignácio de Loyola Bandão, Estadão, 17/6/11]

Em Pedra Lascada a atual administração da Divisão de Educação e Cultura colocou em prática um programa de leitura batizado de Livros Para Todos: uma estante do tipo display com revistas, gibis, romances do tipo Julia/Sabrina/Bianca e livros “comuns” ficam à disposição da população em qualquer prédio público municipal em que se pressupõe que o cidadão vá esperar algum tempo por atendimento, como postos de saúde, brinquedoteca, etc. Revistas e gibis não podem sair do recinto, mas os livros podem ser retirados como se fosse uma biblioteca, preenchendo a ficha de empréstimo. A iniciativa não tem divulgação nenhuma.

I work in a library, and an adult patron was being very loud and rude. A tiny girl, probably 4 or 5 glared at him and said “SHHH! This is a library!”
Seeing a child acting like the grown-up MMD

Incentive a leitura desde bebê [e morra de fofura no processo!]
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Lista de desejos | Agatha Christie’s Murder in the Making – Stories and Secrets from her Archives

Capa

Na sequência de Agatha Christie’s Secret Notebooks, o arquivista e especialista na obra de Christie John Curran conduz o leitor através das seis décadas da carreira de Agatha como escritora, revelando algumas pistas extraordinárias para o seu sucesso e alguns trechos dos seus arquivos e contos nunca publicados antes.

Iniciando suas investigações pelos anos 1920, John Curran examina os costumes convencionais dos romances de detetive como eram na época e revela como o editor de Agatha Christie a convenceu a alterar o final do seu primeiro livro, O Misterioso Caso de Styles, uma ação que quase certamente mudou os destinos não apenas da carreira dela mas também do futuro da ficção policial. Pela primeira vez, este livro publica o final original de Agatha, dolorosamente transcrito do rascunho escrito à mão em um de seus cadernos de notas mais antigos.

Assim como revela mais de uma dúzia de ideias de livros não publicados, Agatha Christie’s Murder in the Making contém dois contos nunca vistos dos seus arquivos – The Man Who Knew e um rascunho inicial de Miss Marple, The Case of the Caretaker’s Wife.

[Tradução livre de post no site oficial.]

Os livros serão a minha ruína financeira.

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Desafio Literário | Agatha Christie’s Secret Notebooks: Fifty Years of Mysteries in the Making

Palestra | Mario Sergio Cortella: Não nascemos prontos

Compartilhando minha nova fixação, vídeos de palestras e entrevistas do filósofo e professor Mario Sergio Cortella [PUC-SP], provocada pela Ana Peluso ao divulgar o vídeo “Você sabe com quem está falando?” [Youtube] no FB. Eu reconhecia o nome no mundo das palestras corporativas e de gestão, mas não conhecia as ideias dele sobre ética e educação.  Agora quero ler os livros do cara.

Pela re-pamonhalização da vida!

Mario Sergio Cortella – Não nascemos prontos parte 1/4 [construir uma personalidade ética]


Link http://www.youtube.com/watch?v=89BMhivvRFE

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Desafio Literário | The Importance of Being Earnest

Sinopse
O humor caracteristicamente britânico está presente do início ao fim da peça: a frivolidade dos personagens aparece em cada quadro, em cada cena, em cada ato. A peça destaca-se por sua leveza e crítica sutil da sociedade inglesa do século passado.

Frances O'Connor, Colin Firth, Rupert Everett, Reese Witherspoon

ALGERNON. The truth is rarely pure and never simple. Modern life would be very tedious if it were either, and modern literature a complete impossibility!

Já que comecei o DL do mês dos namorados falando de uma paixonite, prossigo com o tema e desta vez apresento duas paixonites que motivaram a leitura da peça teatral The Importance of Being Earnest, de Oscar Wilde: Colin Firth e Rupert Everett. O filme adaptado em 2002 não chega a figurar na minha lista de Top Favoritos Foréva, mas mesmo assim eu tenho em DVD [com o péssimo título nacional Armadilhas do Coração]. Vi o filme, agora é hora de ler o livro.

A peça é uma comédia naquele estilo inglês falsamente sério e empolado e que ri de si mesmo e da reação que provoca nos outros com a cara mais limpa do mundo enquanto profere as coisas mais nonsense. Ao contrário do que o filme de 2002 faz imaginar, seus personagens principais não são Jack e Gwendolen, e sim o almofadinha Algernon e Titia Lady Bracknell: ambos têm as falas mais absurdas e engraçadas.

John Worthing é um abastado e respeitável proprietário de terras no interior, guardião da jovem Cecily Cardew; Algernon Moncrieff passa os dias indolentemente pensando em novas formas de tirar Tia Augusta e a sociedade londrina do sério. Contra todas as expectativas, ambos são bons amigos – mas não sabem disso porque Algy pensa que conhece Ernest, um camarada que está a cortejar sua prima Gwendolen, e não Jack Worthing.

ALGERNON. Yes, but you must be serious about it. I hate people who are not serious about meals. It is so shallow of them.

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Real Genius / Academia de Gênios

Capa do VHS (!!)

Este post é dedicado à Luciana Pimentel, a.k.a. Loulou Brega.

Muito antes da série The Big Bang Theory ser gerada eu já era fã desse cRássico da Sessão da Tarde e dos filmes nerds, lançado em 1985 – essa data é importante para se ter em mente quando [ou se] for assistir por causa da tecnologia que, se hoje é vintage, na época era topo de tecnologia. Estamos falando de mais de um quarto de século arás!

Foi com esse filme que desenvolvi uma paixonite pelo ator Val Kilmer [de novo, lembre-se que isso aconteceu mais de 25 anos atrás!].

A trama baseia-se livremente em casos reais ocorridos na CalTech e, embora concentre-se no humor, trata de uma questão moral quando o personagem de Jon Gries [Lazlo Hollyfeld] aparece: até que ponto o cientista é responsável pelo uso das suas descobertas?

O jovem Mitch Taylor entra para a faculdade aos 15 anos, levado para a equipe do Dr. Hathaway. [Não, apesar de parecer muito, o ator que faz o Mitch não é a Sarah Jessica Parker disfarçada.] Ele divide o quarto com o veterano Chris Knight [Kilmer], que tenta ajudá-lo a desenvolver suas habilidades pessoais porque vê no adolescente uma versão do pária que ele mesmo foi um dia. Sob a tutoria de Chris, Mitch descuida do projeto do Professor Hathaway, um laser químico potente e estável.

A concorrência e as sabotagens de um colega invejoso, junto com a ajuda do grupo de amigos gênios, fazem Mitch e Chris conseguirem sucesso, mas a comemoração logo vira um plano de vingança. O filme traz uma mensagem – se não pacifista – no mínimo de responsabilidade moral e ética. Ou, como os personagens principais mencionam em momentos diferentes, do imperativo moral.

Um filme para adolescentes que cita Kant, tá bom ou quer mais?

Real Genius – trailer

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