Leitura nas férias

Quando eu era criança, férias eram sinônimo de leitura caus que vínhamos para a granja de meu avô. Passava a maior parte do dia catando ovo, lavando ovo, selecionando ovo ou encaixotando ovo, mas quando dava uma folga podia me procurar na ponta do sofá mais próximo da estante que era certeza me encontrar ali. Nas férias escolares li mais de 15 anos de revista Seleções dos anos 50 e 60; a enciclopédia Trópico [que depois herdei]; Malba Tahan; Astérix; Recruta Zero; Agatha Christie; etc. Até via TV – ficava ao lado da estante de livros – mas só quando um dos adultos não estava a ver o telejornal ou a novela.

Por isso, se tem um hábito que acho megachique lá no hemisfério norte é o tal do summer reading, gente que aproveita as férias de verão [agora] pra ler. Aqui no lado de baixo do Equador as crianças estão nas férias de inverno, tá muito frio pra sassaricar fora de casa e ficar o dia inteiro na tv diminui o cérebro e emburrece, né? Por que não ler?

A Sam Shiraishi comentou lá no blog A vida como a vida quer sobre o livro Se Sujar Faz Bem, que ganhou uma edição eletrônica que pode ser baixada de graça. Os filhos da Sam, com oito e onze anos, mantêm um blog dedicado à leitura infantil e sempre dão dicas de livros interessantes, o Pequenos Leitores. Além disso, encontrei três listas indicando dez livros cada, para diferentes faixas etárias: do blog Cuidar de Bebê, da revista Capricho e da revista Gloss.

Na qualidade de tia de criança e de pré-adolê, deixo meu pitaco também. Claro que não dá pra ler tudo em um mês, mas as opções são mais variadas. Meus critérios foram simples: tentar ser o mais abrangente possível, sem restringir por abordagem de gênero ou orientação religiosa ou coisa parecida. Acho que só os quatro últimos [dos doze no total] não são recomendados para menores de 10 anos, mas certamente todos podem ser lidos por adultos também.

Bamos lá.

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