[The Borgias] The Moor/Lucrezia’s Wedding

O Cardeal Della Rovere busca refúgio em Nápoles após descobrir que o assassinato da testemunha que derrubaria o novo Papa seria atribuído à sua pessoa. O Rei Ferrante já está velho, surdo e ausente da cabeça, e Nápoles é governada pelos conselheiros e pelo Príncipe Alfonso, que também não bate muito bem das bolas. Mas pudera, com um pai que monta uma réplica da Última Ceia com os cadáveres embalsamados dos inimigos não tem Freud que dê jeito!

Alfonso concorda em asilar e apoiar Della Rovere em troca do reconhecimento papal da independência de Nápoles, que vive precariamente e sob ameaça constante da Espanha e da França. Essa questão politica das cidades-Estado italianas ganha uma explicação didática no episódio Lucrezia’s Wedding [e coloquei um linquezinho no fim do post para um artigo com mapa].

Alfonso muda de ideia e expulsa Della Rovere após Michelleto atentar contra o cardeal, que então ruma para o norte e conluia com Pietro de Medici e Nicollo Maquiavel para que Florença permita a passagem de tropas francesas em troca de dinheiro. Tais tropas invadiriam Roma e instalariam Della Rovere no papado; em troca, Della Rovere cederia Nápoles para o trono francês.

Quem dá mais, leva.

Porém, nem foi Maquiavel himself a pessoa mais importante que o cardeal conheceria em Florença, e sim um obscuro frei dominicano chamado Savonarola. Savô cativava os fieis com sermões em que denunciava a corrupção moral da Igreja Romana [e a série não conta, mas o cara curtia queimar livros e pregava contra a arte renascentista também]. Ele inspirou Della Rovere com suas visões de exércitos triunfantes e sangue Borgia derramado. O cardeal então considerou ser um bom augúrio desmascarar o espião que Michelleto botou em sua aba.

Enquanto isso, em Roma…

O Papa Alexandre 6º acolhe os judeus expulsos da Espanha pelos reis Fernando e Isabel, um projeto de Torquemada [aka Inquisição Espanhola], ao mesmo tempo em que afaga os reis espanhois reconhecendo-lhes o direito de cristianizar o Novo Mundo [América]. Oh, que sublime, que tolerante, que… venal!

O papa concedeu asilo aos judeus por um aluguel e agraciou os reis em troca de suporte contra a investida  francesa [e a “cristianização espanhola” era mero subterfúgio para roubar as riquezas minerais dos nativos]. Os cofres dos Borgias estavam vazios depois da compra de votos, então, além dos judeus, ele acolheu também o irmão do sultão do Império Otomano: 40 mil ducados por ano para mantê-lo refém hospedado ou 400 mil pelo seu corpo. Sua Santidade não está pensando….? Não! O Sultão mencionou isso, só estou dizendo.

Mas preciso fortalecer minhas alianças e nada melhor do que um casamento para isso; Lucrezia precisará de um dote. Quatrocentos mil ducados garantiriam a aliança com a nobre Casa de Sforza, de Milão. O sortudo foi Giovanni, sobrinho do Cardal Sforza.

Pequena nota pessoal: Papai Papa planejando o arranjo de assentos na cerimônia para evitar conspirações!

Jeremy Irons está incrível no papel: sua interpretação é tão sutil e refinada que muita vez sou enganada pelo personagem e essa é uma sensação que eu não tinha há muito tempo. Ele ama os filhos ou só se interessa por eles como armas? Ele quer fortalecer Roma para a Igreja ou para si? Não há uma linha visível que permita saber nem mesmo se é o caso destes “ou”, as questões são mais complexas, menos preto-e-branco.

Mas o que importou mesmo nesse quarto episódio foi o basfond na recepção do casamento da Lulu: mamãe Vanozza com a roupa da mesma cor da Giulia Farnese! Oooh! E agora, chics? O que Glorinha Kalil faria?

E a Lei Maria da Penha pro bofe do Giovanni, rola?

Cenas do próximo episódio…

Contagem de corpos [relevantes]: 4, sendo 2 “controle de danos”.

Momento didático: As cidades-estado da Itáia renascentista pré-unificação

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7 comentários sobre “[The Borgias] The Moor/Lucrezia’s Wedding

  1. “Mas o que importou mesmo nesse quarto episódio foi o basfond na recepção do casamento da Lulu: mamãe Vanozza com a roupa da mesma cor da Giulia Farnese! Oooh! E agora, chics? O que Glorinha Kalil faria?
    E a Lei Maria da Penha pro bofe do Giovanni, rola?”

    Hahahahahahahahahahahaha!
    Ai. Asma!

  2. Pingback: [The Borgias] The Borgias in Love/The French King « Pensamentos de Uma Batata Transgênica

  3. Pingback: [The Borgias] Death, On A Pale Horse/The Art of War « Pensamentos de Uma Batata Transgênica

  4. Confesso que amei o momento em que Cesare chegou à festa acompanhado de sua mãe. E, vamos combinar, ninguém merece um marido como aquele Giovanni Sforza. Tava na cara de que a coisa não ficaria nada boa para Lucrécia quando ela saísse dos domínios de sua família, principalmente depois da pataquada que foi aquele banquete… Tsc!

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