SuperBowl XLVI

Tom Brady (QB Patriots) e Eli Manning (QB Giants)

A final de futebol americano que aconteceu ontem foi uma reedição do SB XLII, quando o até então invicto New England Patriots sofreu a única derrota da temporada para o New York Giants – se o placar fosse outro, seria uma revanche. :lol: Em entrevista coletiva antes do jogo, o quarterback do Patriots disse que não queria que Eli Manning,  o QB do Giants, estivesse com a posse da bola nos minutos finais porque isso representaria perigo de touchdown. Foi mais ou menos o que aconteceu, mas estou me adiantando.

O jogo aconteceu no estádio do Indianapolis Colts e grande parte da torcida local era para o Giants porque Eli é o irmão mais novo do QB do Colts, Peyton Manning. Peyton e Brady disputam o posto de melhor QB em atividade e já fazem parte do time de melhores de todos os tempos – Brady quebrou diversos recordes ontem e superou Joe Montana em vários quesitos. Para muitos [eu, inclusive] Montana é o melhor QB da História. Foi por causa dele que passei a torcer pelo San Francisco 49ers na década de 1980. Tenho sorte de poder ver outra provável lenda do esporte surgindo.

Mesmo assim, Brady iniciou a partida cometendo um intentional grounding [quando o QB joga a bola ao léu ao perceber que sofrerá um sack do adversário]; como estava dentro da end zone, a falta reverteu 2 pontos de safety a favor do Giants. Minutos antes do intervalo, o placar estava 9 a 0 para o time de NY, mas não tá morto quem peleia e NE foi pro vestiário na frente do placar depois de marcar 10 pontos. No retorno aumentaram a vantagem com um field goal e deram a bola na mão do Eli Manning a três minutos e quarenta segundos do fim do jogo, exatamente o que Brady não queria – em 2008 Eli precisou de cinquenta e cinco segundos pra virar o jogo.

Com passes fantásticos, foi o que ele fez outra vez: mais um touchdown e a segunda virada de placar da noite. Devolveram a bola com 57 segundos para o Patriots e partiram pra pressão em cima do Brady, que encerrou a partida num hail mary [jogada em que o QB lança a bola e fica rezando pra dar certo]. Quaaase deu, só que não deu. Eli foi o MVP novamente e agora tem um anel a mais que o irmão mais velho.

Eu perdi a execução de America The Beautiful executada por Blake Shelton e Miranda Lambert; quando liguei a TV já anunciavam Kelly Clarkson, que cantou o hino dos EUA. O show do intervalo foi da Madonna e xeu te contar uma coisa: eu gosto da Madonna, tenho até disco de vinil dela [Blue], mas quando anunciaram no ano passado que seria ela fiquei meio blé, porque pra mim SB é um evento mais roquenrôu – Tom Petty, Bruce Springsteen e The Who foram os shows mais matadores, dos recentes. Black Eyed Peas, no ano passado, foi quase uó.

Aí Madonna entrou em campo.

Aí meu queixo caiu.

Era uma homenagem clara ao filme Cleopatra com a Elizabeth Taylor, sentada num trono puxado por centuriões romanos. A mulher sabe causar impacto, não tenha dúvidas. Apesar de usar autotune e do setlist meio bizarro que montou, ela compensa com pompa, impacto visual e carisma.

Miranda Lambert & Blake Shelton [America The Beautiful] e Kelly Clarkson [Star Spangled Banner]

Link http://www.youtube.com/watch?v=BYwD6z4_DWs

Madonna feat. LMFAO, M.I.A., Nicki Minaj, Cee Lo Green, colaboração de Jamie King, Cirque du Soleil, Moment Factory

Link http://www.youtube.com/watch?v=PyfdoZldrS4

Foi um bom show num bom jogo – sem momentos espetaculares dignos de um Top10, mas ainda assim um bom jogo. O mais legal foi ver amigos descobrindo o prazer de entender, acompanhar e passar a torcer pelo esporte [oooi, Frank! oooi, Junior!] e conhecer outras pessoas que também curtem FA [oooi, Clara! oooi, Mônica!]. É um nicho que a mídia brasileira finalmente começa a perceber que existe e começa a tratar com profissionalismo [v. matéria no UOL].

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Os personagens que jogam futebol americano [TeleSéries]

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Outubro Rosa | NFL: A Crucial Catch [2011]

Eagles vs 49ers, 2/10/11

Outubro chegou e pelo terceiro ano consecutivo a liga profissional de futebol americano apoia e incentiva o movimento Outubro Rosa de conscientização e prevenção do câncer de mama. Todos os times, a associação de árbitros e os jogadores se engajam no movimento não apenas usando a cor rosa nos equipamentos, estádios e websites, mas principalmente doando itens para leilão destinado a arrecadar fundos para pesquisa e exames gratuitos.

O futebol americano é um esporte de contato e, embora existam times femininos, é essencialmente masculino. Seus jogadores têm habilidade atlética, força e massa muscular. Uma parcela envole-se em incidentes policiais alguma vez na vida,  a maioria colabora ou funda instituições para ajudar a comunidade onde cresceu, mas todos se envolvem coma causa do câncer de mama qando chega outubro.

É uma coisa linda, assistir aos jogos neste mês. Bom, eu sou fã do esporte o tempo todo, mas existe uma magia intangível em ver aqueles profissionais gigantescos unidos e dedicados a despertar a conscientização para a prevenção de uma doença que afeta majoritariamente as mulheres. Eles se comprometem de verdade, não é só marketing pessoal ou obedecer ao chefe.

A melhor defesa contra o câncer de mama é detectá-lo precocemente

Outros esportes acompanham o movimento, como a Nascar, o beisebol, o hockey [este ano o basquete ficou de fora da campanha por causa da greve], em escala menor. No Brasil, teve um time profissional que disputou um jogo de futebol usando uniforme rosa no ano passado, não sei se prepararam algo para 2011. Por aqui o Outubro Rosa vem ganhando força ano após ano com a participação de empresas e órgãos públicos, mas o engajamento maior é articulado nas redes sociais.

Desde 2008 o PdUBT participa desse engajamento graças à organização da Sam Shiraishi, do blog A Vida Como a Vida Quer. A campanha nacional foca no empoderamento da mulher e no domínio que ela deve ter sobre o seu próprio corpo, e engloba informações fornecidas pela FEMAMA [Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama].

Como detectar o câncer de mama?
Através de exames clínicos de mama, que são exames nos quais médicos e enfermeiros observam e apalpam os seios à procura de nódulos ou outras alterações, e, especialmente, através da mamografia. Esse exame é uma espécie de radiografia, na qual é feita uma compressão nas mamas, e permite visualizar até mesmo pequenas alterações. A mamografia é considerada a melhor forma de detectar o câncer de mama, justamente por permitir o diagnóstico precoce da doença. Em uma fase inicial, quando os tumores são pequenos (menores do que 1 cm) e imperceptíveis ao toque, as chances de cura chegam a 95% dos casos.

O auto-exame é importante para que a mulher conheça seu corpo, em especial sua mama, e possa reconhecer alterações nos seios. Entretanto, ele não substitui a importância do exame clínico feito por um profissional da saúde, e tampouco, a mamografia.

Mulheres acima de 40 anos devem fazer mamografia todo ano

É possível prevenir o câncer de mama?
Conhecer os fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de mama e realizar acompanhamento médico anualmente são as principais orientações para a prevenção do câncer de mama. Os fatores de risco podem ser divididos em dois tipos: os modificáveis e os não-modificáveis.

Os fatores não modificáveis referem-se àqueles elementos naturais da vida da mulher, nos quais não se pode intervir. Dentre eles, podem ser citados o aumento da idade, a precocidade da primeira menstruação, bem como menopausa tardia, ausência de gestação ou primeira gestação após os 30 anos, e ainda, o histórico familiar.

Sobre este último, considerado muito importante, vale ressaltar que é responsável por apenas 10% dos casos de câncer de mama. Quem deve prestar mais atenção neste fator são as mulheres com parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) que tiveram a doença antes dos 50 anos. Recomenda-se, para mulheres com esse perfil, iniciar o acompanhamento médico de rotina mais cedo, bem como fazê-lo com maior freqüência.

Os fatores modificáveis, por seu turno, são aqueles cujo controle está em grande parte nas mãos das próprias mulheres. São eles: tabagismo (fumo), ingestão de álcool (mesmo que moderado), excesso de peso, alimentação rica em gordura e carne vermelha.

Por isso, a recomendação para quem quer prevenir o câncer de mama é manter uma vida saudável, tanto em relação à alimentação quanto à prática de exercícios. Além disso, o controle de peso após menopausa e a amamentação também contribuem para a prevenção do câncer de mama. As mulheres que forem se submeter à reposição hormonal também devem ter bastante cautela e conversar seriamente com seu médico, para avaliar os riscos desse tratamento.

A grande maioria das mulheres com câncer de mama não têm histórico da doença na família

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Outubro Rosa na NFL [Grandes Ligas]

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Outubro Rosa | NFL: A Crucial Catch [2010] 

Indy 500 | 100 Anos

(1070thefan.com photo: Ernie Mills)

Querido JR Hildebrand,

Da próxima vez que estiver na última volta de uma prova tipo 500 Milhas de Indianapolis, liderando a corrida com três segundos de vantagem sobre o segundo lugar, não tente ultrapassar um retardatário por fora na última curva, belê?

Pensando bem, nem por dentro.

Ktksbai.

Tadinho, eu fiquei até com um pouco de pena, afinal o cara é um novato, era uma edição comemorativa da prova [que se iniciou em 1911] e a vitória tava na mão dele – seria a primeira vitória de um norte-americano nas 500 Milhas desde 2006. As 500 Milhas de Indianapolis é um dos três eventos mais importantes do automobilismo no mundo [os outros dois são o GP de Mônaco de Fórmula 1, que geralmente ocorre no mesmo dia, e as 24 Horas de Le Mans].

Foi um erro de novato e vai marcar a carreira dele pra sempre, mas não apenas pelo lado negativo [a tomada errada de decisão que, além de ser compreensível pela pouca experiência, também pode ser compartilhada com o spotter, o cara em cima do prédio que faz as vezes de navegador]; depois de acertar o muro, Hildebrand mostrou coragem e espírito vencedor ao continuar acelerando para atravessar a linha de chegada. Um daqueles momentos épicos que a gente vê em filme.

Indianapolis 500 final lap – 29 May 2011 – JR Hildebrand crash

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Dancing With The Stars | Hines Ward

Kym Johnson e Hines Ward

Acho que devo começar este post pedindo desculpas pela quantidade de vídeos inseridos nele: são todos os números de dança da dupla Kym Johnson e Hines Ward na décima-segunda edição do reality Dancing With The Stars, cuja final foi na terça-feira [24/5/11]; Ward foi o vencedor dessa edição.

Eu tava torcendo por ele, gosto quando jogadores de futebol americano mostram uma outra faceta de suas personalidades caus que ainda tem muita gente que associa o esporte à violência ou ao crime [claro que há jogadores que cometem crimes, só que provavelmente na mesma proporção que em outras modalidades, da mesma forma que tem gente boa também] – além disso, tem toda a vibe Treinando o Papai, né? ;)

Monique Vasquez: [para Joe] Bailarinas conseguem saltar tão alto quanto vocês mas quando descem elas descem em pliés, e então ficam nas pontas dos pés e permanecem assim por horas. Se balé fosse fácil, chamaria football.

Da mesma forma que acontece no filme, alguns dos colegas de time comparecem para assistir, torcer e, como um deles diz, “botar um pouco de pressão sobre Ward”, agitando as Terrible Towels.

A dança de salão já é considerada uma modalidade esportiva; o DWTS é uma competição amadora, mas há competições profissionais e mundiais e existe um movimento para incluí-la nos Jogos Olímpicos.

Hines Ward joga no Pittsburgh Steelers, tem dois SuperBowls [foi MVP em 2006], mas não é o primeiro jogador de FA a vencer o concurso de dança: Emmitt Smith venceu a terceira edição e Jerry Rice quaaase ganhou a segunda [ficou em segundo lugar]. Outros atletas a vencer o DWTS foram Apollo Anton Ohno, Helio Castroneves, Shawn Johnson e Kristi Yamaguchi. Ele competiu com Mike Catherwood, Wendy Williams, Sugar Ray Leonard, Petra Nemcová, Chris Jericho, Kendra Wilkinson, Romeo, Ralph Macchio, Chelsea Kane e Kirstie Alley.

Ele é um jogador fácil de identificar mesmo sob o capacete, primeiro por causa das feições orientais [o pai é negro e a mãe, coreana] mas principalmente porque está sempre sorrindo – um dos comentaristas brasileiros de FA até o apelidou de Risadinha. É  um jogador que pega pesado, beirando a deslealdade às vezes, mas inegavelmente carismático.

Vam’vê se esse treinamento todo vai servir pra próxima temporada da NFL, né? [E torcer para que haja próxima temporada da NFL!]

Hines Ward – site oficial

Hines Ward & Kym Johnson – Cha-Cha-Cha semana 1: “Club Can’t Handle Me” [Flo Rida]

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SuperBowl XLV

Green Bay Packers: campeões do Super Bowl 45

Pela primeira vez em muito tempo, comecei a assistir ao Super Bowl já na torcida por um time – o que acabou perdendo, mas nem foi por isso que terminei o dia meio decepcionada com o evento. Perder faz parte do jogo, é normal, e um time que comete três turnovers e erra um field goal tá pedindo por isso. Mesmo assim, a diferença de apenas três pontos no placar mostra que o jogo foi parelho.

Não teve nenhuma grande jogada digna de Top 10 como as duas últimas edições [a conversão de dois pontos do Steelers no terceiro período foi legal, mas não pra Top 10]. Parabéns pro Packers, que se ergueram num trabalho duro e sem condescendência consigo mesmo. Da vaga obtida na repescagem pro campeonato, aquela história de superação que todo mundo [inclusive eu] adora.

A transmissão na TV brasileira foi exclusiva do BandSports, e essa foi a minha única colaboração na Wikipedia: corrigir a informação no verbete em inglês, que apontava a ESPN. No ano passado os dois canais transmitiram simultaneamente e optei por assistir pelo BS porque exibem menos comerciais, mas dessa vez não tinha opção. Eu geralmente gosto da transmissão do canal, só que ontem me irritei um pouco.

Com um narrador e dois comentaristas a coisa já fica meio justa, e ainda botaram dois convidados-torcedores junto com a transmissão, o que acabou gerando ruído e distraindo a atenção de coisas importantes que ocorriam em campo, sem contar entradas ao vivo de um bar em São Paulo que exibia o jogo antes do primeiro e do segundo tempos. Com isso, perdemos a entrada do Steelers e o pré-show. Se não fosse um dos comentaristas chamar a atenção, perderíamos até o show do Black Eyed Peas.

E vou me abster de comentar o jogral roteirizado de uma rede de restaurantes. Espero que o dinheiro tenha valido a pena.

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#SuperBowl | Agitando a Terrible Towel no Twitter

A toalha amarela que os torcedores do Pittsburgh Steelers agitam nos jogos faz parte da mística* do time. A Terrible Towel foi criada em 1975 e o lucro da sua venda é revertido para uma escola para pessoas com deficiência física e mental. Fãs a levam em viagem e ela já apareceu no Monte Everest e na Estação Espacial Internacional.

E agora qualquer um com uma conta no Twitter pode agitá-la online: abra o site http://twerribletowel.com/ numa aba do seu navegador e poste no Twitter a hashtag #SteelersNation – em alguns segundos você verá a toalha girar e o seu username na tela atrás dela.

 

Para quem acessa o Twitter pela página pode ver também a bola oval que aparece após a hashtag #SuperBowl, a exemplo da bola redonda que aparecia em #WorldCup.

Só diversão. :)

* Em dezembro de 2008, durante um jogo contra o Steelers, dois jogadores do Tennessee Titans pisaram na Terrible Towel; o Titans perdeu esse e todos os jogos seguintes e só voltou a vencer em outubro do ano seguinte depois que os dois jogadores autografaram e doaram uma toalha terrível pra arrecadar fundos para a Allegheny Valley School, a beneficiária das vendas das Terrible Towels [além de uma doação pessoal em cash]. Ambos disseram que foi apenas uma coincidência. Sei…

SuperBowl XLV | Programação musical

Prévia: não descobri ainda, alguém sabe? [é o número musical pre-gravado na entrada do estádio, que a tv exibe enquanto montam o palco do show principal]

America the Beautiful: Lea Michelle [Glee]

Hino dos EUA: Christina Aguilera

Show do intervalo: Black Eyed Peas

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Super Bowl XLV | Black Eyed Peas: Pump It [& Misirlou]

Calendário 2011 F1, FIndy, Nascar, MotoGP e SuperBike

Com um campeonato que será o mais longo da história da Fórmula 1, possuindo 20 corridas, o condicionamento físico dos pilotos será bastante exigido nesta temporada. Por isso, Fernando Alonso decidiu mudar o foco de seus treinamentos. [Terra. 23/01/11]

Formula 1 Site oficial
13/03 Sakhir [Bahrein]
27/03 Melbourne [Austrália]
10/04 Kuala Lumpur [Malásia]
17/04 Xangai [China]
08/05 Istambul [Turquia]
22/05 Catalunha [Espanha
29/05 Monte Carlo [Mônaco]
12/06 Montreal [Canadá]
26/06 Valência [Europa]
10/07 Silverstone [Inglaterra]
24/07 Nürburgring [Alemanha]
31/07 Budapeste [Hungria]
28/08 Spa-Francorchamps [Bélgica]
11/09 Monza [Itália]
25/09 Singapura
09/10 Suzuka [Japão]
16/10 Yeongam [Coreia]
30/10 Nova Delh [Índia]
13/11 Yas Marina [Abu Dhabi]
27/11 São Paulo [Brasil]

A Fórmula Indy anunciou nesta terça-feira em seu site oficial alterações nas regras para a temporada 2011. [...] A alteração mais significativa será a relargada nos circuitos ovais, que daqui para frente será feita em filas duplas. Ou seja, agora os carros voltarão para a disputa com as rodas lado a lado e com uma menor distância entre o da frente e o que está mais atrás. [Band, 11/01/11]

Indy Site oficial
27/03 S. Petersburgo
10/04 Barber
17/04 Long Beach
01/05 São Paulo [Brasil]
29/05 Indianapolis
11/06 Texas
19/06 Milwalkee
25/06 Iowa
10/07 Toronto
24/07 Edmonton
07/08 Mid-Ohio
14/08 New Hampshire
28/08 Sonoma
04/09 Baltimore
18/09 Motegi [Japão]
02/10 Kentucky
16/10 a confirmar

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Super Bowl XLV | Black Eyed Peas: Pump It [& Misirlou]

A banda Black Eyed Peas confirmou que se apresentará no show do intervalo do próximo Super Bowl naquele estádio bilionário do Dallas Cowboys, no dia 6 de fevereiro de 2011. Eu aposto que na playlist terá uma música do novo álbum que saiu dias atrás [The Beginning] e I Gotta Feelin’. Dez centavos. Tudo bem, I Gotta Feelin’ tem tudo a ver com o clima do evento, mas gostaria que incluíssem Pump It [Monkey Business, 2006] também [problema é que ficaria ficaria quase um revival da abertura da Copa da África 2010 - v. no Youtube].

A lista dos artistas que se apresentaram no halftime show dos 44 Super Bowls.

Primeiro porque will.i.am disse que teve a ideia da música quando esteve no Brasil e comprou um CD-compilação com a gravação do Dick Dale; segundo porque meio que tem a ver com futebol [soccer, mas vá lá] e com esporte de modo geral: a canção original foi uma das apresentadas nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004 [caminhos tortuosos de pensamento: I has it].

E a canção original [Misirlou] tem história, viu. Ninguém sabe quem é seu autor, apenas quem foi o primeiro artista a gravá-la [Michalis Patrinos, 1927] e a letra fala sobre o amor de um grego por uma garota muçulmana egípcia, algo que não era muito politicamente e religiosamente fácil naquela época:

“Minha MISIRLOU, a doçura de teus olhos acendeu uma chama no meu coração; Oh, meu amor, Oh, minha noite, teus lábios gotejam mel; Oh MISIRLOU, mágica, exótica beleza enlouquecido de amor, não suporto mais, vou roubar-te da terra árabe; Minha MISIRLOU de olhos negros, teu beijo mudou minha vida; Ah, amada, um pequeno beijo de teus lábios tão doces.” [Whiplash]

“Misirlou” vem do turco e significa “garota egípcia”. Dick Dale, inventor da surf music, tinha um tio libanês que tocava essa música e ele acabou adaptando-a, sem letra, para o ritmo dos anos 1960. É essa versão que Quentin Tarantino usou na abertura do filme Pulp Fiction – Tempo de Violência; Luc Besson usou em Taxi; a Pepsi num comercial; etc.

Uma versão em íidiche é cantada em casamentos judeus, tem versão em jazz, para dança do ventre, a capella… acho que ainda não fizeram versão sertanejo universitário e axé, mas nunca se sabe.

Incluí alguns vídeos neste post: Pump It do BEP [letra ao final], uma gravação que é o mais perto do original grego, a versão do Dick Dale, a apresentação na Olimpíada, Pulp Fiction [só o áudio] e Taxi, além do link pro comercial da Pepsi.

Manda ver!

Pump It – Black Eyed Peas


Link http://www.dailymotion.com/video/x2psfu_black-eyed-peas-pump-it_music

Misirlou – [o mais próximo do] original
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