Miss Universo 2010

Jimena Navarrete (México) e Stefania Fernandez (Venezuela)

Jimena Navarrete (México) e Stefania Fernandez (Venezuela)

A transmissão

Concurso de miss é um dos meus prazeres culposos, admito, mas não assisto para torcer pela representante nacional e sim pela diversão. Pra dizer a verdade, eu tenho até um pouco de bronca das pessoas que torcem tanto pela representante nacional que acabam por cometer as maiores grosserias contra as outras competidoras, por colocar a credibilidade dos jurados em dúvida, etc. É por isso que deixei de assistir à transmissão da Band nos últimos anos.

O problema é que a TNT apresentou uma queda enorme na qualidade dos comentários, do ano passado para cá. Desta vez a narração não ficou a cargo da Leila Schuster, que é uma profissional muito correta e de quem eu gostei muito nas transmissões de 2008 e 2009. Quem comentou os desfiles foram os dois tradutores simultâneos e a ex-modelo Luíza Brunet. Ela é linda, sim, empresária de sucesso, tudo bem, deve entender do riscado, OK, mas isso tudo não se transferiu pro discurso.

A fala de Brunet é quase ininteligível, ela fala meio pra dentro, meio pelo nariz. E esse nem foi o maior problema dos comentários, e sim a pobreza de informação, de análise e de vocabulário dos três comentaristas. Então, na verdade, belíssima, elegante: resumiram-se a isso. Várias vezes anunciaram Miss Universo 2009 em vez de 2010 e pelo menos uma vez trocaram Miss Universo por Miss Brasil. Não pronunciaram o nome de nenhuma candidata a não ser o da brasileira e passaram metade do tempo se lamentando porque ela não se classificou nem entre as top 15.

E a tradutora simultânea pronuncia “míssi”. Argh.

Um outro problema aconteceu no desfile de trajes típicos, mas isso eu não sei se foi do canal, da operadora ou da organização do concurso: a imagem ficava borrada ou congelada, eu não consegui ver quase nada das fantasias.

Tom & Lorenzo: Miss Universe 2010 National Costumes Part 1 e 2.

Miss Universe 2010 – National Costume

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Momento Desabafo | Tripudiando

Adevertência

Este é um post chato sobre um assunto chato, outro mergulho meu num tema aborrecido que ficaria melhor morto e enterrado mas que preciso tirar do sistema. Desculpaê.

No começo do mês tropecei numa imagem postada em diversos blogs, todos exaltando a grande lição de vida e encorajamento que as palavas representavam. Dizia:

“Se você tem comida na sua geladeira, roupas nas suas costas, um teto sobre sua cabeça e um lugar para dormir, você é mas rico do que 75% do mundo.

Se você tem dinheiro no banco, na sua carteira e algum dinheiro trocado, você está entre os 8% no topo da riqueza mundial.

Se você acordou hoje de manhã com mais saúde do que doença, você é mais abençoado do que mlhões de pessoas que não sobreviverão até o fim de semana.

Se você nunca vivenciou a violência da guerra, a agonia da prisão ou tortura ou as dores terríveis da fome, você é mais sortudo do que as 500 mlhões de pessoas vivas que o sofrem.

Se você consegue ler esta mensagem, você é mais afortunado do que as 3 bilhões de pessoas no mundo que não podem ler de jeito nenhum.”

Eu te pergunto: você está se sentindo melhor, mais sortudo, mais afortunado, mais [vamos lá] abençoado depois de ler isso?

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Indy500 2010

Mike Conway, Indy500, 30/05/10

Mike Conway, Indy500, 30/05/10

A transmissão

Estava na frente da tv desdas 13h20, só que inventei de zapear e parei num canal que mostrava uma receita de fetuccine com frango à indiana; quando lembrei da corrida já passava das 13h45 [mas valeu a pena, a receita parece deliciosa]. Alguém estava terminando de cantar America the Beautiful e o narrador Téo José confundiu com God Bless America, que foi executada em seguida e ele disse que estavam tocando outra vez. Tudo bem.

Téo José é um narrador OK – na minha opinião, fica entre o Celso Miranda e o Luciano do Valle: embora ele torça muito para os pilotos brasileiros, de vez em quando se lembra que existem outros correndo e até traz algumas informações não relacionadas exclusivamente aos brasileiros. Outro ponto positivo é que ele não é mesquinho com o tempo cedido para o comentarista e o repórter de campo. Nem com o tempo, nem com o respeito.

O comentarista e ex-piloto Felipe Giaffone foi quem deu o tom mais profissional, com informações de bastidores e opinião baseada em experiência e conhecimento [e não baseadas em torcida]. Ele disse, por exemplo, que o fato da tv norte-americana reprisar o acidente do Mike Conway era um bom sinal, porque eles não mostram as imagens quando o piloto está muito ferido ou quando não têm certeza da gravidade do estado do piloto. E ele tinha razão, embora o acidente tenha sido chocante Conway teve apenas uma fratura na perna.

* “Apenas” comparado com o que podia ter acontecido, devido à espetacularidade do acidente [v. no Youtube].

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Quebra de compromisso, narrador esportivo, comentarista: enlouquecendo com a Olimpíada de Inverno

Evgeny Plushenko, short program, Vancouver 16/02/10

Evgeny Plushenko, short program, Vancouver 16/02/10

Eu quero Record News disponível em casa :(

Fazia um tempão que não sintonizava nos canais SporTV [desda abertura da Olimpíada de Pequim, se não me engano] caus que nada ali me interessava, mas como é o único canal do meu pacote a transmitir a Olimpíada de Inverno tive de redescobrir o número deles no controle remoto. O desinteresse é tão automático que perdi a cerimônia de abertura – será que tem pra baixar em algum lugar?

Daí eu tava esperando pra assistir às competições de patinação artística, né? No domingo exibiram o programa curto de casais, cheio de interrupções de outros esportes enquanto repetiam a todo momento que o programa livre seria no dia seguinte, que duraria mais de quatro horas, etc.

Agendei no controle remoto, que exibia na tela a confirmação de que entre 23h e 3h seria exibida a patinação artística. Chega a hora e os caras botam o VT dos seis últimos pares no programa curto das 23h á 0h, e daí em diante VTs de outros esportes. Aguentei até 2h30 na esperança. Tolinha.

Ódio mortal.

Ontem à noite começou a competição masculina e liguei a TV já com a expectativa baixa. Por incrível que pareça eles transmitiram a prova toda; hoje tem sequência com o programa livre, vam’vê o que acontece.

Do narrador

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Credibilidade

Faz muito tempo que não vejo comercial na tv que grude na minha cabeça. Não tou dizendo que não existe, digo que tou vendo pouca tv e, quando vejo, é canal quase que só com propaganda institucional.

[Exceção anotada é o comercial do desodorizador de carro Glade Autosport – ou coisa parecida, do cara que paquera a cobradora de pedágio – que se infltrou tanto nas transmissões de NFL na ESPN que peguei antipatia.]

Aliás, propaganda de produtos Glade costuma encher a paciência, né? O do cocô do Pedrinho, o da sogra mala que botou uma lousa com giz no banheiro pra contar os sprays… O da raposa da casa fedorenta que namora uma coelha é da mesma marca? Se não é, parece.

Então. Este post não é sobre Glade.

Já que não lembro de nenhuma propaganda nova, nem boa nem má, vai uma velha mesmo, uai.

E tu, tem visto comercial que chama a atenção?

Estadão – Credibilidade [2002]

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Freedom 90′

Quando vi o comercial dos novos perfumes DG me bateu um déjà vu total: primeiro que a trilha sonora é Freedom 90′, do álbum Listen Without Prejudice Vol.1 do George Michael. O videoclipe dessa música mostra vários supermodels do final dos anos 80, começo dos 90 dublando a música: Naomi Campbell, Linda Evangelista, Christy Turlington, Tatjana Patitz, Cindy Crawford, John Pearson, Mario Sorrenti, Peter Formby.

Campanha Anthology – Dolce & Gabbana


Link http://www.youtube.com/watch?v=5lZRaCLSTrU

E segundo porque o comercial mostra um monde supermodels – tá, meia dúzia: Claudia Schiffer, Eva Herzigova e Naomi Campbell e mais três caras que desconheço, quase no mesmo clima do clipe.

Freedom 90′ – George Michael

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