Indy500 2010

Mike Conway, Indy500, 30/05/10

Mike Conway, Indy500, 30/05/10

A transmissão

Estava na frente da tv desdas 13h20, só que inventei de zapear e parei num canal que mostrava uma receita de fetuccine com frango à indiana; quando lembrei da corrida já passava das 13h45 [mas valeu a pena, a receita parece deliciosa]. Alguém estava terminando de cantar America the Beautiful e o narrador Téo José confundiu com God Bless America, que foi executada em seguida e ele disse que estavam tocando outra vez. Tudo bem.

Téo José é um narrador OK – na minha opinião, fica entre o Celso Miranda e o Luciano do Valle: embora ele torça muito para os pilotos brasileiros, de vez em quando se lembra que existem outros correndo e até traz algumas informações não relacionadas exclusivamente aos brasileiros. Outro ponto positivo é que ele não é mesquinho com o tempo cedido para o comentarista e o repórter de campo. Nem com o tempo, nem com o respeito.

O comentarista e ex-piloto Felipe Giaffone foi quem deu o tom mais profissional, com informações de bastidores e opinião baseada em experiência e conhecimento [e não baseadas em torcida]. Ele disse, por exemplo, que o fato da tv norte-americana reprisar o acidente do Mike Conway era um bom sinal, porque eles não mostram as imagens quando o piloto está muito ferido ou quando não têm certeza da gravidade do estado do piloto. E ele tinha razão, embora o acidente tenha sido chocante Conway teve apenas uma fratura na perna.

* “Apenas” comparado com o que podia ter acontecido, devido à espetacularidade do acidente [v. no Youtube].

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Quebra de compromisso, narrador esportivo, comentarista: enlouquecendo com a Olimpíada de Inverno

Evgeny Plushenko, short program, Vancouver 16/02/10

Evgeny Plushenko, short program, Vancouver 16/02/10

Eu quero Record News disponível em casa :(

Fazia um tempão que não sintonizava nos canais SporTV [desda abertura da Olimpíada de Pequim, se não me engano] caus que nada ali me interessava, mas como é o único canal do meu pacote a transmitir a Olimpíada de Inverno tive de redescobrir o número deles no controle remoto. O desinteresse é tão automático que perdi a cerimônia de abertura – será que tem pra baixar em algum lugar?

Daí eu tava esperando pra assistir às competições de patinação artística, né? No domingo exibiram o programa curto de casais, cheio de interrupções de outros esportes enquanto repetiam a todo momento que o programa livre seria no dia seguinte, que duraria mais de quatro horas, etc.

Agendei no controle remoto, que exibia na tela a confirmação de que entre 23h e 3h seria exibida a patinação artística. Chega a hora e os caras botam o VT dos seis últimos pares no programa curto das 23h á 0h, e daí em diante VTs de outros esportes. Aguentei até 2h30 na esperança. Tolinha.

Ódio mortal.

Ontem à noite começou a competição masculina e liguei a TV já com a expectativa baixa. Por incrível que pareça eles transmitiram a prova toda; hoje tem sequência com o programa livre, vam’vê o que acontece.

Do narrador

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Credibilidade

Faz muito tempo que não vejo comercial na tv que grude na minha cabeça. Não tou dizendo que não existe, digo que tou vendo pouca tv e, quando vejo, é canal quase que só com propaganda institucional.

[Exceção anotada é o comercial do desodorizador de carro Glade Autosport - ou coisa parecida, do cara que paquera a cobradora de pedágio - que se infltrou tanto nas transmissões de NFL na ESPN que peguei antipatia.]

Aliás, propaganda de produtos Glade costuma encher a paciência, né? O do cocô do Pedrinho, o da sogra mala que botou uma lousa com giz no banheiro pra contar os sprays… O da raposa da casa fedorenta que namora uma coelha é da mesma marca? Se não é, parece.

Então. Este post não é sobre Glade.

Já que não lembro de nenhuma propaganda nova, nem boa nem má, vai uma velha mesmo, uai.

E tu, tem visto comercial que chama a atenção?

Estadão – Credibilidade [2002]

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Freedom 90′

Quando vi o comercial dos novos perfumes DG me bateu um déjà vu total: primeiro que a trilha sonora é Freedom 90′, do álbum Listen Without Prejudice Vol.1 do George Michael. O videoclipe dessa música mostra vários supermodels do final dos anos 80, começo dos 90 dublando a música: Naomi Campbell, Linda Evangelista, Christy Turlington, Tatjana Patitz, Cindy Crawford, John Pearson, Mario Sorrenti, Peter Formby.

Campanha Anthology – Dolce & Gabbana


Link http://www.youtube.com/watch?v=5lZRaCLSTrU

E segundo porque o comercial mostra um monde supermodels – tá, meia dúzia: Claudia Schiffer, Eva Herzigova e Naomi Campbell e mais três caras que desconheço, quase no mesmo clima do clipe.

Freedom 90′ – George Michael

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Ser diferente é normal

Tem dois comerciais de TV que meio que tratam do tema, de uma forma ou de outra.

Um é tão recente que só vi uma vez até agora e não encontrei o vídeo online, ainda. Na verdade, tá tão difícil de encontrar que começo a duvidar até se eu vi mesmo ou se alucinei.

Se vi mesmo, é da Petrobras e mostra, por um micronésimo de segundo, um frentista cadeirante. Na pesquisa que fiz, só apareceu esse vídeo. Não é o que eu quero, o que eu procuro e que acho que vi mostra um frentista com o uniforme da bandeira BR, cadeirante, a atender um cliente.

O segundo comercial já é bem antigo, mas ainda passa na TV e eu sorrio toda vez que vejo: aquele do chocolate Twix em que três caras com Síndrome de Tourette se unem e ganham dinheiro inventando a barra de “biscoito! caramelo! chocolaaate!”.

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Miss Universo 2009

Stefanía Fernández, Miss Universo 2009

Stefanía Fernández, Miss Universo 2009

Ontem foi dia de concurso de miss e adivinha quem tava na frente da TV?

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Assisti pela TNT de novo caus que cê não tem ideia da antipatia que peguei da Adalgisa Colombo. Até pensei em zapear rapidamente na Band pra ver a Deize Nunes porque ela é uma das Misses Brasil que acho mais lindas e marcantes.

Aliás, esta é uma das qualidades que a venezuelana Dayana Mendoza compartilha com a Deize: a vencedora da edição 2008 é carismática, tem expressão forte. Toda vez que Dayana surgia na tela atraía a atenção pela simpatia,  o sorrisão não parecia mero movimento muscular e sim um sentimento legítimo de prazer em estar ali.

Sim, eu sou uma grande fã da moça, por isso ainda remoo a deselegância da organização do Miss Brasil e da Band ao ignorá-la na corooação da Larissa Costa.

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A mesma mensagem mostrada de forma diferente

Eu gostei da nova propaganda do Ford Fusion que está a passar na TV, criada para a série “Quem dirige o novo Ford Fusion fez por merecer”. Desta vez mostram alguns executivos conversando num almoço sobre onde pretendem estar daqui a cinco anos [oi, Roberto Justus?]. Um deles estará ao volante de um carro de luxo, símbolo de quem venceu na vida.

Em clima de flerte, ele pergunta à colega onde ela pretende estar dali a cinco anos. Corta para a mesma cena, com o mesmo cara no mesmo carro e a câmera começa a girar para o lado do carona. A ideia é imaginar que o plano de carreira da moça seria namorar o cara de sucesso mas daí vemos o banco vazio e uma boa virada de roteiro.

Esperto, engraçado, motivador – tudo o que as peças dessa mesma série não conseguiram no ano passado [chegaram a ser reportadas no Conar, só que os relatores arquivaram a reclamação].

Tudo isso é embalado ao clássico “Back in Black”, som do AC/DC (Sony Music), uma das mais importantes bandas de rock da história da música, formada em 1973. Para finalizar, a assinatura “Quem dirige o Novo Ford Fusion fez por merecer” – presente na comunicação do modelo desde 2008 – procura reforçar o conceito da iniciativa. [Propmark]

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Qual é a função do narrador esportivo?

Ilustração de Reinaldo Figueiredo para a revista Piauí

Ilustração de Reinaldo Figueiredo para a revista Piauí

No domingo assisti a dois eventos esportivos em sequência – não é tão raro de isso acontecer mas, não sei o motivo, desta vez me peguei encafifada com uma questão. Ou talvez eu saiba, já que tou injuriada com o cara desde as 500 Milhas de Indianapolis no mês passado.

Naquele dia fiquei com a sensação final de que a corrida tinha sido tediosa [cheguei a cochilar na metade]. Daí estava a ler as notícias posteriores e percebi que não foi; o que me aborreceu foi a narração. Eu gosto de FIndy, mas não tenho tempo de acompanhar tudo o que é publicado a respeito.

Gosto de assistir à prova na TV e ser informada do que está acontecendo: desde os pequenos detalhes mecânicos até a informação mais prosaica que cheire a fofoca, tipo quem namora quem. Conversas de bastidores, estatísticas, fatos históricos e geográficos, análises de performance comparada, conhecimento trivial, cultura pop relacionada… Esse é o tipo de coisa que vi muito nas transmissões de futebol americano e da Nascar.

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