You spin me round like a record, baby!

Imagem: Up next in sports

Das muitas músicas favoritas dos anos 80 essa é uma das minhas mais preferidas. :lol: You spin me round [Like a record] foi lançada no final de 1984 pela banda inglesa Dead or Alive [DoA para os íntimos] e o vocalista Peter Burns integrava o grupo de artistas da época que se apresentava com maquiagem extravagante: Boy George [Culture Club], Adam Ant [& The Ants], Peter Murphy [Bauhaus], Robert Smith [The Cure] – mas Burns foi além e submeteu-se a cirurgias plásticas que nem sempre deram certo [veja o vídeo de 2003].

Hoje em dia a letra não faria nenhum sentido com os MP3 players -da mesma forma que não faz mais sentido dizer “vacinado com agulha de vitrola”, “cair a ficha”, etc. *Suspiro*

Adam Sandler costuma usar músicas dos anos 80 em seus filmes [um dos motivos por que eu amo ele] e usou essa em Afinado no Amor. Abaixo seguem alguns outros covers metal, folk, tecno, hip hop…

Letra e tradução

Dead or Alive original

Link http://www.youtube.com/watch?v=ZUatnbaNfEo

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ZZ Top – The Eliminator

The Eliminator

The Eliminator

No Storytellers da VH1 com a banda ZZ Top um cara perguntou a quem pertencia o Eliminator e por onde ele andava. Billy Gibbons perguntou à plateia se todo mundo sabia a que ele se referia ["Yeah!'] e se eles se lembravam das belas damas do vídeo em questão [plateia masculina: "Yeaaah!"]. Então Gibbons respondeu que “pertencia às belas damas e que eles torciam para que elas fossem as donas e motoristas eternas do Eliminator”.

The Eliminator é um Ford Coupé 1933 vermelho-cereja tunado, modificado – um hot rod, enfim. Ele é o personagem principal de três videoclipes da banda para o álbum Eliminator [1983]: Gimme All Your Lovin’, Legs e Sharp Dressed Man. O roteiro dos três clipes baseia-se na história da Gata Borralheira e as “lindas damas” a quem Gibbons se referiu eram as fadas-madrinhas [Jeana Tomasino, Kymberly Herrin e Danièle Arnaud].

Gibbons disse ainda que os clipes da década de 1980 acrescentaram uma nova geração de fãs à base que os acompanhava desde 1969, quando chegaram a tocar para uma única pessoa num bar no Texas. O baterista Frank Beard [o único que não tem barba, ou melhor, tem barba só no nome] acrescentou que foi ele quem sugeriu o movimento conhecido como The Presentation depois que o diretor do clipe rodou seis ou oito tomadas sem ficar satisfeito.

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Safety Dance – Men Without Hats

Capa do single

Capa do single

Eis um videoclipe interessante para quem curte Discworld de Terry Pratchett: no clipe da música Safety Dance, da banda canadense Men Without Hats, aparecem o teatro de marionetes Punch & Judy, o Mastro de Maio [May Pole] e a Dança de Morris.

O vídeo foi gravado na Inglaterra num povoado próximo a Bath e a letra da canção é um protesto contra leões-de-chácara de boates que barravam dançarinos adeptos da New Wave. A dança que eles praticavam era mais vigorosa, individual em vez de aos pares, conhecida como pogoing; a New Wave foi o movimento que sucedeu-se à Era Disco e dançava-se mantendo o tronco rígido e dando saltos. Lembra do pogoball? Dos clipes do Devo e do Oingo Boingo? Apois. Os leões-de-chácara não gostavam disso, achavam que era perigoso e barravam os new wavers.

Por isso que o vocalista Ivan Doroschuk pára ali naquela porteira do vilarejo, no clipe. Bom, essa é uma das alternativas. A outra é que, como uma canção New Wave, eles eram apenas anti-tudo, não-conformistas, essas coisas.

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Scandal, A-ha, Coldplay

Eu tinha um vinil coessa música. O clipe é tosco mas a canção é legal. Te juro.

Scandal – The Warrior

Link http://www.youtube.com/watch?v=dIDaBF8LILk

Essa moça, a Patty Smyth [favor não confundir com a punkrocker Patti Smith] é casada com o John McEnroe atualmente. Ele deve gostar da parte que ela diz “I don’t wanna tame your animal style. You won’t be caged in the call of the wild”.

aha – Take on me

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Top Roqueiros Carecas Fazíveis

1. Guilherme Isnard

1. Guilherme Isnard

OK, eu sei que figurinha repetida não completa álbum, mas xeu te explicar o motivo do rapaz voltar a ocupar o primeiro lugar numa lista de Top Fazíveis de Titia Batata: a voz.

A voz melódica do vocalista das bandas Voluntários da Pátria [até 1983] e ZERØ é, emprestando uma expressão de um bestseller, chocolate para os ouvidos. É rica, cremosa, aquece e derrete. Permanece indelével na memória mesmo depois que termina a canção.

Além disso, Guilherme Isnard é uma pessoa simpática, atenciosa, acessível, sem estrelismo algum. Quem tem ele no Orkut ou no Facebook sabe do que eu tou falando mas, para tirar a dúvida, recomêindo essa entrevista publicada no site Mofo. Vale o sacrifício de ler no fundo de tela preto ou copiar/colar num editor de texto pra ficar mais confortável.

Site oficial da Banda ZERØ www.bandazero.com

São muitas as minhas músicas favoritas dele – tanto que até deixei o link pro MySpace da banda ali ao lado, na seção Eu Ouço – então, para este post, a opção é a que é provavelmente a mais conhecida pra quem não acompanhou a carreira o tempo todo: Agora Eu Sei, do álbum Passos no Escuro [1985].

Agora Eu Sei ao vivo no Circo Voador [RJ/2008]

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Domingueiras

É só uma escadinha

É só uma escadinha

No primeiro capítulo da novela Bela, A Feia [Record] o personagem do Sérgio Hondjakoff leva o pai que estava a passar mal para um posto de saúde. Ele desce do táxi amparando o Bemvindo Sequeira e diz “fica calmo, já chegamos, agora só falta essa escadinha, isso não é nada e você já vai ficar bem”. É. É só subir esses nove ou dez degraus íngremes sem corrimão e beleza. Naquele posto de saúde decerto não aceitam idosos, mães com filhos pequenos, jogadores de futebol de fim de semana com a perna quebrada, cardíacos, acidentados, deficientes…

E ae, será que agora sai o DVD de A Garota de Rosa Shocking, Gatinhas & Gtões e O Clube dos Cinco?

Estou ingerindo 20 sementes de urucum antes do café, faz três dias. Se um dia eu acordar parecendo um Oompa Loompa, já sabe.

Jantar de ontem: pizza e yakissoba.

Graças a uma pergunta da, acabei caindo no Wiki do Discworld. Eliminador de produtividade.

Dica do @Inagaki [que, como vários já disseram, nem precisa retuitar porque todo mundo segue]: Forgotten Bookmarks, coisas que as pessoas esquecem dentro de livros. Compro bastante livro em sebos, mas nunca achei nada… Devem dar uma boa vasculhada antes de despachar, né? Já reenconntrei um cartão de Natal de uns primos do Japão 15 anos depois, no entanto.

Tem um pedaço de pão de cristo no pote de arroz de casa faz uns sei lá quantos anos. É uma simpatia pra ter fartura, mas dizem que tem de ser pão ganhado.

Analogue 4 anos depois

O grupo norueguês A-Ha, um dos ícones da música pop dos anos 80 e 90, volta ao Brasil para apresentar shows em São Paulo e no Rio de Janeiro nos dias 25 e 26 de março. Os músicos trazem a turnê de seu mais recente álbum “Analogue”. Lançado no fim de 2005, o CD obteve maior projeção na Europa, onde o grupo fez alguns shows. [UOL]

Agora, ondé mesmo que guardei o meu CD?

2005… O CD até já tá indisponível na maioria das lojas.

Gente, o Morten não mudou nada, comé que pode?

Eu estudei no Maria Ubaldina

Jizuys! Adelaide ainda leciona geografia! Darci continua firme e forte em português! Do pessoal da secretaria eu não me lembro porque nessa época eu não era mais gremista, e nunca fui da turma da arruaça mas uia lá, Ivo e Chico, que me ensinaram português e história dois anos antes, no Santo Seno! OK, o Chico é uma excessão na minha triste sina de profis de história. Foi ele quem nos introduziu no mundo do grêmio estudantil.

Caras, tou falando de vinte e quatro anos atrás… Dos anos de 1983 e 1984, para ser mais exata.

Dá licença que vou ali, enxugar uma lagriminha.

Rotoscopia

Cena do clipe Take on me, do A-haEm 1985 eu tinha 15 anos [ié, faça as contas...] e era [ainda mais] desligada das coisas. Lia um livro e esquecia, via um filme e esquecia, ouvia uma música por um ouvido e saía pelo outro, até ouvir Take on me, do A-ha.

O videoclipe é um dos meus favoritos de todos os tempos não só por causa da canção em si, mas principalmente por causa da história e da técnica utilizada. Minha memória, como eu disse, não é lá grandes coisas mas os clipes antes deste eram meio que todos parecidos entre si: o cantor ou a banda tocando em show, estúdio ou cenário.

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