Desafio de Férias 2010/2011 | An Offer From A Gentleman

Capa britânica

Uma advertência justa: cuidado se tiver vontade de começar a ler os livros da Julia Quinn, eles são quinem Bis – impossível comer um só. Comecei com The Duke and I na maior ingenuidade, achando que pararia ali, e três dias depois já tinha devorado mais dois romances e um Segundo Epílogo. A sorte é que calhou na época certa, entre feriados e o hiato das séries, mas, repito: cuidado.

An Offer from a Gentleman é o terceiro volume da série Bridgerton Family e é centrado no segundo filho, Benedict. Os dois livros anteriores concentraram o prólogo nos protagonistas masculinos, esse na protagonista feminina, mas mesmo assim ainda é o mais machista dos três que li até agora.

Desculpa aí se você não curte esse papo, tentarei ser breve neste tópico, embora não consiga abrir mão do comentário: me incomodou muito a visão que a autora impingiu sobre a atitude de Benedict, mesmo considerando-se que ela foi fiel ao costume da época. Eu preferiria que ela mantivesse o mesmo respeito devido às duas protagonistas anteriores – do jeito como foi feito, passou a impressão de que Sophie Beckett era menos digna aos olhos dela própria, a autora. No fim, a minha avaliação desse livro ficou bem abaixo dos anteriores.

Viu? Foi breve. Sigamos.

Voltando ao escopo… A Lulu tinha sugerido pular esse e ir direto pro livro do Colin, mas confesso que estava curiosa a respeito do Benedict: dos irmãos Bridgerton, ele foi o menos citado. Até o Gregory recebeu mais atenção e ele nem ao menos tem idade pra casar! Depois de terminar a leitura posso dizer que valeu a pena, porque a Penelope Featherington, com quem simpatizo desde o primeiro volume, começa a mostrar muita personalidade.

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Olha o lobo!

Era uma vez um menino que cuidava de um rebanho de ovelhas na montanha. Sentindo-se entediado, ele resolveu pregar uma peça nos moradores da vila e gritou que um lobo estava atacando as ovelhas. Os moradores correram montanha acima mas só encontraram o menino rindo. Ele fez isso uma vez, duas vezes, outra vez, até o dia em que um lobo apareceu de verdade.

O menino gritou, gritou, mas os moradores, que já haviam sido enganados muitas vezes, não acreditaram nele e o lobo comeu o menino.

Essa é a fábula que Esopo contava para ensinar lição de moral às crianças, que não se deve mentir. Lembrei dela hoje por causa das pessoas que se dedicam a fazer panfletagem eleitoral desesperadamente, para um ou contra outro candidato. Na maioria das vezes contra um candidato, mas sempre com tamanho empenho que parece um grito desesperado.

Eu represento os moradores do vilarejo: de tanto ouvir “o lobo! o lobo!’, não confio mais na opinião dessas pessoas mesmo quando o que dizem é verdade.

Cry Wolf – A-ha


Link http://www.youtube.com/watch?v=jroHtqrz88Y

X-Men Fairy Tales | Contos de Fadas

Momotaro e O Pêssego Gigante

Momotaro e O Pêssego Gigante

Estes são os primeiros quadrinhos que leio depois de muito tempo. O que me atraiu aqui foi a ideia: o escritor e editor C. B. Cebulski, da Marvel, resolveu adaptar fábulas e mitologias para o universo dos heróis de quadrinhos, começando pelos X-Men. Na verdade ele fez um mashup, usando histórias que já existiam antes.

No volume 1 [arte de Sana Takeda], por exemplo, ele une a lenda japonesa Momotaro O Menino Pêssego com Os Filhos do Átomo do Joe Casey. Ciclope é Momotaro, o menino que nasceu de um pêssego [momo, em japonês] e foi encontrado por um casal de velhinhos.

V. a lenda de Momotaro no blog P-dacinho do Japão.

O volume 2 [arte de Kyle Baker] é o meu preferido. O cara recontou a amizade entre Charles Xavier e Erik Magnus Lehnsherr – Magneto, para os íntimos – usando a fábula africana A Amizade entre a Tartaruga e a Águia. O legal é que os desenhos são dos animais, mas mesmo assim dá pra reconhecer quem é quem ali.

O volume 3 [arte de Bill Sienkiewicz] usa alguns contos de fadas dos Irmãos Grimm – só reconheci A Bela Adormecida – para recontar A Saga da Fênix Negra [que também é a história de base do filme X3: O confronto final]. É o meu menos favorito, traz o triângulo amoroso entre Ciclope, Jean Grey e Wolverine.

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Complexo de Cinderela de A a Z

Cinderela era uma garota órfã que trabalhava de criada da madrasta bonita e de suas duas irmãs [feias, segundo os contos de fadas]. O príncipe do reino ofereceu um baile para escolher uma esposa, mas a madrasta impediu que Cinderela participasse. Blablablá, a fada-madrinha da garota fez bibidi-bóbidi-bum, limpou-a, pôs um vestido e sapatinhos, deu-lhe uma carruagem, blablablá, e foram felizes para sempre.

Todo mundo conhece a história, né? Se não conhece [cara, cê teve infância?] tem esse Projeto Contos de Fadas, aqui.

Esse introdutório foi só pra contar que Miguelito tá rodando três músicas top favoritas em loop. Os videoclipes dessas três músicas contam a mesma história da Cinderela, adaptadas aqui e ali. Nos dois do ZZ Top, por exemplo, são três fados-padrinhos [os músicos da banda], e no do Adam & The Ants o Cinderelo é o próprio Adam Ant. Lóvo.

Adam & The Ants – Prince Charming [letra]
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