Heathcliff 2011

James Howson

Graças a um comentário de Aibell [brigadê!] fiquei sabendo que o próximo Heathcliff não será aquele ator de Gossip Girl. Ufa,hein? O escolhido da diretora Andrea Arnold é o iniciante James Howson, o primeiro ator negro a interpretar o nosso atormentado favorito.

The casting is in line with Brontë’s conception of the character – “lascar” is a 19th-century term for sailors from India. Arnold reportedly sought out actors from the Romany community for the role but was unable to find an appropriate candidate. Producers also held open auditions and even walked the streets of Leeds looking for their Heathcliff. In the novel, the character is found abandoned as a baby at the slave port of Liverpool by Mr Earnshaw, who adopts him, so his ethnicity is uncertain. [The Guardian, 23/11/2010]

A maior parte do elenco, aliás, é desconhecida e/ou inexperiente. A roteirista tem poucos trabalhos [o mais conhecido é Moça Com Brinco de Pérola], assim como a própria diretora. A mais experiente e conhecida é a atriz que interpreta Cathy, Kaya Scodelario [Skins, Fúria de Titãs]. Tenho a impressão que será interessante.

No iMDB.

Adicionei vídeos de diversas versões para cinema e TV neste post, acho que só faltaram as de 1920, 1948 e 1962. Alguns são trailers, outros são trechos curtos e alguns são fanvids, cenas do filme com a música da Kate Bush por cima.

Versão de 1939 com Laurence Olivier


Link http://www.youtube.com/watch?v=Ob_WMxEhSHs

Abismos de Pasión, adaptação mexicana de 1954 [do espanhol Buñuel] com Jorge Mstral
Continue lendo

Momento TPM

Chá de hortelâ como se fosse água, para diminuir o inchaço provocado pela retenção de líquido [dica da Adrina, brigadê!] e duas pérolas de Guttalax pra constipação: um mês depois e Titia Batata é quase outra pessoa nesta nova TPM.

Quase, porque o instinto assassino ainda aflora, inda mais depois de saber do processo que a Denise Bottmann está a sofrer por desmascarar duas traduções espúrias no blog Não Gosto de Plágio, junto com a Raquel Salaberry do Jane Austen em português.

Dentre os absurdos da ação, a editora acusada de plagiar traduções pede “direito de esquecimento”. Eu entendi isso como um artifício pra continuar enganando pessoas, na esperança de que, apagando os registros do passado, os leitores voltassem a comprar seus livros na boa-fé. Parece que é isso mesmo, segundo a própria Denise:

Aparentemente, o problema principal dos reclamantes é o fato de que se publiquem notícias, que elas circulem e não caiam no esquecimento com a volatilidade que ocorria na era pré-digital. Devo concordar que, realmente, quando as notícias antigamente saíam num jornal, meses depois a tendência era que o público esquecesse as informações (a velha piadinha que dizia “brasileiro tem memória curta”). Concordo também que a internet propicia maior velocidade no fluxo de informações e facilita consultas de tipo documental e arquivístico. Ao contrário dos reclamantes, porém, considero que tais avanços tecnológicos são muito positivos para as sociedades democráticas, e favorecem uma maior transparência das relações sociais – neste sentido, hoje em dia seria muito mais difícil destruir documentos e “reescrever arquivos” como se fazia em regimes totalitários, pois torna-se mais fácil preservar os arquivos das informações graças aos meios digitais.

Se, como cidadã, louvo e utilizo os novos meios propiciados por tais avanços tecnológicos, não vejo por que devo ser processada por tal fato. A Internet é um fenômeno global de gigantesco alcance e envergadura, gerando sistemas de arquivamento e compartilhamento de informações a um grau inédito, e sabidamente trata-se de um processo irreversível em escala mundial. Quanto aos marcos regulatórios para disciplinar a matéria no Brasil, encontram-se em fase final de elaboração no Ministério da Justiça, prevendo dispositivos não só para a devida tutela de todos os direitos humanos e sociais envolvidos, mas também para tolher tentativas arbitrárias de censura e amordaçamento, garantindo a preservação do estado de direito. [Em A Internet não esquece, publicado no QueroTerUmBlog do Alessandro Martins, 23/02/10]

Decerto desconhecem a expressão “tiro no pé”, caus que foi isso o que aconteceu. Igual o Roberto Carlos, que ajudou a vender uma biografia que nem era grandes coisas mas que virou objeto de curiosidade depois que ele entrou na justiça para retirar das livrarias. Igual o deputado aquele que esqueci o nome e tentou fazer o mesmo com o livro Na Toca dos Leões, do Fernando Moraes.

Em todos esses casos a tática é a mesma: intimidação pela truculência. E em todos os casos o resultado é o mesmo, ou seja, o oposto do que o autor da ação pretende: em vez de abafar o caso, esse tipo de ação provoca a curiosidade e acaba aumentando a exposição do que se pretendia ocultar [ou "esquecer"]. Esse imbroglio do plágio, por exemplo, até agora era do conhecimento de um grupo muito pequeno – a comunidade de tradutores, talvez; uma parcela dos leitores de Jane Austen e Emily Brontë [somos poucos, admita]; meia dúzia de jornalistas especializados…

E veja agora a dimensão que a coisa está tomando. A Denise [força na peruca, mulher! quem supera TPM um mês após o outro supera tudo!] reúne o que está sendo publicado sobre o caso em atualizações dos seus posts:

justiça e internet [23/02/10]
justica e internet II [24/02/10]
justiça e internet III [25/02/10]

Para quem tem curiosidade de saber quais foram os posts que motivaram a ação, são os que cotejam as semelhanças em Persuasão [Jane Austen] e O Morro dos Ventos Uivantes [Emily Brontë].

Nome do tradutor na capa: eu apoio essa ideia.

Wuthering Heights / O Morro dos Ventos Uivantes

Charlotte Riley e Tom Hardy
Charlotte Riley e Tom Hardy

Emily Brontë era filha de um sacerdote. Ela cresceu em um lugar afastado na Inglaterra, não gostava de viajar. Quando saiu de casa, ficou doente. Nunca se casou e morreu aos 30 anos de idade. Publicou um romance, e sob pseudônimo. Uma das obras mais chocantes da literatura inglesa. Quando realizou sua primeira publicação em 1847, criou turbulentos protestos. É conhecido como um dos livros mais ultrajantes já publicados. Um crítico disse que deveria ser queimado. O agitado protesto só ganhou força quando a segunda edição foi publicada e a identidade da autora foi revelada ser a filha de um pastor do oeste de Yorkshire. Como a filha do pastor criou tal ameaça à sociedade civilizada como Heathcliff, um anti-herói impulsionado pela paixão carnal e vinganças? E, ao invés da respeitável heroína da época vitoriana, ela criou uma mulher casada que vagava pelas charnecas de camisola, com desejos pelo seu amante. O público leitor estava escandalizado. Em choque! E o romance nunca deixou de ser publicado: O Morro dos Ventos Uivantes. [Laura Linney, host da versão Masterpiece Classic 2009 em tradução de Dhara Maria e uma pequena revisão minha]

Pôster
Pôster

Eu demorei tanto para assistir a essa versão ITV/PBS que até deu tempo de comprar o DVD da versão MTV e enrolar ambas mais um pouco, mas acabei vendo tudo no fim de semana. A versão da ITV/PBS traz o ator Tom Hardy no papel de Heathcliff e Charlotte Riley no de Cathy. Minha impressão pessoal: Hardy não tem o physique du rôle que imagino para o papel, é muito pálido e de compleição normal. Porém, é o que convenceu melhor no elenco todo, com uma sugestão exata de crueldade e adoração.

Já a Riley foi o oposto: bonita mas com uma ideia de selvageria, pelas fotos parecia a própria Cathy, só que na hora de dar vida à personagem falta exatamente a selvageria, aquilo que liga o par central. O roteirista Peter Bowker e a diretora Coky Giedroyc tentaram uma solução para as idas e vindas no tempo da narrativa colocando as sequências quase que em ordem direta. Foi um tiro, podia dar certo ou não. Na minha impressão pessoal, não deu.

Continue lendo

Heathcliff e Edward Rochester

Michael Fassbender, Mr. Rochester

Michael Fassbender, Mr. Rochester

Segundo um artigo do The Guardian, a escalação de elenco das novas adaptações cinematográficas de Jane Eyre e de O Morro dos Ventos Uivantes tem alguns nomes confirmados.

O ator Michael Fassbender tinha sido cogitado para interpretar Heathcliff, mas acabou deslocado para encarnar Edward Rochester ao lado de Mia Wasikowska. Isso me leva a crer que pelo menos no quesito faixa etária o diretor Cary Fukunaga vai manter a fidelidade ao livro de Charlotte Brontë: Jane tem 19 anos quando conhece Mr. Rochester e ele já era quarentão. A previsão de estreia é 2011.

O papel de Heathcliff, que já foi de Laurence Olivier, coube a Ed Westwick, o Chuck Bass da série Gossip Girl. Cathy será interpretada por Gemma Atherton [a Strawberry Fields de 007 - Quantum of solace]. A estreia da readaptação de Emily Brontë está agendada para 2010 e parece que não haverá outro ator para a fase madura de Heathcliff.

É, eu pensei a mesma coisa…

Agora, dizer que foi a saga Crepúsculo que impulsionou essa “nova onda” de interesse nas obras das irmãs Brontë é forçar muito a barra, nénão? Esses filmes estão sendo planejados faz tempo e sempre tem adaptação nova saindo, seja para cinema ou TV.

O que me lembra que ainda não assisti à versão da MTV e à nova minissérie da BBC Wuthering Heights…

A influência que a série de livros e filmes adaptados Twilight pode ter, entretanto, é justamente na seleção do elenco bem mais jovem do que o esperado.

Continue lendo

Domingueiras

Tem um galo muito burro na redondeza que canta à uma da manhã, todo dia.

Comãssim a Bonnie Wright tá ficando com um dos novos vampiros de Twilight? Tá bom que o Jamie Campbell Bower também tá no próximo HP, só que no papel do Grindewald jovem. E o Draco Malfoy??

K, preciso da minha dose diária de fics DG agora-já. Uma boa, de preferência.

A @MicaRM tuitou a respeito de uma cena de Vampire Diaries [que parei de acompanhar mas, bem, tem o Ian Somerhalder né?]. Tava lá assistindo e pensando na vida quando me caiu a ficha: Enjoy the Silence do Depeche Mode!

Words are very unnecessary, they can only do harm…

A premiação do Scream Awards vai ao ar nos EUA apenas no próximo dia 27 [no dia 31 no Brasil] mas já sei de um vencedor graças ao JustJared, que tá na minha lista de feeds. Não liguei, fiquei animada com o resultado [embora não concorde com a indicação da pessoa para aquela categoria].

Baixando Emma e Wuthering Heights 2009.

O livro Gatos, Fios-dentais e Amassos [série Georgia Nicolson, Louise Rennison] me atraiu pelo título. Eu gostei do gato Angus, da relação entre as irmãs Georgia e Liberty, mas… mas… algo me incomoda nesse livro e não consegui descobrir o que é.

Um garoto diz “mãe, não gosto de ler, não me dê livros de novo no Natal, OK?” e o que acontece?

Depois da onda de clássicos sobrenaturalizados [eita], vem aí a sequência autorizada: continuações de séries literárias escritas após a morte do autor original. Ou, como disse o @emersonpardo, fanfics.

Segundo esse artigo da BBC já tem sequels de Peter Pan, James Bond, Dracula, Winnie-The-Pooh e O Guia do Mochileiro das Galáxias – este último escrito pelo Eoin Coffer de Artemis Fowl.

- Vou mandar uma coisa pra Lu, será que ela vai gostar?
- O que?
- É de comer.
- Então pode mandar que ela come.

Criei a fama, agora tenho que deitar na cama, né?

Um chazinho pode curar, mas também requer cuidados.

Depois de The Imaginarium of Dr Parnassus, Terry Gilliam volta para seu projeto para Dom Quixote. Ele quer filmar também Teseu e o Minotauro, Defective Detective e Belas Maldições da dupla Terry Pratchett e Neil Gaiman.

Deem-lhe dinheiro! Já!

Sigmund Freud curtia Agatha Christie e Dorothy L. Sayers.

Luzia e seus ídolos no blog da Luma: voltei uns 30 anos no tempo.

O A-ha anunciou que vai “encerrar suas atividades” em 2010. Eu fiquei bem chateada com a notícia caus que acompanho a trajetória deles há 27 anos e acho que Analogue, o penúltimo álbum, é o melhor da banda – mas isso sem ter ouvido Foot of the Mountain ainda [lançado agora em junho].

Aliás, juro que pensei que a música de abertura de Lie to Me era do A-ha também [não é, é Ryan Adams. os trejeitos vocais e os teclados são muito a-hazísticos].

A-ha – Cosy Prisons

Continue lendo

Os 10 herois românticos da literatura

Orson Welles e Joan Fontaine, Jane Eyre (1944)

Orson Welles e Joan Fontaine, Jane Eyre (1944)

A editora inglesa Mills and Boon é especializada em publicar romances em papel jornal no estilo Harlequin [Julia, Sabrina, Bianca, etc.] – de fato, a casa inglesa fundada em 1908 foi comprada pela norte-americana em 1971. Juntas, a Harlequin Mills and Boon dominam 75% do mercado britânico no gênero.

Eles fizeram uma enquete entre seus leitores perguntando qual o personagem literário mais romântico. O resultado foi divulgado no início deste mês durante o festival literário de Cheltenham: para surpresa de muitos, o primeiro lugar ficou com o cruel, amargo e impossível de ser amado Mr. Edward Rochester, do romance gótico Jane Eyre escrito por Charlotte Brontë em 1847.

O Telegraph ilustrou o artigo em que a novelista Penny Vincenzi comenta sobre a paixonite que tem pelo rude Rochester com uma imagem da série exibida pela BBC em 2006, com Toby Stephens no papel. Eu já comentei antes que Toby Stephens é bonito demais para interpretar…

Continue lendo

25 livros melhor adaptados no cinema

Uma Thurman e John Malkovich em As Ligações Perigosas

Uma Thurman e John Malkovich em As Ligações Perigosas

O britânico Telegraph elaborou uma lista com 25 filmes que saíram das prateleiras de livros e mantiveram sua credibilidade intacta. O título do artigo, no entanto, dá a entender que seriam os livros que renderiam as melhores adaptações cinematográficas. Eu fui pelo primeiro significado, até pelos comentários da autora Melissa Katsoulis para cada filme.

Como toda boa lista, há ausências e controvérsias.

Das ausências o que me lembro agora é de Como Água Para Chocolate [Laura Esquivel / Alfonso Arau], Testemunha de Acusação [Agatha Christie / Billy Wilder], Blade Runner [Philip K. Dick / Riddley Scott], Henrique V [William Shakespeare / Kenneth Branagh] e O Castelo Animado [Diana Wynne Jones / Hayao Miyazaki].

Das controvérsias comentei nonde de direito, na lista abaixo. ;)

1.Grandes Esperanças [Great Expectations, 1861] de Charles Dickens
David Lean, 1946

Estrelado por John Mills e Alec Guinness. Tem uma versão modernizada por Alfonso Cuarón com Ethan Hawle e Robert de Niro; não é essa.

2. O Morro dos Ventos Uivantes [Wuthering Heights, 1847] de Emily Brontë
William Wyler, 1939

A versão com Merle Oberon e Laurence Olivier. Eu fico muito dividida aqui, porque embora realmente tenha o clima gótico e a caracterização cruel dos personagens, o roteiro só considera metade do livro. E aquele final do produtor, adicionado à revelia do diretor, quase que f*de tudo. Mas comparado com a versão com a Juliette Binoche e Ralph Fiennes é bem mais fiel, mesmo.

Continue lendo

Os vampiros e os clássicos

Píramo e Tisbe, Gregorio Pagani (Galeria Uffizi, Itália)

Píramo e Tisbe, Gregorio Pagani (Galeria Uffizi, Itália)

O blog BrontëBlog [um dos favoritos de Titia Batata] chamou a atenção para vários artigos jornalísticos que mencionam as inspirações da escritora Stephenie Meyer para escrever os livros da série Crepúsculo.

Não, não se trata das diversas acusações de plágio porque, você sabe, ela declara não ter lido nenhum livro de vampiro antes, nunca. Ever.

Mas muitos perceberam semelhança no padrão narrativo de seus livros com algumas obras clássicas, a saber:

. Crepúsculo com Orgulho e Preconceito, de Jane Austen;

. Lua Nova com Romeu e Julieta, de William Shakespeare [que já era uma releitura do mito grego Píramo e Tisbe];

. Eclipse com O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë;

. Amanhecer com O Mercador de Veneza e com Sonhos de Uma Noite de Verão, de Tio Shakes também.

Um artigo do britânico The Telegraph ainda se lembra de Razão e Sensibilidade [outro Austen] e de Jane Eyre [Charlotte Brontë], mas daí honestamente eu achei forçação de barra demais. Se bem que seria legal se jovens leitores de Meyer lessem os clássicos, então tudo bem, façam todas as associações que conseguirem. As novas edições de Wuthering Heights da HarperCollins e HarperTeens tentam atraí-los pela capa.

Voltando à questão, o que eu quero saber é se alguém que tenha lido os livros pode comentar a respeito dessas semelhanças, plis?

Outro assunto relacionado, desta vez com mais ênfase no AustenBlog [outro favorito], são os romances clássicos como base para versões modernas vampirizadas – no sentido literal, não figurado. Livros como “Pride and Prejudice and Zombies” de Seth Grahame-Smith e “Mr. Darcy, Vampire” de Amanda Grange.

Quase posso ver você se contorcendo na cadeira.

Continue lendo

Joseph e a religião

O jornalista espanhol Miguel Mora publicou no El País um artigo intitulado Decisões anacrônicas mostram incapacidade de Ratzinger em guiar o Vaticano, no qual evidencia o caráter intransigente do Papa Bento 16 e o isolamento em que ele vive, tanto dos próprios pares quanto do mundo em geral.

Se não me engano o conteúdo desse artigo é aberto, se não for é só me dar um grito que envio por email.

A Adrina Poubel, do blog À Cata de Palavras, teceu comentários muito pertinentes e me autorizou a publicá-los aqui no PdUBT [senquiu, frô!]. Os meus comentários seguem logo depois.

Lu, eu sou católica mezzo praticante. Fui batizada, fiz primeira comunhão, casei de vestido branco. Vou à missa de vez em quando. Gosto de conhecer a história da igreja, saber a razão e o porquê dos porquês. Disse isso porque talvez eu não seja isenta o suficiente para emitir a minha opinião, aliás nem sei se esse era o objetivo do seu e-mail, mas lá vai.

Continue lendo