The Undead and Philosophy – Chicken soup for the soulless

Capa do livro

Capa do livro

Eu sei que tinha dito que ia parar com essa série Cultura Pop & Filosofia depois dos volumes dedicados aos Beatles e ao Metallica. O caso é que esqueci que já tinha encomendado The Undead and Philosophy – Chicken soup for the soulless na Livraria Cultura, que não o tinha em estoque e levou um mês e meio pra entregar. Que sorte, viu. Se eu tivesse parado nos volumes musicais provavelmente não voltaria a ler nada da coleção e perderia o melhor deles que li até agora.

A explicação para eu gostar mais desse do que dos cinco volumes que li antes está explicado num capítulo do próprio livro, o “Heidegger the Vampire Slayer: The Undead and Fundamental Ontology” de Adam Barrows. Primeiro porque ele explica os dois principais objetos de estudo da filosofia, o conhecimento [epistemologia] e o ser [ontologia]. Os cinco livros que li antes eram mais epistemiológicos, enquanto esse dedicado aos vampiros e zumbis é mais ontológico.

Ê lasquêra! Quer dizer o quê, sua amostrada? Que aprendeu duas palavras novas?

Ahn… Sim, isso e o fato de que os artigos desse livro tratam muito mais da primeira questão que a gente imagina quando se fala em filosofia: quem sou eu?

O que define a pessoa como um ser? O que define vida? O que acontece com o ser depois que ele morre? Os primeiros artigos tentam estabelecer tudo isso antes de pensar nas questões éticas que envolvem vampiros, zumbis, replicantes e zumbis filosóficos. Os autores optaram por não incluir lobisomens, fantasmas e outros seres sobrenaturais por questões práticas, isto é, não ampliar a discussão para a psicologia e a teologia.

Epa, você disse replicantes, Titia Batata? Tipo assim, igual os replicantes de Blade Runner, O Caçador de Androides?

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Domingueiras

O Windows não foi desligado corretamente

O Windows não foi desligado corretamente

Dorga! O jogo inaugural do estádio do Dallas Cowboys vai ser no mesmo horário que o Emmy. Eu queria ver o famoso telão que interfere nos punts e mostra mensagem de erro do Windows.

Na novela Caras e Bocas, personagem se esgoela porque terá de raspar a cabeça: “Eu estou perdendo tudo o que é mais importante em mim, meu seio, meus cabelos…” Acho que sou muito ruim, porque não senti um pingo de emoção nesse momento.

Ou desprezo conta como emoção?

Eu me preparo para dormir: coloco o marcador de página no livro, ajeito o edredon de lado para o friozinho da madrugada, afofo o travesseiro de cabeça e o de agarrar, apago a luz e deito. Só aí percebo que esqueci de tirar os óculos.

Você já assistiu ao último episódio da Família Dinossauro? Eu não tinha visto, até a Cristine publicar lá no Rato de Biblioteca [senquiu!].

Eu olho o traje vermelho que a Lady GaGa usou pra receber o VMA e lembro de um personagem do folclore brasileiro. O duro é que não lembro exatamente de qual: é da Folia de Reis? Da umbanda? Didonde, Grande A’tuin?

Aaacho que não conheço nenhuma música da Taylor Swift [country, manja?] mas fiquei bem impressionada com a atuação da moça num dos melhores episódios de CSI na temporada passada.

Pequenos prazeres: retirar uma concha de feijão recém-cozido só com água [sem carnes, toucinho, bacon, etc.], misturar com duas colheres de açúcar e mandar ver.

A Adrina me mandou o volume Minas Gerais da coleção Cozinha Regional Brasileira [senquiu!]. Gente, que tortura. Lia as receitas e o estômago chegava a doer de vontade de experimentar tudo. Eu disfarçava mastigando biscoitos cream cracker.

Mas ontem dona mãe fez pernil à pururuca [que não pururucou, não sei se porque tava frio e chovendo ou porque o gás acabou no meio] e bolo de fubá. Jurema se esbaldou.

E cê viu que no volume São Paulo tem receita de rosquinha de pinga?

Quando pesquisei sobre o Seal pro Top Roqueiros Carecas Fazíveis, fiquei sabendo que Flavio Briatore é o pai biológico da filha mais velha da Heidi Klum, mas não participa nada. Seal agradece a ele por permitir-lhe ser o pai dela sem nenhuma interferência.

No post A conta que não fecha, do Ivan Capelli, há um comentário assinado por Gil de Ferran a mencionar uma rodada com objetivos escusos na temporada 2006 da F-Indy.

Aprendi nesta semana: ESCORREITO: que não tem defeito, falha ou lesão; que tem apuro, que é correto.

Via @novohouaiss.

O que Dumbledore faria? Um site bem legal com as lições deixadas por Albus Dumbledore. Em inglês.

Daniel Radcliffe tem me surpreendido cada vez mais com o tratamento paciente e respeitoso com fãs e a mídia.

Que a escritora J. K. Rowling contribui com várias causas sociais infantis a gente sabe, mas desta vez a notícia é que a produção do filme Harry Potter e as Relíquias da Morte gerou 20 mil libras esterlinas para uma casa de repouso para crianças.

Segundo o IBGE, o gasto médio de uma família brasileira com livros é de R$ 11,00/ano. Eu pensei num monde coisa pra comentar mas decidi que não.

Em vez disso, deixo dois links que valem a leitura:

Passeando pela Bienal no blog Peregrino Mutante

Livros; a estranha lógica editorial no blog Pensamenteando [comentários inclusive]

Blog sonoro [!] dedicado ao mundo dos livros: Mondolivro. Cada áudio dura um minuto e meio, é rapidinho pra baixar e ainda é transcrito nos posts.

Se você é assinante UOL ou Sky faça uso dos cupons de desconto que eles oferecem. Pela mensalidade que cobram é até pouco, mas é melhor que nada.

Lembra da lista dos filmes pra mulérzinha? O blog Cinesmasmorra fez um podcast com vários deles e mais um monde outros que não foram citados. Ficou bem joiado.

Pausa

Não me entenda mal, se eu tivesse direito de voto provavelmente votaria nele também, mas fiquei com medo de algumas pessoas que apoiaram a vitória de Barack Obama nos Estadozunidos, messianizando-o e demonizando os que votaram no concorrente McCain.

Tenho medo da reação racista de alguns torcedores brasileiros contra Lewis Hamilton, antes do GP Brasil de Fórmula 1. Decerto que, da mesma forma que não considero o povo espanhol racista só porque uma meia dúzia atacou o piloto inglês de forma discrimatória no ano passado, não dá pra dizer que o brasileiro seja um povo racista por causa da manifestação estúpida de meia dúzia. O problema é que essa meia dúzia fala alto…

E o que dizer de um padre e coordenador pedagógico de uma das maiores  escolas particulares da região [se não for a maior] que incentiva atitude antidesportiva e antiética num programa de rádio ao pedir que determinado piloto tirasse Hamilton da corrida para que Felipe Massa fosse campeão, como se fose a coisa mais natural do mundo?

Tenho medo de um presidente local de partido político afirmar que, se fosse o coordenador da campanha política de determinado candidato na cidade que foi atacado com dossiê, teria “batido mais forte, mais baixo e pra derrubar” no concorrente. Para completar, ainda declarou-se contrário à iniciativa Pedra Lascada Transparente [o braço local da Associação Brasil Transparente]. Por coincidência, esse cidadão também é coordenador pedagógico; o partido político que representa gostava de proclamar-se ético e transparente.

Tenho medo de professor de faculdade que louva artigos neopopulistas no curso de Serviço Social.

Oi, meu nome não é Regina.

A Ciência Médica de House

Eu estava com receio de ler este livro, no começo. Fiquei traumatizada com O assassinato de Agatha Christie, niqui o nome famoso no título serve apenas de isca para fãs mas o conteúdo não satisfaz o apetite [e nem o paladar].

Senquisgóde não foi isso o que aconteceu neste caso: o livro é até melhor do que a premissa divulgada em quase todos os sites. O autor não se limita a analisar os casos médicos episódio por episódio, como a sinopse sugere. Na verdade ele analisa bem poucos episódios, da primeira e da segunda temporada, mas a análise é bem mais ampla do que a dupla diagnóstico & tratamento.

O enfoque de Andrew Holtz volta-se muito mais para o sistema de saúde norte-americano, um lado menos conhecido do público de séries e de Michael Moore. A realidade desse sistema está bem distante da nossa, claro, em que equipamentos de ressonância magnética e médicos que gastam quinze minutos num exame físico preliminar são cenário comum.

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Uma coisa é uma coisa

Melhor:Ética é um tema importante nas empresas. O que os filósofos podem nos ensinar sobre a questão?

Muitas pessoas confundem Ética. Pensam que se trata somente de ficar longe de problemas. Os grandes filósofos entendiam que Ética é criar força – pessoas fortes, empresas fortes, relacionamentos fortes com clientes. Se entendermos a verdadeira natureza da Ética, ficaremos motivados a ser o mais ético possível em qualquer situação. E no centro desse complicado tema está algo mais simples que a Regra de Ouro: trate os outros da maneira com a qual você gostaria de ser tratado se estivesse no lugar deles. Esse é o fundamento para um ótimo trabalho e ótimos relacionamentos.”

Quem que confunde ética com ficar longe de problemas? Isso se chama pusilanimidade.

Taliqual

Made in Japan: “A maior cadeia de livros de segunda-mão do Japão, a Bookoff, anunciou terça-feira 19 que seu fundador Takashi Sakamoto renunciou à presidência da companhia. A renúncia acontece depois da divulgação de pagamentos suspeitos [...]“

Mas num é igualzinho, igualzinho um outro país do outro lado do mundo em que as denúncias de corrupção, tráfico de poder e comportamento antiético chovem todos os dias? Tem horas que dá até um orgulho*.

* Titia Batata é obediente e não mais vai falar mal do país porque é isso o que atrapalha.