Tomai e comei

Digestivo Cultural: “”Livros devem ser oferecidos como uma caixa de bombons.
Adélia Prado, em entrevista sobre como despertar o interesse de novos leitores.”

Com esta introdução, a colunista Adriana Carvalho montou três “caixas de bombons”, para três fases da vida. A primeira para crianças, a segunda para jovens e a terceira para adultos. Eu confesso que li poucos dos que ela citou: A Fada Que Tinha Idéias é um dos meus TFF; de Agatha Christie li quase todos; um pouco de Conan Doyle [três, agora! ampliei 300% em relação ao começo do ano], um pouco de Garcia Marquez, Saramago, Clarice Lispector e Cortazar. E muita Turma da Mônica e Tio Patinhas, claro. Assim, minhas caixas talvez sejam bem diferentes das dela. Vam’ver…

A primeira caixa tem a coleção Paraíso da Criança, da Edelbra – que sobrinha adora. São contos de fadas e do folclore brasileiro ilustrados com fotos de bonecos e cenários construídos a mão, um capricho só. Tem também alguns livros de tecido e borracha, com elementos destacáveis, daqueles que os adultos deixem arrastar e puxar pra todo lado sem dar bronca pra não rasgar ou amassar ou rabiscar com giz de cera. Ler tem que ser lúdico, senão vira tortura.

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Poemas aos Homens do nosso Tempo

de Hilda Hilst

Amada vida, minha morte demora.
Dizer que coisa ao homem,
Propor que viagem? Reis, ministros
E todos vós, políticos,
Que palavra além de ouro e treva
Fica em vossos ouvidos?
Além de vossa RAPACIDADE
O que sabeis
Da alma dos homens?
Ouro, conquista, lucro, logro
E os nossos ossos
E o sangue das gentes
E a vida dos homens
Entre os vossos dentes.

(Júbilo Memória Noviciado da Paixão(1974) – Poemas aos Homens do nosso Tempo – II)