Top5 livros lidos em 2008

O Jefferson, do blog Libru Lumen, lançou um desafio nos comentários do PdUBT: listar os cinco livros que mais gostei no ano passado.

Titia Batata mordeu a isca. Por ordem cronológica de leitura:

. Quando as bruxas viajam [Witches Abroad, 2008, Conrad] – Terry Pratchett
Pratchett é mestre na arte de pegar referências de todas as fontes e tranformá-las numa história totalmente nova e às vezes até sob uma ótica oposta do que vimos antes, originalmente. Quando as bruxas viajam é um exemplo perfeito!

. Uma questão pessoal [Kojinteki na taiken, 2003, Companhia das Letras] – Kenzaburo Oe
Xeu dizer uma coisa a respeito do pouco que conheço de literatura japonesa: não é leitura indolor. É do tipo que enfia um espinho debaixo da unha e vai cutucando, cutucando, e mesmo depois que acaba você ainda fica com a cicatriz incomodando toda vez que vira o tempo. Eu vou demorar pra reler este, mas como é bom!

. Pergunte ao pó [Ask the Dust, 2003, José Olympio] – John Fante
De uma forma tortuosa, associo o livro Pergunte ao pó muito mais a Uma questão pessoal do que ao filme adaptado – provavelmente porque li logo que terminei o livro de Kenzabue Oe, mas a saga do homem que se vê cada vez mais afastado dos seus sonhos ao se deparar com seus demônios internos e que redime na arte segue um caminho parecido no chuvoso Japão dos anos 60 e na poeira dos EUA na década de 30.

. Mentes Criminosas e Crimes Assustadores [The Cases That Haunt Us, 2002, Ediouro] – John Douglas & Matk Olshaker
O livro analisa crimes reais desdo reporte à polícia, coleta de evidências e testemunhos até o julgamento [ou falta de]. Ao final de cada caso, o autor dá a sua interpretação baseada na experiência de 25 anos na Unidade de Análise Comportamental [Behavioral Analysis Unit ou BAU] do FBI, e outros tantos como consultor particular. Na análise ele ainda indica métodos que usaria na investigação, truques para atrair o suspeito ou ED [de elemento desconhecido], técnicas de interrogatório, etc.

. George e O Segredo do Universo [George’s Secret Key to the Universe, 2007, Ediouro] – Stephen & Lucy Hawking
Se você é como eu e passou por uma série de professores desestimulados e desinteressados provavelmente até tem alguma curiosidade sobre esses assuntos [ainda mais agora com essa onda do acelerador de partículas Grande Colisor de Hádrons ou LHC, do CERN] mas bóia nos detalhes. Hawking planejou uma trilogia para explicar os fundamentos da Física, com ênfase na cosmologia e na mecânica quântica, em linguagem compreensível para crianças.

A lista pessoal do Jefferson.

E aí, quem topa continuar a brincadeira?

Sopa de Letras: Yakitori

“As galinhas também possuem fígado, não é mesmo? Tanto que se come fígado de galinha no yakitori, certo?”
Uma questão pessoal, Kenzaburo Oe, pág. 103, Companhia das Letras

Yakitori é um prato típico japonês feito com aves. O nome vem de yaki [=assar, tostar, torrar] e tori [=ave]. Está tão arraigado na cultura popular japonesa que existem restaurantes exclusivos, os yakitori-ya [assim como os sushi-ya, os lamen-ya, etc.].

Os ingredientes e a confecção da receita são muito complicados – vá se preparando psicologicamente!

Ingredientes
hatsu ou kokoro = coração de frango
rebaa = fígado de frango
sunagimo ou zuri = moela de frango
sasami = peito e coxa de frango desossados, sem pele e cortados no tamanho de uma mordida
espetos – de preferência de bambu; se não, pode usar de madeira [deixe mergulhado na água por meia hora para não queimar]

Temperos: sal e pimenta [suco de limão opcional] OU molho tare [agridoce]
Molho tare
1/2 copo de mirim
1/2 copo de shoyu
2 colheres de sopa cheias de açúcar
1/2 colher de chá de glutamato monossódico

1. Junte todos os ingredientes numa panela
2. Leve a mistura ao fogo e deixe ferver por 10 minutos

Use este molho para marinar a carne por duas horas, pelo menos.

Faça os espetos e asse na churrasqueira ou na grelha do forno ou frite em um pouco de óleo. Se quiser intercalar os pedaços de frango com vegetais, pode usar cebolas [ikada] pequenas escaldadas por 4 minutos, a folha verde de cebola ou alho poró [negi], cogumelos shiitake…

Hein? Parece espetinho de frango? Uia, e não é que é mesmo? 8)

Este post participa do evento Sopa de Letras.