Jurema

Nabeyaki udon

Nabeyaki udon

Eu tenho um problema e o nome dela é Jurema. A lombriga insaciável atacou de novo enquanto eu assistia a um documentário sobre uma província que esqueci o nome, na ilha que não lembro qual é, e que tem 800 restaurantes especializados em udon, o macarrão feito com farinha e água.

Às 18h40.

Foi por este motivo que jantamos nabeyaki* no auge do verão brasileiro e dona mãe me proibiu de ver esses programas por um bom tempo.

Kagawa! Lembrei o nome da província, tá lá no Wikipedia.

* O nabeyaki é servido direto do fogão no pote de ferro [ou de cerâmica refratária] em que é cozido, quase fervendo. Dá um suadouro mesmo no inverno mais gelado.

Vício

Torrone de amendoim da Montevergine: gruda nos dentes mas quando começo uma barra das grandes não paro enquanto não chegar ao final. E a barra pequena não dá nem pro cheiro.

Segundo o Wikipedia, o torrão é de origem moura, conhecido desde o século 16. Os ingredientes principais são açúcar, mel, clara de ovo e amêndoas [ou amendoins ou outras nozes/castanhas]. Se a amêndoa for usada inteira ou quebrada é a variante Alicante; se for em pasta, a Jijona. O negócio é tão sério que existe até um Conselho Regulador do legítimo Turrón.

O doce pode ser cortado em retângulos ou em forma de bolo redondo [v. receita no Mais Você]. O torrone é considerado sobremesa tradicional de Natal na Espanha, parte da França e da Itália [de onde vem o nome torrone] e da América Latina.

Por mim, todo dia é natal.

Jurema saciada

Há meses eu vinha cevando dona mãe e Sêo Elói móde ver se pelo um deles se compadecia de mim e fazia um pouco de arroz doce.

Bando de insensíveis cruéis e desalmados.

Pois ontem ganhei uma tigela fumegante de arroz doce com lascas de coco ralado na hora, uma dose generosa de canela e creme de leite.

Jurema morreu feliz.

Arroz doce eu gosto quente, e você?

Jurema ataca novamente

Num dos tópicos da comunidade Agatha Christie li um comentário que me lembrou que em casa também fazemos isso, e também graças à Mitzi de Convite para um homicídio: a frigideira de fritar ovo e omelete não é lavada, e sim cuidadosamente limpa com papel-toalha. E não é de teflon, material que nem existia em 1950, mas não gruda nada e o ovo fica lindo. Obrigada, tia Agatha!!

Outro inglês que paixonei, culinariamente falando, é o Jamie Oliver. No episódio de sábado ele fez feijoada [Jurema acordou] e “bonita bacula” – que o colega brasileiro entendeu que era bolinho de bacalhau. Tão fofo! E ele não é cheio de frescura feitos outros chefs, que chegam ao absurdo de cozinhar usando luvas cirúrgicas. Jamie Oliver lambe os dedos e é de lamber os dedos, nham nham.

Agora bateu vontade de comer pudim de leite… Não 4 toneladas, claro, mas um bom tanto.