Evil Under the Sun / Morte na Praia

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There is an evil which I have seen under the sun, and it {is} common among men [Eclesiastes 6.1, Bíblia versão King James]
Vi um mal debaixo do sol, que calca pesadamente o homem. [Eclesiastes 6:1, Bíblia versão católica]

A escritora inglesa Agatha Christie foi batizada na Igreja Anglicana, mas teve contato com o catolicismo, unitarismo, teosofia, zoroastrismo e o espiritismo em sua vida graças à mente avançada de sua mãe. Seu segundo marido, o arqueologista Max Mallowan, era católico romano. Em seus livros a autora costuma apresentar os princípios éticos cristãos ao punir o criminoso, o agente do Mal.

Sua personagem Miss Marple é anglicana, Hercule Poirot é católico; embora a autora defenda a punição do mal supremo que é o homicídio, ela também criticava a severidade exagerada dos fanáticos religiosos que expulsavam jovens grávidas de casa, por exemplo. Para ela, o único pecado imperdoável é tirar a vida de outra pessoa – tanto que se debate em dúvida sobre o que fazer com o criminoso apanhado.

Os romances de Agatha Christie demonstram a gradual mudança de percepção da autora sobre o assunto: se nos primeiros livros o assassino ia diretamente para a forca ou se justificava alguns casos de homicídio, ela passa a dedicar mais atenção à vítima nos livros posteriores.

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Assassinato por morte / Murder by death

Pôster do filme

Pôster do filme

No milênio anterior, a Sessão da Tarde costumava exibir filmes mais variados do que apenas “uma galerinha do barulho aprontando muita confusão” de hoje em dia. Foi nessa época que vi Assassinato por morte [Murder by death, EUA/1976], um clássico do humor que revi agora no fim de semana.

Trata-se de uma paródia-protesto contra os whodunit ou histórias de detetive que enganam os fãs ao apresentar o culpado no último capítulo sem dar ao leitor a chance de descobrir sozinho. O roteiro usa a estrutura do crime do quarto fechado, isto é, um grupo isolado de personagens em um ambiente controlado. Assim, o[a] criminoso[a] nunca será um personagem desconhecido que só aparece no fim.

O milionário Lionel Twain convida os cinco maiores detetives do mundo para a sua mansão. Ele os desafia a solucionar um assassinato e assim ganhar 1 milhão de dólares. Se nenhum dos cinco resolver o caso, todos devem reconhecer publicamente que Twain os derrotou. Além de Twain e dos cinco detetives, na mansão estão os cinco acompanhantes dos detetives, um mordomo cego e a cozinheira surda-muda.

Ei, é uma comédia, eu te disse!

Lionel Twain: You’ve tricked and fooled your readers for years. You’ve tortured us all with surprise endings that made no sense. You’ve introduced characters in the last five pages that were never in the book before. You’ve withheld clues and information that made it impossible for us to guess who did it. But now, the tables are turned. Millions of angry mystery readers are now getting their revenge. When the world learns I’ve outsmarted you, they’ll be selling your $1.95 books for twelve cents.

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Uma Janela Para O Amor / A Room With a View

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Ou: Da desnecessidade de refazer o que já estava bom.

Enquanto vasculhava a filmografia do ator Mark Williams no iMDB para o post da nova adaptação de Sense and Sensibility, tropecei com uma informação bombástica [pra mim, quero dizer]: em 2007 fizeram uma nova versão também de Uma janela para o amor [A room with a view] de 1985. Desta vez não foi em forma de minissérie e sim um telefilme para o canal ITV, mas o roteirista era o mesmo Andrew Davies responsável pelas minis Orgulho e Preconceito [1995] e Razão e Sensibilidade [2008] da BBC. Da primeira eu gostei muito, da segunda nem tanto, então fui conferir qual era a do cara.

Para ser justa e evitar o efeito espelho [comparar as duas obras] não reassisti o filme original de James Ivory e Ismail Merchant antes de ver o telefilme dirigido por Nicholas Renton.

Ignore o fato de que o filme é um dos meus Top Favoritos Foréva, já o vi umas quinze vezes e quase sei os diálogos de cor.

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Duplo nhé!

Maggie Smith como Minerva McGonagallUma notícia no Mugglenet informa que Dame Maggie Smith está vencendo a batalha contra um câncer de mama. Ela é uma das minhas atrizes favoritas desde Uma Janela Para O Amor, niqui ela fazia a prima Charlotte. Também fez a melhor madre superiora de Mudança de Hábito, Miss Bowers em Morte no Nilo e, óbvio ululante, a professora Minerva McGonagall na série de filmes Harry Potter. Mas seu melhor feito é, se me permite dizer, ser mãe de Toby Stephens [*cataploft*] e de Chris Larkin. Aliás, tem uma coisa curiosa sobre os irmãos: ambos trabalharam em Jane Eyre; Toby na série da BBC em 2006 e Chris na versão cinematográfica de 1996.

Obrigada, Ô Grandão, por mantê-la em boa saúde, mas preferia que ela não passasse por isso.

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