Leia o livro que gerou o filme

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Desafio
A Feira do Livro de Cape Town é um evento anual em que editores, distribuidores e autores compartilham a magia dos livros. Em uma época em que menos e menos pessoas optam por ler, a Feira do Livro precisava de uma forma de seduzir o interesse do público.

Estratégia
Comparado com a leitura de um livro, um filme deixa pouco para a imaginação. Selecionando diversos gêneros e demonstrando como foram escritos originalmente no formato de livro, posicionamos a Feira do Livro de Cape Town como “o lugar onde a história se inicia”.

Solução
Para nos engajarmos diretamente com o nosso público, substituímos filmes populares nas prateleiras das lojas locais de DVD com o livros dos quais se originaram. Adicionamos adesivos em que se lê “Pegue o sucesso de vendas original” nesses livros. Os livros também se destacam visualmente. A mensagem era simples: a maioria dos grandes filmes foi baseada em grandes romances.” [tradução livre]

Fonte: Blog Livros só mudam pessoas via I Believe in Advertising

Achei uma campanha bem inteligente, muita vez não sei que tal filme é baseado num livro – e nem que determinado livro gerou alguma adaptação para cinema ou TV, tampouco. ;)

[LieToMe] Pilot

Olhe para a lente da verdade...

Olhe para a lente da verdade...

Numa simplificação grosseira da história da filosofia, existem duas matrizes de sistemas éticos. A primeira, que podemos chamar de deontológica, têm como expoentes Platão e Immanuel Kant. Para esses autores, são os princípios que importam. Uma regra como “não matarás” ou “não mentirás” valem incondicionalmente, seja porque estão amparadas pela ideia de Justiça, por Deus, pelo imperativo categórico ou por alguma outra entidade metafísica. [Hélio Schwartsman, 20/08/09]

Por uma dessas coincidências do destino [ou "alguma outra entidade metafísica", como diz o amiguinho aí em cima] duas pessoas me indicaram a série Lie To Me, no mesmo dia. Fui atrás de mais informações e me interessei assim que vi um nome associado à série: Tim Roth. Sou fã desse ator inglês, dos papéis de vilão que adoro detestar como o carinha lá do Hulk ou o do Planeta dos Macacos.

O cara é muito bom, mas só aparece em papéis coadjuvantes e em filmes quase sempre obscuros [com algumas exceções, cRaro]. Ele chegou a ser convidado para interpretar o Lord Voldemort da série Harry Potter, imagine. Preferiu o remake do Planet Of the Apes do Tim Burton, o que me leva a pensar que não é um artista que preocupa com fama.

Interesse despertado, fui assistir ao episódio piloto.

Bum!, me conquistou.

A partir deste ponto há spoilers.

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Ser diferente é normal

Tem dois comerciais de TV que meio que tratam do tema, de uma forma ou de outra.

Um é tão recente que só vi uma vez até agora e não encontrei o vídeo online, ainda. Na verdade, tá tão difícil de encontrar que começo a duvidar até se eu vi mesmo ou se alucinei.

Se vi mesmo, é da Petrobras e mostra, por um micronésimo de segundo, um frentista cadeirante. Na pesquisa que fiz, só apareceu esse vídeo. Não é o que eu quero, o que eu procuro e que acho que vi mostra um frentista com o uniforme da bandeira BR, cadeirante, a atender um cliente.

O segundo comercial já é bem antigo, mas ainda passa na TV e eu sorrio toda vez que vejo: aquele do chocolate Twix em que três caras com Síndrome de Tourette se unem e ganham dinheiro inventando a barra de “biscoito! caramelo! chocolaaate!”.

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A mesma mensagem mostrada de forma diferente

Eu gostei da nova propaganda do Ford Fusion que está a passar na TV, criada para a série “Quem dirige o novo Ford Fusion fez por merecer”. Desta vez mostram alguns executivos conversando num almoço sobre onde pretendem estar daqui a cinco anos [oi, Roberto Justus?]. Um deles estará ao volante de um carro de luxo, símbolo de quem venceu na vida.

Em clima de flerte, ele pergunta à colega onde ela pretende estar dali a cinco anos. Corta para a mesma cena, com o mesmo cara no mesmo carro e a câmera começa a girar para o lado do carona. A ideia é imaginar que o plano de carreira da moça seria namorar o cara de sucesso mas daí vemos o banco vazio e uma boa virada de roteiro.

Esperto, engraçado, motivador – tudo o que as peças dessa mesma série não conseguiram no ano passado [chegaram a ser reportadas no Conar, só que os relatores arquivaram a reclamação].

Tudo isso é embalado ao clássico “Back in Black”, som do AC/DC (Sony Music), uma das mais importantes bandas de rock da história da música, formada em 1973. Para finalizar, a assinatura “Quem dirige o Novo Ford Fusion fez por merecer” – presente na comunicação do modelo desde 2008 – procura reforçar o conceito da iniciativa. [Propmark]

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Patrulhamento

Vampiros existem.

Não tou falando daqueles que brilham ao sol, nem dos que se alimentam de sangue, nem de nenhum dos dez tipos mais interessantes de vampiros que o Henderson pesquisou no Depokafé [link].

Nos livros da série Harry Potter eles são os dementadores.

Os dementadores se alimentam da felicidade humana e, portanto provocam depressão e desespero em qualquer um que esteja próximo deles. [Potterish]

O melhor feitiço contra este ser das trevas é resgatar a memória, a lembrança de vida mais feliz da pessoa, porque eles não suportam a felicidade alheia.

Estava pensando nisso ao assistir ao novo comercial das Havaianas, aquele com o Marcos Palmeira e o grupo Samba na Veia batucando num bar. Do nada, irrompe uma dementadora irritada com a alegria deles a bradar que existe um crise mundial e que eles deveriam estar preocupados com isso em vez de ficar cantando.

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As famílias mudam

Na semana passada vi um comercial de Nebacetin no intervalo do jornal Tem Mais Notícias [da afiliada regional da Globo, TV Tem - aliás, quantos comerciais de medicamentos passaram naquele dia! Contei quatro em 15 minutos].

O comercial já tem mais de ano, pelo que pesquisei por aê, mas nem eu nem os miguxos pra quem perguntei tinham visto ainda. Começa dizendo que as famílias mudam, o jeito de cuidar não, e daí passam diversas famílias a comentar para o que usam o produto.

O que me chamou a atenção foi a composição dessas famílias: foi o primeiro comercial que eu vi a mostrar não apenas o modelo pai-mãe-casal-de-filhos de comercial de margarina, mas também uma família formada por filhos adotados de outras etnias, de mãe solteira, de pais homossexuais.

“As famílias mudaram, é fato. A sociedade já reconhece os novos modelos de famílias. Nebacetin é uma marca que evoluiu com seu consumidor e prova isso mostrando todos os tipos de família no seu comercial”, declara André Godoi, redator da agência. [Vitrine Publicitária]

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Brasil e Japão, carros e música

Uma das notícias que li ontem informava que o brasileiro João Carlos Kao Rosman é o estrangeiro campeão de arrecadação de direitos autorais pelo sexto ano consecutivo no Japão, com a música Zoom Zoom Zoom. Nunca ouviu falar, né?

“Zoom zoom zoom” foi composta originalmente em 1995 para o filme “Only the Strong” (“Esporte Sangrento”, no Brasil). Mas a popularidade da música se deve à campanha publicitária da Mazda, que começou a usar a composição nos comerciais de TV e rádio no Japão em 2000. “Acabou se tornando o hino da fabricante de carros”, disse Rosman. [BBC Brasil, via UOL]

Comercial japonês da Mazda
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Duas no cravo

Os dois comerciais que mais gostei nessa semana que passou são da área alimentícia [mais ou menos]. A primeira é dos Sucrilhos Kellogg’s e associa o produto à prática de esportes. Não encontrei o vídeo no Youtube mas desconfio que foi criado nos EUA e dublado aqui, caus que mostra futebol americano e beisebol no meio de vários esportes.

Oh, sim, no site Propmark diz que foi criado pela Leo Burnett Chicago e adaptado pela subsidiária brasileira. Sim, tinha toda a cara de ser importada mesmo. O nome do comercial é “Antes”, ou seja, sugere “o consumo de cereais como uma das fontes de energia para quem faz exercícios.”

É beeem diferente de outros que sugerem trocar brócolis e chicória por Sustagen, né?

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