Real Genius / Academia de Gênios

Capa do VHS (!!)

Este post é dedicado à Luciana Pimentel, a.k.a. Loulou Brega.

Muito antes da série The Big Bang Theory ser gerada eu já era fã desse cRássico da Sessão da Tarde e dos filmes nerds, lançado em 1985 – essa data é importante para se ter em mente quando [ou se] for assistir por causa da tecnologia que, se hoje é vintage, na época era topo de tecnologia. Estamos falando de mais de um quarto de século arás!

Foi com esse filme que desenvolvi uma paixonite pelo ator Val Kilmer [de novo, lembre-se que isso aconteceu mais de 25 anos atrás!].

A trama baseia-se livremente em casos reais ocorridos na CalTech e, embora concentre-se no humor, trata de uma questão moral quando o personagem de Jon Gries [Lazlo Hollyfeld] aparece: até que ponto o cientista é responsável pelo uso das suas descobertas?

O jovem Mitch Taylor entra para a faculdade aos 15 anos, levado para a equipe do Dr. Hathaway. [Não, apesar de parecer muito, o ator que faz o Mitch não é a Sarah Jessica Parker disfarçada.] Ele divide o quarto com o veterano Chris Knight [Kilmer], que tenta ajudá-lo a desenvolver suas habilidades pessoais porque vê no adolescente uma versão do pária que ele mesmo foi um dia. Sob a tutoria de Chris, Mitch descuida do projeto do Professor Hathaway, um laser químico potente e estável.

A concorrência e as sabotagens de um colega invejoso, junto com a ajuda do grupo de amigos gênios, fazem Mitch e Chris conseguirem sucesso, mas a comemoração logo vira um plano de vingança. O filme traz uma mensagem – se não pacifista – no mínimo de responsabilidade moral e ética. Ou, como os personagens principais mencionam em momentos diferentes, do imperativo moral.

Um filme para adolescentes que cita Kant, tá bom ou quer mais?

Real Genius – trailer

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Ajuda dos universitários

Lá pelos anos 80, início dos 90, assisti a um filme e uma minissérie que ficaram grudados no meu in subconsciente, não guardei o nome e vira e mexe ressurgem pra me atormentar. Quando isso acontece eu recorro ao Google, só que nem ele me ajudou muito. Quem sabe alguém com a memória boa também se lembre desses dois e me conte os nomes?

O filme deve ser anterior à década de 80 e era estrelado pela Sophia Loren. Tinha um nobre que queria casar-se mas ela era de origem humilde e ele tinha pretendentes ricas. Para resolver a situação, ele estabeleceu uma competição de lavar pratos – com a origem da personagem da Sophia, era barbada saber que ela venceria. Aí uma das competidoras ricas riscou todos os pratos da tina da Sophia com o anel de diamante. Com a sabotagm, S. passou a quebrar os pratos ao meio.

Que filme é esse?

A minissérie era de qualidade beeem inferior e não lembro de nenhum artista. Contava a história de uma milionária de meia idade que se casou com um caçador de dotes. Na lua-de-mel ele a empurrou do barco, no meio dos jacarés [ou crocodilos, nunca sei quem é quem] e passa a viver uma boa vida com a herança. O pobRema é que ela sobrevive, graças a um curandeiro.

Não, o problema real é que o curandeiro a transforma numa linda jovem modelo, que estabelece relações com o viúvo para vingar-se dele. Tosco toda vida, mas enquanto eu não descobrir o nome não conseguirei esquecer.

Alguém?

Karate Kid – A hora da verdade

Encera carro, pinta cerca, depois caratê.

Encera carro, pinta cerca, depois caratê.

A notícia de que o ator Ralph Macchio foi confirmado no elenco da série Ugly Betty [como personagem recorrente!] trouxe uma enxurrada de memórias na minha cabeça. Macchio pode fazer um quazilhão de filmes na vida mas não adianta: será lembrado sempre pelo papel de Daniel-san na série de filmes Karate Kid, cRássico da Sessão da Tarde nos anos 80 e início da década de 90.

O primeiro filme [The Karate Kid, EUA/1984] gerou tantos ícones na época que nem sei por onde começar… Pelo Senhor Miyagi, um japonês okinawano que pratica o zen, pela fofa da Elisabeth Shue, pelo golpe “garça em teto de zinco quente”?

A história em si é bobinha e cheia de clichês: garoto [Macchio] que se muda para uma nova cidade tem que se adaptar no colégio e vira alvo dos bullies. Procura a academia local de artes marciais para aprender a lutar mas os bullies freqüentam a tal academia, a Cobra Kai. Ele convence então o zelador do condomínio onde mora [Pat Morita, indicado ao Oscar e ao Globo de Outro como Ator Coadjuvante por este papel] a ensinar-lhe caratê para defesa, enquanto conquista a garota mais bonita da escola [Shue]. No fim, Daniel-san e o bully-chefe se enfrentam numa competição.

Miyagi: Nós fazemos pacto sagrado. Eu prometo treinar você, você promete aprender. Eu falo, você faz, sem perguntas.

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As sete faces do Dr. Lao

Pôster do filme As sete faces do Dr.LaoQuem cresceu nos anos 80 decerto deve ter assistido As 7 faces do Dr Lao [Seven Faces of Dr. Lao/The Secret World of Dr. Lao, EUA/1964] pelo menos uma vez, na Sessão da Tarde. A penúltima vez que eu assisti, se bem me lembro, foi na casa da minha madrinha pouco depois do Rock in Rio, o primeiro.

Por isso, quando o vi na programação de tv da semana passada, marquei a data com um enooorme círculo vermelho na minha agenda: nada ia me distrair naquele horário, nem mesmo o tapete vermelho do SAG Awards.

Da mesma forma que aconteceu quando revi “A história sem fim” após um grande hiato, no começo eu ficava matutando em como as lembranças são diferentes da realidade: não me lembrava, por exemplo, que a dublagem era tão caricata ou que os efeitos especiais eram tão toscos, mas tudo isso sumiu da mente conforme ia mergulhando de novo naquele universo fantástico [e era 1964, os efeitos *eram* muito bons para a época em que foi rodado].

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Momento mulérzinha

Num dos filmes adolescentes cRássicos da década de 80, quando ainda não existia essa coisa de teen, o mocinho compra um par de brincos para impressionar a garota que quer conquistar, uma patricinha fútil. Sua melhor amiga o auxilia na escolha do modelo, já que o rapaz é meio bronco nesses assuntos. O enredo de Alguém muito especial leva muito de Cyrano, com o ruivo Eric Stoltz no papel de Christian, Lea Thompson [a mãe de Michael J Fox em De volta para o futuro] no de Roxane e Mary Stuart Masterson [Tomates verdes fritos] no de Cyrano. O roteirista é John Hugues, especialista nesse tipo de filme.

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Perigosamente Juntos

Cadado DVD de Perigosamente juntosFilminhos Que Eu Assistia Sempre Na Sessão Da Tarde: Perigosamente Juntos

Meritíssimo, este é o culpado. De tanto assistir Perigosamente Juntos que cheguei a pensar na possibilidade de virar advogada – na expectativa, óbvio, de um dia encontrar pela frente um promotor com a cara do Robert Redford. Bem, eu tinha 16, isso é desculpável, acho.

O filme não é “de tribunal”, no sentido estrito; tá mais pra whodunit [quem matou?]. Debra Winger era uma atriz que eu achava muito fófis – ainda mais depois de Laços de Ternura/Terms of Endearment [rios de lágrimas] – e ver que no fim

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