[True Blood] Um ship que eu curto: Tara e Sam

Rutina Wesley e Sam Trammell

Na série True Blood, criada por Alan Ball [A Sete Palmos] a partir da série literária Southern Vampires Mysteries da escritora Charlaine Harris, a personagem principal é uma garçonete telepata que trabalha no bar de Sam Merlotte. Ela o convence a contratar Tara Thornton depois que a melhor amiga destrata uma freguesa no antigo emprego. Sam reluta em colocar uma pessoa agressiva como Tara num trabalho que envolve primordialmente o [bom] relacionamento com os clientes, mas se deixa convencer porque nutre uma paixão platônica por Sookie. Por sua vez, Tara é apaixonada por Jason Stackhouse, que não corresponde [nem ao menos sabe desse amor] porque a considera uma irmã.

Sam e Tara compartilham o afeto por Sookie Stackhouse e a preocupação pelo envolvimento dela com os vampiros que “saíram do armário” após a invenção do sangue sintético. Isso forma um laço entre os dois, que vai se fortalecendo aos poucos episódio a episódio até que se solidifica numa amizade improvável porque, embora tenham em comum um histórico de abuso familiar, Sam e Tara são extremos opostos.

Sam Merlotte e Tara Thornton

Sam é o sujeito tranquilão, boa praça, que leva as coisas na esportiva e confia nas pessoas [pelo menos nas duas primeiras temporadas], sempre preocupado em não ferir os sentimentos de ninguém. Tara é de uma honestidade agressiva que rebate as má-criações de cara, desconfiada e muito sensível às questões de cor da pele e de gênero, sendo uma jovem mulher negra num território afetado pelo preconceito racial.

Mesmo com essas diferenças, a amizade entre os dois resistiu às brigas constantes e até evoluiu de status ainda na primeira temporada quando Tara, depois de mais uma sessão de espancamento e abuso verbal por parte da mãe, sai de casa e aluga um quarto. Sam, preocupado, vai procurá-la e ela sugere que façam sexo, sem compromisso, uma vez que ambos têm necessidades. Esse relacionamento beneficiou aos dois e se repetiu mais uma vez na primeira e na terceira temporadas, até que Sam finalmente revelou ser um metamorfo.

Após dois relacionamentos destrutivos com seres envolvidos com o sobrenatural [Eggs e Franklin], Tara decide deixar a cidade e Sam para trás. Ao iniciar a quarta temporada vemos Tara em Nova Orleans envolvida romanticamente com outra mulher enquanto Sam tenta iniciar um relacionamento com outra metamorfa em Bon Temps. O reencontro de ambos mostrou que o vínculo da amizade entre eles continua tão forte quanto antes, capaz até de provocar um novo flerte, mas só Alan Ball pode dizer se eles têm futuro como casal.

[TrueBlood] Evil Is Going On

Gasparzinho, versão True Blood

Post redigido antes da liberação do post mortem do episódio, editarei depois com o vídeo e imagens.

Perdoe-me por usar uma expressão em inglês para comentar o último episódio da terceira temporada de True Blood, mas… Haters gonna hate. :P

A partir deste ponto há spoilers

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[TrueBlood] Fresh Blood

Eric, você é o sol que alumia as minhas noites.

Já que casamentos intrafamiliares são carta fora baralho, cria-se um excedente de noivos e noivas que podem ser utilizados para forjar alianças com outros clãs. Também se pode aproveitar a ideia de interditos sexuais para criar outras proibições, que reproduzam ou ampliem relações de poder. [Hélio Schwartsman, O incesto é um problema?, 17/06/10]

Claro que HS nem de longe menciona o que acontece em Hotshot; só citei um trecho do artigo aqui porque [1] vale a leitura completa e [2] quero passar logo para os outros subnúcleos.

[O editor William Irwin lançou o volume True Blood & Philosophy: We wanna think bad things with you no mês de junho. Já entrou na minha lista de desejos, claro. Espero que esteja à venda no Submarino, Saraiva ou Cultura em breve.]

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[TrueBlood] I Smell A Rat

Eric, Sookie e Pam no Fangtasia

Eric, Sookie e Pam no Fangtasia

Depois do episódio ótimo da semana passada eu já esperava uma certa queda na qualidade no décimo e antepenúltimo da temporada – só não contava que fosse despencar tanto. A dispersão em vários subnúcleos foi um expediente interessante no início mas acabou perdendo sua força no final: algumas tramas e personagens que poderiam ser melhor construídas e desenvolvidas se perderam no meio do caminho. Em alguns casos há a possibilidade de que sejam retomados [caso dos Weres, já que Manganiello foi efetivado no elenco fixo], outros tiveram os mesmo tratamento displicente dedicado ao plot de Dallas na temporada passada.

A partir deste ponto há spoilers.

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[TrueBlood] Everything Is Broken

Eric, Pam e Miss Flanagan

Eric, Pam e Miss Flanagan

O melhor episódio da série até agora, IMHO. Nem precisarei abrir mão de comentar alguma coisa [leia-se “relacionamentos abusivos”], conforme escrevi na semana passada, porque foi um ep cheio de diálogos ótimos, viradas de jogo, revelações e atuações marcantes.

Antes de começar, xeu só desentalar uma coisa que ando matutando desde o início desta temporada, que é o desperdício de sangue. Na primeira um vampiro disse que se os assassinatos em série fossem coisa deles os cadáveres estariam exangues. Agora o Eric deixa o tapete da Sookie todo molhadinho [hahahahaha!], o festim de Russell, Lorena e Bill chega a vazar da limusine, e o banho de Sookie e Bill vira uma homenagem à cena do chuveiro de Psicose. Nani desuka?? Mottanai desuka! :lol:

A partir deste ponto há spoilers.

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[TrueBlood] Night on the Sun

Nunca demonstre temor

Nunca demonstre temor

Eu queria mudar de assunto, juro. Queria chegar aqui e comentar apenas “puxa, você viu o que aconteceu com fulano, o que você achou do que sicrano disse, o que será que vai acontecer com beltrano, e que música legal encerrou o episódio!” mas não dá: basta um ep centrar-se um pouquinho mais em Sookie & Bill que o tema do post volta a ser sobre sexismo, machismo, misoginia e violência contra a mulher.

Eu vou entender se você preferir fechar o blog e voltar amanhã, foi a vontade que eu tive de parar de assistir e voltar no próximo episódio também.

A partir deste ponto há spoilers

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Interativa | Música de abertura de série

@EmersonPardo lançou um pensamento ao léu e eu catei. Ele disse:

Acho que Friends, TBBT e True Blood são as séries com as melhores músicas de abertura.

Eu também gosto dessas três e acrescentei a de Gilmore Girls, mas desconfio que Tonhão não seja público-alvo desta série… Mas agora eu te pergunto: e tu, tem alguma música de abertura de série que gosta?

Gilmore Girls: Where You Lead – Carole King

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