Oscar 2005

Meiqui troncha de sono ainda, segue a primeira edição do prêmio PdUBT para o Oscár.

Troféu Eu Sou Eu e Não Tem Pra Mais Ninguém de mais bem-vestido – versão hômi
Empate técnico entre Samuel L. Jackson e Morgan Freeman

Troféu Eu Sou Eu e Não Tem Pra Mais Ninguém de mais bem-vestido – versão mulé
Julia Roberts e seus recém-peitões de amamentar gêmeos – ano que vem ela vai entrar pra categoria “fora de concurso”

Troféu Uh, Que Calor no Background
Hilary Swank e seu decote filosófico

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Grande menina, pequena mulher

Cena do filme O Amigo OcultoA primeira vez que vi uma atuação de Dakota Fanning foi no filme do título do poste. Magérrima, frágil até a pele transparente, ela faz uma garotinha que tem que se tornar adulta muito cedo já que a mãe é ausente, o pai vegeta em coma no quarto vizinho ao seu e sua babá é Brittany Murphy.

Depois a vi num episódio barra-pesadíssima de C.S.I. [Gotas de Sangue, primeira temporada], em que uma família é assassinada enquanto dormia, ela e sua irmã são as únicas sobreviventes e há abuso de crianças.

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Da Falsificação de Euros aos Pequenos Mundos

Capa do livro Capa do livro Da Falsificação de Euros aos Pequenos Mundos.O ano de 2004 foi, definitivamente, o ano em que Jorge Buescu entrou na minha lista de favoritos. Em abril li O Mistério do BI; em novembro, Da Falsificação de Euros aos Pequenos Mundos.

O autor mantém uma coluna mais ou menos como a de Marcelo Gleiser aos domingos na Folha de SP tem [ou tinha] no antigo suplemento Mais; enquanto Gleiser trata de Astrofísica para leigos, Buescu desmistifica a Matemática e a Física. Tanto que nos dois livros há seções inteiras dedicadas a jogar uma luz sobre lendas urbanas perpetuadas pelo mundo. No segundo livro, as mais interessantes [para não-matemáticos] falam sobre o ano zero da era cristã [e resgata a honra do abade que criou o Continue lendo

Dias Selvagens

O esquema pra pegar filme aqui em casa é um pouquinho diferente do usual: uma vez por mês, ou a cada dois meses, faço uma listinha do que quero assistir [a maioria de acordo com dicas que recolho nos blogues amigos, nas listas de emeio ou no site Omelete] e mando pra locadora. Geralmente tem de 2 a 6 disponíveis, às vezes até 8 ou 10, dos cerca de 40 títulos que escolho. Quando é fim de semana esticadão, como foi o caso do carnaval, esgoto toda a cota de uma vez só. Daí a Ana manda algum filme que não estava na lista mas que pode ser do meu gosto nos fins de semana seguintes, até eu providenciar uma nova lista.

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O assassinato retrospectivo – parte 5

A senhora era a única filha e neta, criada como a herdeira intocável a quem nada era negado. A senhora adorava seu tio. Era o seu deus. Deve ter sofrido um choque quando ele surgiu com uma noiva. De uma hora para outra ele já não era seu deus-escravo e era preciso puni-lo, por isso o matou. Creio que foi a senhora também quem espalhou os boatos sobre a traição da noiva, que conspurcou seu deus. A senhora desejou sujar o nome dela, não foi? Do mesmo modo que uma criança faria.

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O assassinato retrospectivo – parte 4

D. Agripina vivia sozinha; nunca se casara, não tivera filhos, não tinha empregados. Nem mesmo um cão ou peixes dourados no aquário seco sob a janela da sala. E, no entanto, mantinha no armário roupas de um homem de aproximadamente 1,84m, 75 – talvez 78 kg. A descrição batia com as medidas do desaparecido. O que todas aquelas roupas faziam ali, no quarto de uma solteirona arruinada? Fechei a porta do guarda-roupa e sentei na beirada da cama, pensamentos voando.

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O assassinato retrospectivo – parte 2

Voltei a mirar a fotografia de um homem de cabelos lisos, sorrindo para a lente da câmera, o braço esquerdo em volta da cintura de uma menina loura com os cachos presos em dois rabos-de-cavalo, de pé sobre um degrau.

– Foi no dia da minha comunhão — ela depositou a bandeja com o café e biscoitos sobre a mesinha de centro, afastando no mesmo movimento o vaso de violetas e o cinzeiro de cristal amarelo, vazio.

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O assassinato retrospectivo – parte 1

– Era tão moço — suspirou — e tão bonito.

As palavras de D. Agripina mal penetravam em meu cérebro enquanto virava as páginas do álbum de fotografias.

– Morreu de quê, D. Agripina?

Os olhos, era isso. Mesmo através das fotos em preto-e-branco, muitas quase desbotadas, era possível perceber que eram olhos tristes. Olhos que encaravam diretamente a lente da câmera

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Dick Watson

Adoro carnaval. Seriamente. É uma época em que tiro o atraso de várias coisas, tipo dormir e assistir filmes. Em 2005 não foi diferente; eis a lista [por ordem de assistência].

Meninas Malvadas [Mean Girls, EUA/2004] é um filminho adolescente com direito a moral da história e final feliz para todos. O melhor do filme é o elenco, boa parte do Saturday Night Live.

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